terça-feira, setembro 24, 2013

VII Regata de Botes Baleeiros - New Bedford

 
VII Regata de Botes Baleeiros
Dabney Cup, o coroar de uma grande iniciativa que veio para ficar


Texto: Augusto Pessoa • Entrevistas: Francisco Resendes • Fotos: Nick
Pessoa

A VII Regata de Botes Baleeiros foi a confirmação de que o homem sonha e a
obra aparece.
João Carlos Pinheiro, Victor Pinheiro e José Soares são os grandes obreiros
deste tremendo êxito que foi mais uma edição de uma competição, que embora
amigável, ninguém quer perder.
E foi o que se viveu de quinta-feira a domingo na baía de New Bedford.
Quer a remos, quer à vela, os botes baleeiros de linhas centenárias
deslizaram nas águas calmas da baía, contrastando com o mar crespado dos Açores,
num espetáculo deslumbrante que as experientes gentes dos mares sabem
proporcionar a quem de terra, ou no nosso caso de uma embarcação e como tal mais
próximo da ação vê o evoluir dos barcos e tripulações.
Na sua maioria são jovens de ambos os sexos com experiência adquirida em
águas tumultuosas, que se limitam a mostrar em águas mais calmas os ensinamen
tos colhidos.
Os Açores tem uma longa história em desportos nauticos, ou não estejam eles
rodeados por aquele mar que nos separa e que ao mesmo tempo nos une, como
aconteceu no passado fim de semana com a realização de mais uma regata e esta
de cunho internacional.
Um tanto ou quanto inesperado, mas de grande valor, foi a presença de José
Cesário, secretário de Estado das Comunidades, que condecorou João Carlos
Pinheiro, após o que se dirigiu aos presentes.
“Quero dizer-vos que não há desenvolvimento, se não conciliarmos a tradição
com a modernidade. Temos todos de dar as mãos, juntando os mais novos e os
mais idosos. Conciliar aquilo que é antigo, com aquilo que é novo. O nosso
país, todas as regiões, têm sempre algo extraordinário para dar a todo o
mundo. Não é por acaso que estamos a viver, um dos melhores anos turísticos da
nossa história. A todos os aqui presentes vai o nosso obrigado pela forma
como têm conseguido promover o país. Agradeço-vos a realização desta iniciativa
e pedir-vos para continuar. Venho aqui em meu nome, em nome da República,
do Presidente da República, distinguir um de vós e através dele toda a
comunidade. E esse é João Carlos Pinheiro”, disse José Cesário, enaltecendo o
trabalho, deste elemento comunitário.
E ao sabor das ondas, ventos e marés, a primeira edição das regatas,
aconteceu na cidade de New Bedford em 2004 e com entusiasmo, crescente atingiu-se
a sétima edição.
Mais um acontecimento que se vem registando anualmente, graças ao
Portuguese Times, que o faz entrar na história da comunidade, através da força
inigualável da foto e da imagem.
Acompanhamos o nascer da primeira regata, ainda a rampa de lançamento dos
botes à água não existia.
A entrada para o barco que facilitava a reportagem era com os pés na água.
Hoje tudo foi facilitado com a rampa existente no local.
Podem-se fazer coisas lindas em termos de regatas, mas se não se lhes der o
tratamento adequado, tudo não passa de uma iniciativa vulgar.
Mas João Carlos Pinheiro e Victor Pinheiro querem projetar a iniciativa al
ém New Bedford e é aqui que entra o Portuguese Times, com o seu longo
alcance. A foto inserida na longa reportagem vai mostrar como foi aos que não
estiveram presentes.
Entre a comitiva vinda dos Açores estava José Decq Mota, presidente da
direção do Clube Naval da Horta.

“Estamos a consagrar a importância cultural e social que tem a utilização
desportiva dos botes baleeiros”
— José Decq Mota

“Esta iniciativa é muito importante sob o ponto de vista desportivo, mas
principalmente do ponto de vista cultural. Eu venho a New Bedford coordenar a
delegação do Faial. A cidade da Horta é geminada irmã com a cidade de New
Bedford. Acho que é nossa obrigação incentivar este tipo de colaborações. Mas
além disso ao participar em regatas de botes baleeiros ou vir aqui andar no
Faial, no Pico ou no Bela Vista, nós estamos a consagrar a importância
cultural e social que tem a utilização desportiva dos botes baleeiros. A baleação
acabou. Os botes baleeiros açorianos são uma embarcação magnífica. Hoje
praticamos lá e cá uma modalidade desportiva que é o remo e vela em botes
baleeiros. Estamos a divulgar e a mostrar a magnificência dessa embarcação, mas
estamos também a trabalhar numa área que nos liga a todos, que nos liga em
termos culturais, em termos históricos... Sendo assim, é com grande gosto que
estou aqui na qualidade presidente do Clube Naval da Horta a coordenar as
duas tripulações, uma masculina, outra feminina, que vieram aqui para tomar
parte nestas regatas e onde estamos a ser recebidos e acarinhados de forma
irrepreensível e que deixa toda a comitiva maravilhada”, começou por dizer José
Decq Mota, que passou a referir a utilização do bote baleeiro.
“A utilização desportiva dos botes baleeiros podemos dizer que está em
alta. Realizamos várias regatas no Faial, Pico e outras ilhas. Essas regatas
atraem muita gente. Nós por exemplo na secção de botes baleeiros no Faial temos
8 botes e é coordenada pelo Clube Naval. Temos mais de 150 praticantes de
vela e remo. Estas regatas atraem uma assistência na ordem das centenas e por
vezes milhares de pessoas.
No Faial há 8 botes, no Pico há 22. Só aqui temos 30, ali ao pé em São
Jorge temos mais 3, na Graciosa e Terceira tem mais 3. Se bem que nem sempre
seja possível juntar todos estes barcos, conseguimos fazer com frequência de
regatas de 25 e 30 botes. O que na verdade é um grande espetáculo. Mas não é
só isto. É o conjunto enorme de pessoas de ambos os sexos, de todas as idades
e condições sócio-profissionais, que se junta a praticar esta atividade
desportiva e à volta desta embarcação magnífica”, prossegue o presidente do
Clube Naval da Horta, referindo-se à aderência da juventude a esta prática
desportiva.
“Temos muita gente jovem a aderir a esta modalidade desportiva. Temos o
exemplo das tripulações do Faial e Pico que aqui se deslocaram aos EUA. O
futuro está assegurado. O que temos de pensar seriamente é a manutenção material
desta prova. Os botes e as lanchas. A despesa é muito grande e nós temos de
arranjar dinâmicas, grupos e parcerias que assegurem que esta atividade
possa ter um futuro sólido não para mim, mas filhos e netos e gerações
vindouras”, concluiu José Decq Mota, um exemplo vivo do apoio a esta modalidade
desportiva.

“Isto ultrapassa a simples regata entre botes baleeiros e teima em manter
viva uma herança que foi de grande importância, quer para os Açores, quer
para a cidade de New Bedord”
— João Carlos Pinheiro
João Carlos Pinheiro é a ligação entre os homens e as mulheres que
constituem as tripulações dos botes baleeiros pelo Açores e os que aqui por New
Bedford se dedicam à mesma modalidade desportiva. Visivelmente satisfeito pelo
sucesso de mais esta iniciativa, aquele homem do mar começou por dizer à
reportagem do Portuguese Times e Portuguese Channel:
“Isto foi um sonho meu e de mais dois ou três amigos. Havia intercâmbios
entre equipas de futebol, ranchos folclóricos, entre bandas de música e porque
não entre botes baleeiros.
Criou-se o Azorean Maritime Heritage Society, com três botes. Fui portador
da ideia para o Faial e Pico, oscultando opiniões, para uma possível regata.
A ideia foi recebia de tal forma que já estamos na 7.ª edição e todas elas
recheadas de êxitos sucessivos. Isto ultrapassa a simples regata entre botes
baleeiros e teima em manter viva uma herança que foi de grande importância,
quer para os Açores, quer para a cidade de New Bedord geminada cidade irmã
com a cidade da Horta. Queremos preservar o passado histórico da caça à
baleia e ao mesmo o presente e o futuro através das regatas de botes baleeiros e
os passeios ao visionamento destes monstros marinhos.
A nossa intenção tem sido mostrar a nossa cultura marítima nos EUA.
Somos descendentes dos homens do mar. Por perigos e guerras esforçados,
descobriram o mundo. A relação do homem/mar mantém-se viva por estas paragens.
O resultado deste entusiasmo tem conseguido uma maior projeção dos Açores
em terras dos EUA e consequentemente a deslocação a São Miguel, Pico e Faial
de grupos de 40 e mais pessoas, graças à promoção que estas regatas têm
conseguido”, prossegue João Carlos Pinheiro, no Museu da Baleia, no dia anterior
ao início de uma regata que ficou memorável.
Mas aquele homem praticante da vela, não arreia o mastro.
“Em 2014 vamos ter o gosto de ver ancorado no porto de New Bedford o único
barco baleeiro que ainda existe e que foi aqui construído nos EUA. Por tal
motivo foram construídos 10 botes baleeiros americanos “Yankee Botes”, de
onde derivou o bote baleeiro açoriano”, prossegue João Carlos Pinheiro,
abrindo a vela à razão principal da entrevista.
“Pela primeira vez vamos ter na água uma regata de amizade entre
tripulações de ambos os países.
O “Yankee Bote” é mais pequeno tem menos um tripulante. O barço açoriano e
dado que a baleação era costeira, fizeram um barco mais comprido, com mais
um tripulante. É um barco mais veloz. Ambos os barcos vão estar frente a
frente nas águas de New Bedford”, disse o mentor da iniciativa, que vive o mar,
que vive a vela.

A ilha do Pico, tem uma forte representação comunitária por estas paragens.
Confraternizações, festas do Espírito Santo e o tipicismo das suas
rosquilhas e vindo de lá um equipa de remo e vela.
Nilton Goulart, remo e vela da equipa proveniente da ilha do Pico, afirmou:
“Em termos pessoais, além de ser uma satisfação, dado ser a primeira vez
nos EUA, é ótimo vir como membro de uma equipa de baleação, até porque ambos
os meus avós foram baleeiros. A cultura baleeira está muito presente na ilha
do Pico. Temos aqui uma experiência competitiva saudável entre o Pico o
Faial e equipas locais. Será um grande prazer receber a equipa de cá nos Açores,
dentro de dois anos”, começou por dizer Nilton Goulart, que nos deixa a par
de como se desenrola a vida do remador e do velejador.
“Devido às condições atmosféricas e à própria vida pessoal dos elementos
que constituem as equipas, durante o inverno a atividade é práticamente nula.
Dedicamos este tempo à manutenção, de forma a que os barcos estejam prontos
para a próxima época, que arranca em princípios de junho. O remo é treinado
diariamente e a vela uma vez por semana. Existe um espíritivo competitivo
muito grande nos Açores.
Há regatas que já tiveram mais de 30 botes. O bote baleeiro é já uma
bandeira ao nível turistico nos Açores”, concluiu Nilton Goulart.

Filipe Porteiro, diretor regional dos Assuntos do Mar, era mais uma
presença integrado na comitiva de visita a New Bedford. Com uma linguagem mais
institucional, vê a regata num prisma diferente, mas contributivo para o
sucesso.
“Temos a aproximação de duas sociedades muito próximas embora separadas
pelo mar e que esta regata dá a possibilidade de se aproximarem e partilharem o
que têm em comum”, afirmou Porteiro, para acrescentar:
“As regatas, que se têm feito no Faial e Pico é a imagem da importância
dessa modalidade desportiva, em que estão envolvidos entre 15 a 30 botes
baleeiros e quase todos com tripulaçã muito jovem. Eu acho que foi um reaprender
da nossa cultura foi o reaproveitar a informação e o conhecimento cultural
que existia. Foi uma mudança de utitlização que se deu a um bote que se
poderia ter perdido pela falta de uso, mas que depois foi reconvertido para
atividades marítimas ou turísticas e para a prática da vela.
Eu acho que a realidade comprova isso mesmo. Há um interesse genuino e
transversal das pessoas mais antigas que viveram a baleação e os mais jovens que
não viveram essa cultura mas que têm entranhado a cultura baleeira”,
salienta Filipe Porteiro, que sublinha o apoio à modalidade desportiva.
“Praticamente toda a recuperação da frota e a construção de novos botes
baleeiros teve o apoio da Direção Regional da Cultura e através da Comissão do
Património Baleeiro, que facilitou que estejamos a viver esta explosão
ligada à cultura da baleia”, concluiu Filipe Porteiro.

“A vela terá sempre um lugar importante no turismo açoriano”
Rui Amen, Turismo Açores
A grande aposta no turismo dos Açores baseia-se nos mais diversos temas e
nas mais diversas iniciativas. E pelos vistos as regatas também, são um meio
de promoção da Região nos EUA.
“Estas regatas tratam com ingredientes que são base de recursos turísticos
e estou a falar de legados históricos, culturais até conteúdos biológicos.
Isto é uma oportunidade que temos para vir para um país que tem um grande
potencial e promover os Açores como destino turístico”, começa por dizer Rui
Amen, para acrescentar em seguida:
“No momento atual, o turismo dos EUA ocupa um lugar cimeiro nos Açores.
Frutos diretos não será possível contabilizá-los, mas que eles existem é uma rea
lidade. O turismo náutico é uma das estrelas da companhia. Obviamente que a
vela seja na forma de regatas, botes, solitária, terá sempre um lugar
importante no turismo açoriano”, concluiu Rui Amen.

“Não se pode falar da baleação em New Bedford sem falar dos Açores”
Victor Pinheiro
Victor Pinheiro foi criado na crista da onda, no balanço do barco e agora
com tudo isto transformado na componente desportiva.
“Esta iniciativa tem sido um somar de êxitos, não só ao nível da
competição, remo e vela, como no aspeto da aproximação das pessoas, nos dois lados do
Atlântico.
São duas comunidades com um longo historial baleeiro, Açores e New Bedford.
Não se pode falar da baleação em New Bedford sem falar dos Açores. Os
baleeiros de New Bedford faziam longas paragens nos Açores. As maiores ondas de
imigração para New Bedford tiveram por base a baleação”, começa por dizer
Victor Pinheiro, que acrescenta:
“A regata é um motivo de aproximação ao nível de desporto e mesmo
universitário entre os Açores e os EUA”, salienta Victor Pinheiro, que deixa um
convite.
“Todos os jovens e menos jovens que se queiram juntar a nós na prática do
remo e da vela deverão contatar a Azorean Maritime Heritage Society. Temos
programado uma maior extensão deste entusiasmo ao nível das ilhas dos Açores e
a sua relação com a baleia. Não podemos limitar esta atividade ao Pico e ao
Faial, temos de ir também a São Jorge, Corvo e Flores... Nós aqui nos EUA
temos três botes e consequentemente três equipas de vela e remo. No relativo
aos Açores já quase todas as ilhas têm botes baleeiros, pelo que a sua
divulgação desportiva relacionada com a história está mais facilitada lá do que
cá”, disse Victor Pinheiro, que montou um programa, alvo dos melhores
elogios.
“Podemos dizer que o bote americano é o pai do bote açoriano. Os americanos
é que levaram os primeiros botes para os Açores.
As três gerações da família Dabney levaram os primeiros botes, de onde
teria origem a grande indústria que ali se criou, relacionada com a caça à
baleia.
O sistema de caça à baleia nos Açores era muito difererente da caça nos EUA.
Enquanto que o americano utilizava um barco grande de onde se iniciava a
caça, o açoriano servia-se do tradicional bote, partindo de terra. O mais
curioso e tratando-se de botes diferentes, vamos ver qual será o desenrolar da
regata no domingo”, dizia-nos Victor Pinheiro, na quinta-feira já com os
botes na água.
O nome Dabney dado à taça tem a ver com a relação daquela família de Boston
e da sua relação com a baleação, aquando da sua estadia por gerações nos
Açores”, concluiu Victor Pinheiro.

Jovem, simpática, cheia de energia, fazia parte da equipa do Faial. Isabel
Andrade era uma das muitas jovens que o bote baleeiro trouxe a New Bedford.
“Acho que é uma excelente iniciativa por parte da Azorean Maritime Heritage
Society. Já é a segunda vez que participo. Acho que é um intercâmbio de
culturas. Podemos fomentar amizades e outros níveis de desporto. Tudo isto é
muito interessante”, começou por dizer a jovem, que dividia o entusiasmo com a
restante equipa.
“Há cinco anos entrei para os botes com a intenção de fazer uma equipa de
vela feminina. Como não era possível, começamos no remo e fomos evoluindo.
Quando aqui viemos há três anos, só faziamos remo. Mas tinhamos dois elementos
do sexo masculino.
No regresso ao Faial formámos uma equipa de vela só feminina e é essa a
equipa que vai competir aqui nos EUA”, prosseguia a jovem que viria a vitória
sorrir.
“O entusiasmo é grande na adesão à equipa. O que temos são poucos botes, se
tivéssemos mais, teriamos pelo menos mais outra equipa feminina.
No Faial cada junta de freguesia tem um bote e é responsável pela sua
manutenção.
Isto é uma iniciativa muito benéfico para o arquipélago e abre as portas a
muita gente, que se não fossem as regatas, não conseguiriam vir aos EUA.
A baleação é nossa. Mas quando vimos a New Bedford é que percebemos que
tudo isto teve as suas origens nos EUA. Aqui tem-se uma ideia mais concreta do
uso da baleia.
Nos Açores a ideia é que a baleia era para tirar os dentes e fazer óleo.
Aqui percebemos através do museu que era isso e muito mais. Como por exemplo,
velas, iluminar”, prossegue a jovem no dia anterior às provas de remo e
vela.
“Nas ilhas do Faial e do Pico nota-se uma grande aderência por parte das
camadas jovens a esta modalidade desportiva”, concluiu Isabel Andrade.

“Hoje esta organização tem alicerces bem cimentados e enraizados”
José Soares
José Soares foi mais um elemento sempre associado a Victor Pinheiro. Muito
prestável, esteve sempre disposto a colaborar em termos de facilitar a
reportagem.
“Da nossa parte considero um balanço muito positivo. Quando se lançou a
ideia a finalidade era o intercâmbio entre os aqui residentes e os de lá. Os
antigos baleeiros vivem esta faceta da vida dos Açores como uma parte
importante da sua vida.
Esta iniciativa embora tendo por palco a cidade de New Bedford já
ultrapassou os EUA e como tal chega gente do Canadá, que não quer perder a
oportunidade de rever familiares que as regatas trouxeram aos EUA. Sabemos que é um
esforço grande da parte de quem nos visita dos Açores, mas estão satisfeitos
pela forma como são recebidos e tudo está a decorrer muito bem”, começou por
dizer José Soares, para acrescentar:
“Quem assitir ao desenrolar das regatas vai encontrar uma grande
percentagem de gente jovem inserida nesta modalidade. Ao princípio foi como que
aguentar a organização de pé. Hoje esta organização tem alicerces bem cimentados,
em enraizados. O entusiasmo é grande quer pelos Açores, quer aqui pelos EUA.
Temos gente jovem, responsável e capaz de manter a Azorean Maritime
Heritage Society, bem viva nos tempos futuros”, prossegue José Soares, referindo-se
à taça a atribuir este ano.
“A Taça Dabney veio abrilhantar ainda mais esta edição das regatas. Foi um
projeto muito interessante a construção dos três botes. Isso partiu da nossa
ideia. O bichinho da competição veio ao de cima e aí temos os botes
baleeiros açorianos e os botes baleeiros Yankee”, acrescentou José Soares, para
concluir em seguida:
“Para o ano 2014 não há regatas. Em 2016 as equipas de New Bedford vão aos
Açores. Em quatro anos regressam aos EUA”.

E os prémios vão para...
A VII Regata de Botes Baleeiros culminou no domingo com a cerimónia de
entrega de troféus, realizada no Museu da Baleia.
A Dabney Cup era a mais cobiçada, dado ser a primeira vez que era
atribuída.
José Gonçalves, “skipper” da equipa de vela do Faial, seria o felizardo a
levantar a Dabney Cup, perante a alegria de toda a representação daquela
ilha.
“Não encontro palavras que possa descrever o que sinto. Foi na verdade uma
experiência memorável. Receção à chegada, a amabilidade e disponabilidade
das pessoa.
Já me tinham falado sobre a forma como as regatas são aqui organizadas, mas
viver de perto, participar é algo que levo bem fundo comigo no regresso”,
disse o “skipper” vencedor de um troféu, com profundo sentimento histórico
para os Açores. Mas como não se tratava de principiantes, os lugares cimeiros
eram um esperança, que acabou por ser realidade.
“Esperava uma boa classificação. No primeiro dia tinha perdido para o Pico,
mas no domingo tudo teimou em correr bem e fomos nós do Faial a ganhar.
Mesmo assim levaram a melhor nas pernas anteriores, mas consegui vencer já na
última”, concluiu José Gonçalves.

Susana Salema, “skipper” da equipa do Faial feminina, estava radiante pelo
êxito da regata e ainda mais pelo facto de levar o troféu.
“Foi uma experiência maravilhosa. Tudo correu na perfeição. Tivemos
oportunidade de troca de impressões, quer com o Pico quer com as tripulações
locais. Esta última regata ainda mais curiosa se tornou ao reunir dois tipos
diferentes de botes. Nós desconheciamos o “Yankee Boat”, disse Susana Salema,
sob um enorme esqueleto de baleia, sob a área escolhida este ano para a
entrega dos troféus.
Mas o mar tem os seus segredos que as equipas têm de saber descobrir.
“A nivel de mar, aqui as condições, são excelentes. Temos é que nos
habituar a variações de ventos mais rápidas”, concluiu Susana Salema.

Igor Azevedo falou à nossa reportagem em nome da equipa do Pico.
“Traziamos como objetivo o Pico vencer a remos. Mas ao mesmo tempo tinhamos
consciência de ter uma boa equipa, para poder lutar pelos primeiros lugares
em vela.
Hoje voltamos a vencer em remos e arrancamos um terceiro lugar à vela. Foi
excelente”, disse Igor Azevedo.


VII Regata International de Botes Baleeiros
— Classificação —

Remo
Senhoras
1. Pico
2. Faial
3. New Bedford

Vela
Senhoras
1. Faial
2. Pico
3. New Bedford

Remos
Homens
1. Pico
2. Faial
3. New Bedford

Vela
Homens
1. Pico
2. Faial
3. New Bedford

Remos
Dabney Cup

1. Pico
2. Faial
3. New Bedford, Ma
4. Mystic, CT. 1
5. New Bedford
Museu da Baleia
6. Mystic, CT 2

Vela
Dabney Cup

1. Faial
2. New Bedford, Ma.
3. Pico
4. Mystic, CT 1

6. New Bedford (desclassificado)
6. Mystic, CT 2 (desclassificado)

quarta-feira, setembro 18, 2013

Teledesporto, 15 de setembro

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/JBRActAfOVEp4NI3qrBn/mov/1
" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350">

E O BURRO SOU EU...


Em 1995 quando foi criada a série Açores de Futebol, eu já tinha uma experiência

de dirigente desportivo na 3ª divisão e na antiga 2ª divisão nacional há 12 anos. Entendi na altura que a melhor solução para o futebol dos Açores era seguir os passos das

Ilhas Faroe, do País de Gales ou da Escócia e criar uma Associação de Futebol que organizasse o futebol nos Açores e se fi liasse na UEFA e na FIFA. Este meu projecto não teve apoio das nossas Associações que optaram pela série Açores integrada no Campeonato Nacional da 3ª Divisão organizado pela F.P.F. .Paradoxalmente o Eng.ºVítor Vasques, então presidente da FPF e que fora convidado para a cimeira que

decidiu a criação da série Açores foi a única pessoa que deu uma opinião favorável dizendo que o meu projecto tinha pés para andar. Ao longo dos anos tenho defendido

sempre este projecto junto de outros dirigentes desportivos, de atletas, de treinadores, de jornalistas e de políticos e na generalidade ninguém concorda. Uns pensam que a

UEFA e a FIFA não aceitariam a nossa fi liação, outros dizem que o novo figurino não tem viabilidade financeira, outros porque os Açores não são politicamente independentes, outros acham que os Açores são uma região muito pequena e

outros simplesmente preferem a actual situação. A estas questões eu pergunto… E estas regiões atrás mencionadas, são independentes? Serão as Ilhas Faroe com cerca de

50 mil habitantes maiores que os Açores? Será que a actual situação com grandes custos e sem retorno nenhum é mais favorável? E muitasoutras questões haviam para levantar.

Em 24 e 25 de Março de 2006, o Clube Desportivo Santa Clara organizou o primeiro Congresso do Futebol Açoriano em Ponta Delgada, e eu levantei esta questão, tendo

a mesma despertado algum interesse por parte do Director Regional dos Desportos da altura que no fi nal do congresso falou comigo e com oDr. Luciano Melo (organizador do congresso) no sentido de ser criado um grupo de trabalho para estudar a questão, mas foi um assunto que não passou desta intenção. A experiência destes anos diznos

que cada vez que um clube dos Açores participava ou subia um nível nos campeonatos nacionais de futebol, as consequências futuras eram uma monstruosa crise fi nanceira

com os clubes a perderem todo o seu património e alguns a desaparecereme com consequências nefastas para muitos dirigentes. Os nossos atletas, alguns verdadeiros

talentos nas camadas jovens, quando atingem a idade sénior deixam de jogar por nunca serem opção nos clubes que participam nos campeonatos nacionais que preferem sempreos jogadores estrangeiros. Por outro lado, assistimos á grande evolução, por exemplo, do futebol nas Ilhas Faroe com os seus clubes a participarem nas provas

europeias com a sua selecção a jogar as fases de qualifi cação dos

campeonatos do mundo e da Europa (em ciclos de 2 anos fazem no

mínimo 15 jogos) e ainda recebem da UEFA e/ou da FIFA os prémios de participação no valor de alguns milhões de euros que podem aumentar se conseguirem pontos. Nós

por cá vamos gastando milhões sem qualquer tipo de retorno e com os

resultados que todos conhecemos Para aqueles que pensam que os Açores não podem fazer parte deste futebol ao mais alto nível, vejam a decisão do último congresso da

UEFA que decidiu admitir o rochedo de Gibraltar (tem um terço da superfície da nossa ilha do Corvo)e vejam se é possível compará-los

com os Açores. É mesmo caso para perguntar!...

 

E O BURRO SOU EU

Autor: Aires Ferreira

SANTA CLARA DEFRONTA BELENENSES NO ESTÁDIO DE SÃO MIGUEL.

O encontro entre Leixões e Vitória de Guimarães é um dos destaques desta eliminatória. A primeira com equipas da I Liga. Jogos da 1.ª mão marcados para 25 e 26 de Setembro.
Realizou-se esta terça-feira o sorteio da 2.ª Fase da Taça da Liga, a primeira eliminatória com a presença de equipas da I Liga. Nesta fase da prova entram os últimos seis classificados da temporada passada e as duas equipas que subiram de escalão, Belenenses e Arouca.
As oito restantes formações já passaram a 1.ª Fase, disputada entre equipas da II Liga. Destaque para o reencontro entre Leixões e Vitória de Guimarães, dois históricos que travam uma grande rivalidade.
Registo ainda para dois “derbies” regionais. Um no Minho, entre Moreirense e Gil Vicente. Outro em Aveiro, entre Beira-Mar e Arouca.
Destaque ainda para o encontro no Estádio de São Miguel, entre o Santa Clara, 11.º da II Liga e o Belenenses, último classificado da I Liga. Recorde-se que os “azuis” do Restelo têm muitos simpatizantes nos Açores.
A 2.ª Fase da Taça da Liga disputa-se a duas mãos, com os primeiros jogos agendados para 25 e 26 de Setembro. A 2.ª mão disputa-se nos dias 30 e 31 de Outubro.


Os meus dois clubes.......




Medina

Pedrada no Charco II


 

 
Vamos constando no futebol de formação que todas as épocas são marcadas por um grandenúmero de atletas que mudam de clube. Creio que importa analisar a frio o que está na origem deste pingpong de atletas. Uma parte, resulta por iniciativa dos encarregados deeducação que querem ver o filho no clube, que no plano teórico, seja o mais forte candidato a vencer asprovas onde irá participar, mesmo sabendo à priori que levando o filho para aquele clube, as possibilidades de o atleta jogar regularmente sejam diminutas. Outra causa paraeste ping-pong, resulta do mal-estar acumulado durante o decorrer da época entre alguns dos “visionários”encarregados de educação que vão discordando dos métodos e das opções do treinador e, de forma irreflectida e autoritária optam, independentemente da vontade do filho, por o levar para outro clube. Em muitos casos chegam ao extremo de o retirar da prática desportiva antes de terminada a época. Mas não se pense que este ping-pong resulta apenas destes actos inconsiderados de alguns encarregados de educação. Em muitas situações são os próprios treinadores que estão no futebol de formação tendo como único objectivo a busca de títulos, que vão tentando em pleno defeso convencer atletas e respectivos encarregados de educação de que estão a construir equipas que irão vencer tudo, nem que isso fosse o mais importante em processo de formação. Certo é que alguns atletas e encarregados de educação cedem aos intentos dos treinadores que autointitulam- se os treinadores da nova vaga/geração. Por fim uma palavra aos dirigentes de alguns clubes que vão pactuando com este tipo de “política” desportiva, o que se lamenta, aliás, o aceitar/corroborar com estes procedimentos não é mais do que em muitos casos gerar ódio a alguns clubes,noutros aumentar esse mesmo ódio, como tem ficado bem patente em alguns jogos no futebol de formação que terminam em verdadeiras batalhas campais.Impõe-se uma ruptura com o passado recente, urge convergir num único sentido, o da prática desportiva pela prática desportiva, onde clubes, dirigentes, encarregados de educação, treinadores e atletas tenham oseu antagonista como adversário e não como inimigo, tendo consciência que sem adversários não será possível competir, e que para evoluir competindo é necessário que os adversários tenham qualidade. Não é possível evoluir no plano desportivo se a “política” continuar a ser a de enfraquecer os adversários, retirando-lhes os atletas de valor.

 

Humberto Rosa

terça-feira, setembro 10, 2013

Esta noite nas Lajes do Pico

XII Gala do Desporto Açoriano

 

XII Gala do Desporto Açoriano
Decorre esta noite nas Lajes do Pico a XII Gala do Desporto Açoriano. A gala irá distinguir na categoria de Selecções Nacionais, Maria João Silva, atleta do Centro de Actividades Ocupacionais da Santa Casa da Madalena do Pico, que representou a selecção nacional no Campeonato do Mundo de Atletas com Síndrome de Down, onde se sagrou campeã e recordista mundial nas provas de 800 metros, 1.500 metros, marcha e 4x400 metros.Nos desportos individuais, na categoria de Resultados e Classificações Nacionais e Participações Internacionais será homenageada a patinadora Catarina Porto, do Clube Desportivo Ribeirense, que foi a primeira classificada no Campeonato Nacional de Estrada, no escalão de iniciados femininos.Nos desportivos colectivos, o Clube Desportivo Ribeirense arrecada dois troféus, um em voleibol e outro em corridas de patins, sendo também distinguidos o Candelária Sport Clube, na modalidade de hóquei em patins, a Casa do Povo da Madalena e o Grupo Desportivo Salão Recreativo dos Toledos, ambos com equipas na modalidade de ténis de mesa.A Gala do Desporto Açoriano visa homenagear e distinguir os agentes desportivos e as entidades do desporto escolar e do associativismo desportivo que se destacaram ao longo do ano anterior através dos resultados e classificações alcançados.

Teledesporto, 8 de Setembro.

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/KTPobhaC9bz1pUELOHSM/mov/1
" type="application/x-shockwave-flash" allowFullScreen="true" width="400" height="350">

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

O Toledos conquistou ontem a Taça de Portugal .

O Toledos conquistou ontem a Taça de Portugal masculina de Ténis de Mesa, ao vencer a Casa do Povo de Oliveirinha por 3-0, na final realizada no Pavilhão Municipal de Santo Tirso.


Para chegar à final, o Toledos eliminou o Caselas, o São João da Madeira e o Sporting. É a segunda Taça de Portugal que o Toledos alcança. A primeira foi na época de 2010/2011.

José Eduardo Pereira, presidente do Clube, adiantou à Rádio Pico que a equipa foi com a expectativa de conquistar a taça, embora tivessem em mente as dificuldades, sobretudo frente ao Sporting.

A equipa do Toledos chega ao Aeroporto do Pico por volta das 17 horas onde se espera muita festa entre os adeptos daquela equipa.

P.S. Mais um grande feito do desporto Açoriano e Picoense.

Medina


Campo Municipal Jácome correia: Justa e reconhecida homenagem!




Num gesto nobre de reconhecimento a duas figuras de destaque/relevo no futebol açoriano, José Maria e Jacinto, duas ex-glórias do CD Santa Clara, decorreu na tarde de sábado no Municipal Marquês Jácome Correia um jogo de homenagem a ambos, organizado por veteranos e amigos dos homenageados, todos eles com forte ligação a outros tempos áureos do CD Santa Clara. Atletas veteranos, amigos, ex-directores do CD Santa Clara proporcionaram momentos de emoções fortes, onde os valores humanos da amizade, gratidão e fraternidade estiveram bem vincados não deixando ninguém indiferente.

Aqui ficam alguns dos nomes que estiveram presentes nesta justa homenagem: Medina, Geraldo, Jorge Marroco, José João, João Bettencourt, Nini, Luis Castanha, Carlos Medeiros, Carlos Viveiros (pé de cimento), Paulo Freitas (mama), Gil Rodrigues, Paiva, Paulo Andrade, José Manuel Raposo, João Vasco, Eduíno, Luís Reis, Zeferino, Barata, Pacheco, Armando Fontes, Eusébio, Pedrinho (Pedro Cordeiro), Eduardo Pastor, Emanuel Freitas, Paulo Eduíno, Mateus, Pára, Fernando Castanha, Mariano Raposo, Luís Cabral (Cabralinho), Fonseca, José Carlos Cabral, Pessanha, Nemésio, Almeida, Eng.º Primitivo Marques, Eng.º Dionísio Leite, Sr. Azevedo, Roberto Garcia, Paulino Pavão e António José Pacheco.

Neste acontecimento que na minha opinião deverá servir de exemplo a outros, os homenageados “saborearam” presencialmente tamanho gesto de amizade e reconhecimento, porque na verdade sempre me causou alguma angústia o reconhecimento a título póstumo.

Autor: Humberto Rosa

P.S. Homenagem bonita para dois grandes amigos. Concordo com o Humberto Rosa, as homenagens tem que ser feitas quando as pessoas estão entre nós.

Medina



terça-feira, janeiro 22, 2013

Medina foi homenageado: Santa Clara consagrado


Ambiente de festa no campo de Santo António, casa do Santa

Clara de alguns dos escalões de formação.

Tratava-se do jogo final do torneio de apuramento do campeão dos Açores, opondo o Santa Clara ao Desportivo Lajense. A tarde primaveril conduziu até àquele recinto muitas pessoas, entre as quais a maioria dos pais dos jogadores. Atletas que apresentaram-se com os cabelos pintados, com alguns com as caras também pintadas. Uma forma de comemorar os títulos da ilha de S. Miguel e dos Açores. Com as duas equipas perfiladas, o vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Furtado, entregou a taça de campeão dos Açores de juniores ao “capitão” da equipa “encarnada”, enquanto o presidente da Associação de Futebol, Auditon Moniz, o presidente do Santa Clara, Mário Batista, o antigo jogador Medina e o jornalista José Silva, entregaram as medalhas aos jogadores e ao técnicos.

Medina, natural das Lajes do Pico e jogador do Desportivo Lajense, mas que durante muitos anos representou o Santa Clara, foi homenageado pelo Santa Clara. Deu mesmo o pontapé de saída simbólico, recebendo aplausos de todos os presentes.

O jogo foi ganho pela equipa de Ponta Delgada, por 3-0, com 1-0 ao intervalo. João Garcia, por duas vezes, e Miguel Rodrigues, de grande penalidade, foram os autores dos golos.

Ao fim de 6 jogos, o Santa Clara totalizou 10 pontos (3 vitórias e 1 empate), com 14-2 em golos, seguido do Angrense com 7 (2V1E1D), com 8-5 em golos e do Desportivo de Lajense, sem pontos (0V4D) e com 2-17 em golos.

Sorteio na sexta-feira


O sorteio da fase de apuramento das equipas que irão subir à I divisão de juniores, está marcado para as 15h00 de sexta-feira próxima.

Desconhece-se em qual das duas séries o Santa Clara irá ficar integrado. Estão apuradas as equipas do Chaves, Merelinense, Vizela (3.º melhor das cinco séries e qualificado por desistência do campeão da Madeira), Feirense, Trofense, Beira Mar, Anadia, Torreense, Mafra, Oeiras e Atlético.

Jornal Correio dos Açores



Teledesporto - 20/01/2013

Clubes desesperam pelas verbas públicas: Iminentes faltas de comparência


A falta de liquidez nas finanças regionais tem afectado quase toda as áreas que dependem de verbas do Governo, que directa ou indirectamente abrangem o quotidiano destas ilhas.

O desporto, como actividade não prioritária, é uma das que mais tem sofrido. Em silêncio... público. Nas conversas e nas reuniões é um tema em destaque.

Os significativos atrasos nas transferências das verbas já contratualizadas e a falta da assinatura dos contratos programa para este ano, levam os clubes açorianos a desesperarem. Principalmente os que estão nas provas nacionais e regionais.

Numa ronda por alguns dos clubes, todos foram unânimes em demonstrarem a sua preocupação. Mas ninguém ousou em dizê-lo publicamente.

“Não me admiro se a continuarem a não disponibilizar as verbas em atraso, possa haver um clube ou outro que dê falta de comparência num jogo a realizar noutra ilha”, disse um dos dirigentes contactados, que esperava esta semana ter recebido luz verde para ter acesso ao dinheiro, como circulou entre os clubes, as associações de modalidade e as empresas. “Mas o mesmo se passa com os clubes que estão nos campeonatos nacionais, já que tenho conhecimento de situações bem mais complicadas do que a nossa para terem crédito que permita às equipas viajar quinzenalmente até ao Continente”.

Há quem fale numa situação semelhante à da Madeira, cujos clubes sentiram dificuldades tremendas, ao ponto de alguns terem acabado por serem eliminados devido às faltas de comparência.

“Não é só a questão das dívidas para com as agências de viagens, para com a Sata, são também os adiamentos nos pagamentos a fornecedores de medicamentos, de produtos para as lavandarias e para quem nos presta assistência médica e para os postos de abastecimento de combustíveis”, disse um outro director, que comunga os problemas “de outros dirigentes, com quem tenho falado”.

CIMEIRAS ADIADAS

As habituais cimeiras com as associações desportivas, que começavam no mês de Janeiro, não se têm realizado. Há associações que pretenderam marcá-las quanto antes, mas sem sucesso. A Direcção Regional do Desporto tem estado em silêncio. Até ontem. Pelo menos já há uma indicação de que serão em Fevereiro. Diz-se que enquanto não houver a certeza de qual a percentagem na redução das verbas para o desporto, não haverá reuniões.

Pela mesma razão ainda não foram assinados os contratos programa com os clubes de cada ilha, elaborados pelos Serviços de Desporto locais, destinados à formação.

A expectativa sobre o valor dos cortes para este ano é grande. “Já ouvimos falar que será numa percentagem que põe em causa toda a actividade das associações desportivas, sendo quase certo o termo das competições regionais dos vários escalões”, adiantou-nos um dirigente de uma associação de modalidade de pavilhão.

Depois da redução de 10% em 2011, de 15% em 2012, fala-se que o valor percentual “será acentuado, mas estaremos atentos porque há rubricas que deveriam sofrer cortes mais significativos e que não irão tê-los comparativamente com as “escolinhas do desporto”, por exemplo, que tem sido a primeira abordagem das crianças às mais variadas modalidades”, rematou.

“Nós percebemos que haja cortes, que a actividade seja repensada, mas serão os responsáveis governamentais, mais as estruturas ligadas à área, a nos dizerem o que pretendem para o nosso desporto face ao panorama de crise acentuada”, disse o mesmo dirigente associativo, que não esquece “todas as intenções para o desporto do presidente, Vasco Cordeiro, mas, que, infelizmente, não serão concretizadas, porque afinal ou não estava por dentro da realidade, o que me surpreende atendendo ter feito parte da estrutura dos governos anteriores, ou porque acabou por ir na onda das promessas eleitorais cujos políticos sabem não serem possíveis de concretizar”.

P.S. É uma situação agoniante para os clubes. O desporto açoriano tem que ser repensado, porque gasta-se muito dinheiro sem o tê-lo...Eu sou apologista de termos equipas nos nacionais mas com equilíbrio, pelas minhas contas, qualquer dia existe mais nos campeonatos nacionais que nos regionais...Depois, os clubes habituaram-se mal, o governo é a santa casa da misericórdia, não pode ser!


Eu gostava de saber e, se alguém souber, quantos jogadores açorianos foram valorizados com este desporto de ricos???? Quantos clubes fecharam as portas???? Desporto de ricos e enganador, porque as pessoas pensam uma coisa e, depois, quando dão por si estão bem entaladas.


Por isso mesmo, devido ao contexto actual, tem que se repensado, estudando as melhores formas ou então caminhos a seguir nestes tempos muito difíceis que por ai chegam...


Medina


sexta-feira, janeiro 18, 2013

Este domingo na freguesia de São Mateus: XXIII Corrida dos Reis da ilha do Pico conta com 1250 participantes




Contagem decrescente para a realização da 23.ª edição da Corrida dos Reis da ilha do Pico, que vai percorrer algumas artérias da freguesia de São Mateus, Concelho da Madalena, na manhã deste domingo. A azáfama é uma constante nos habitantes da ilha montanha, mais precisamente em São Mateus, no ultimar dos preparativos para receber os muitos forasteiros, que vão participar na grande Corrida, que desde há muito uma referência no panorama Nacional e Internacional, das corridas de estrada.



Os participantes começam a chegar hoje à ilha Montanha, vindo de todos os lados e o regresso está agendado para segunda-feira.

Para além do evento desportivo de domingo, a organização oferece a todos os participantes, um programa sócio cultural durante os três dias de estadia na ilha, onde podem usufruir das belas paisagens naturais das ilhas do Pico e do Faial, bem como da famosa gastronomia da ilha e das actividades culturais e musicais tradicionais da região.

À partida estão inscritos 1250 participantes, sendo duzentos de fora da região e os restantes das várias ilhas do arquipélago e tem como convidados de honra na prova, os seguintes atletas que já foram homenageados: Fernando Mamede, Manuel Matias, Rosa Mota, Aurora Cunha, Fernanda Ribeiro, Dionísio Castro, Conceição Ferreira, Domingos Castro, Carlos Lopes, António Leitão, Manuela Machado, António Pinto, Susana Feitor, Ezequiel Canário, Vanessa Fernandes e Mário Silva.

Para o director de prova António Carlos Maciel “A Corrida dos Reis que teve o seu início em 1991 e realiza-se todos os anos no corrente mês, é sem dúvida uma grande festa de promoção desportiva e nomeadamente turística, pelas características próprias que a definem e é uma prova de Grau Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo na Região Autónoma dos Açores”.

Esta prova, adianta Maciel “já tem uma dimensão nacional e internacional pela participação de atletas das várias ilhas dos Açores, Madeira, Continente e Estrangeiro, desde a Espanha, Bélgica, Quénia, Rússia, Ucrânia, França, Marrocos, Etiópia, Argentina, Polónia, Brasil e Estónia foram já os países que participaram com atletas de alto gabarito internacional”, regozija-se o conhecido dirigente picoense.

Segundo ainda António Maciel, este evento tem como objectivo “Promover desportivamente os Açores; criar o gosto pelo atletismo, proporcionando um número cada vez maior de atletas para a modalidade; possibilitar a competição das equipas e atletas dos Açores com outras do exterior; possibilitar ao público em geral a assistência ao um grande evento desportivo de qualidade elevada ao mais alto nível nacional e reforçar a actividade física e desportiva nas escolas.

Esta manifestação desportiva reveste-se de quatro aspectos muito importantes: Em primeiro lugar o incentivo à prática do atletismo que cada ano ganha novos estímulos, com a presença de grandes nomes do atletismo nacional e mundial.

Em segundo lugar o apelo à prática desportiva em que o desporto pode constituir uma via muito importante para ajudar à boa formação integral de cada um, das crianças e do cidadão futuro.

Em terceiro lugar a promoção regular da actividade física e desportiva dos adultos, contribuindo para a qualidade de vida e da saúde da população em geral.

Em quarto lugar uma grande jornada de cartaz turístico dos Açores e muito em particular da ilha do Pico onde tem o pico mais alto de Portugal”.

Para além dos participantes que vêm de fora dos Açores, existe a participação de atletas de São Miguel, Terceira, São Jorge e Faial, bem como da ilha do Pico com referência para a participação das escolas, onde a atleta olímpica Rosa Mota estará presente, acompanhada de um conjunto de atletas internacionais, que irão lutar para subir ao pódio na prova principal no próximo de domingo, onde se destacam nos masculinos, Sérgio Silva “Maratona”, Bruno Jesus e José Moreira “Benfica”, Ricardo Vale “Sporting”, Vítor Oliveira “Maia”, Jorge Pinto “Benaventense”, André Marques “Vale de Cambra”, Nuno Lopes “Seia”, entre outros e nos femininos Ercilia Machado “Sporting”, Susana Godinho “Benfica”, Andreia Santos “Joma”, Sara Carvalho e Joana Nunes Adercus, entre outras.

A prova realiza-se em São Mateus, com início do desfile pelas 09.30 horas, abrilhantado pela Filarmónicas União e Progresso Madalense, Lira de São Mateus, Lira das Sete Cidades, bem como da participação dos Reis Magos.

Depois da Cerimónia de Abertura haverá a caminhada para todos, seguindo as provas competitivas desde o desporto adaptado e culminando com a prova principal que terá o tiro de partida pelas 12h25.

Para além da presença da nossa embaixadora Rosa Mota, o convidado de honra será o atleta Paulo Guerra, onde é de realçar a sua carreira como atleta do Sporting e do Maratona, onde conquistou individualmente 5 campeonatos nacionais e 4 campeonatos europeus de corta mato, colectivamente 2 medalhas de ouro, 3 de prata e 3 de bronze, assim como 5 taças dos campeões europeus, competição que individualmente venceu 4 vezes.

Foi ainda Galardoado com a Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1999.



Autor: João Patrício



sexta-feira, janeiro 11, 2013

Final da primeira volta da Segunda Liga: “Grande sarilho em que se meteram....”


Em Julho do ano passado o presidente do Desportivo das Aves disse que os clubes da II Liga estavam “metidos num grande sarilho”.

Armando Silva referia-se ao aumento do campeonato da II Liga de 16 para 22 clubes, numa época de fracos recursos das colectividades, sem patrocinadores e sem os apoios que a Liga havia definido no mandato de Fernando Gomes.

São 21 jogos em casa, contra 15 do passado recente; descem 3 equipas ao novo campeonato nacional - por troca com os vencedores de cada uma das zonas da actual II divisão -, sendo o esforço competitivo muito maior, devido aos jogos realizados a meio da semana.

Realmente é um grande sarilho, cujas consequências poderão trazer danos irreparáveis para alguns clubes e para algumas equipas.

As despesas são elevadas com o aumento de 12 jogos, repartidos, essencialmente, pelas organizações e pelas deslocações. Mais penalizados são os três clubes insulares. O Santa Clara tem um acréscimo no orçamento na ordem do 60 mil euros e o valor que recebeu não atingiu aquele montante. São mais 6 viagens e as receitas de bilheteira pouco aumentarão.



MAIS GENTE SÓ

NOS “GRANDES”



Cumprida que está a primeira volta do campeonato, a presença de seis equipas “B” dos principais clubes portugueses tem sido, como se esperava, atraente para quem as defronta, para as equipas visitadas e para... pouco público.

O número de espectadores não subiu como era expectável com as visitas de clubes como o Benfica, o Sporting, o F. C. Porto, o Sporting de Braga e o Guimarães.

Ao fim da 1.ª volta, o jogo de 4.ª feira, entre o Belenenses e o Sporting “B” (2-1), foi o que teve mais pessoas (1.858), ocupando o 11º lugar. Ou seja, até aquela posição têm tido mais público os jogos em casa das equipas “B”.

Entre os 20 jogos com maior assistência na 1.ª volta, somente o Portimonense-Benfica “B” surge na tabela (14.ª posição), com 1.812 espectadores.

Quatro daqueles clubes têm registado maior adesão aos seus jogos. O Guimarães já teve 22.540 espectadores no “Afonso Henriques”, seguido do Benfica com 18.006 na “Luz”, do Porto com 14.996 em Gaia, surgindo o Braga na 5.ª posição com 11.692 no seu campo. O Sporting, por estar a jogar em Rio Maior, dificultando a deslocação das pessoas, ocupa a 20.ª posição no “ranking” de espectadores, com 4.944 em 11 jogos. O Santa Clara está no 11.º lugar, com 8.430 pessoas contabilizadas nos torniquetes de entrada do estádio de S. Miguel, também em 11 jogos.

A presença das equipas “B” nesta divisão não acontece em todos os países. Apenas Espanha tem um modelo semelhante. Em França estas equipa militam na 4ª divisão e na Alemanha na 3ª divisão. Em Inglaterra, Holanda e Itália há campeonatos dirigidos apenas para as equipas “B”.

Em Portugal, devem todos (jogadores e treinadores incluídos) sentarem-se e fazerem um balanço se, se justifica continuar com este campeonato/maratona, apesar de haver um contrato para nos próximos 6 anos se manter este figurino.



PLANTÉIS FORA DA REALIDADE



Os parcos recursos impediram a maioria dos clubes de terem plantéis com o número de atletas apropriado para uma competição com 42 jogos. Claro que irão pagar caro, porque surgem lesões mais prolongadas e castigos mais frequentes. Quem fizer a melhor gestão será premiado tanto para a subida como para evitar a descida.

Num estudo feito por Manuel Marques, da equipa técnica do Desportivo das Aves, são necessários 28 jogadores (4 guarda-redes; 9 defesas, 8 médios e 7 avançados) para fazer face a uma prova com 42 jornadas.

À base de 23 futebolistas (incluindo 3 guarda-redes), os treinadores terão de juntar 5 juniores treinando diariamente com a equipa principal.

Para atingir o perfil ideal do jogador de II Liga, competindo numa prova com este número de jogos, é necessário que seja extremamente regular nos anos anteriores, mentalmente forte, com um registo de lesões musculares diminuto, com cadastro disciplinar regular e que tenha uma boa relação humana.



77 PONTOS PARA SUBIR



A média de pontos para subir de divisão deve rondar os 77 pontos e para não descer os 42 pontos. Esta média foi retirada do que conseguiram as equipas nos campeonatos de Espanha e de Itália com o mesmo número de clubes e durante seis épocas.

Contudo, em Espanha, houve temporadas em que foi necessário as equipas primeiro classificadas atingirem 81 pontos (08/09), 80 pontos (06/07) e 79 pontos (10/11), como noutras épocas com 71 (09/10) e 72 pontos (07/08) foi suficiente para terminar na primeira posição.

Por exemplo, para a evitar a descida em Espanha no campeonato da II Liga, houve épocas em que a primeira equipa acima dos lugares da despromoção teve de conquistar 50 pontos (09/10) e 49 pontos (07/08), como com 35 (08/09), 37 (05/06) e 38 pontos (10/11) chegaram para a permanência.

Já em Itália, em 2007/08 quem ficou em primeiro teve de somar 84 pontos, e para não descer foram precisos 48 pontos nas temporadas de 08/09 e 09/10, mas com 35 pontos “safaram-se” em 07/08.



“MARATONA” A REVER



A rever estará a “maratona” de jogos, incomportável com a realidade portuguesa.

Esta primeira edição da II Liga portuguesa começou a 12 de Agosto e termina a 19 de Maio. Oito das 42 jornadas são a meio da semana. Se contabilzarmos os jogos da Taça da Liga, o Santa Clara, por exemplo, fará 10 jogos às 4.ªs feiras.

Em Espanha, com o mesmo número de jornadas, o campeonato secundário começou a 19 de Agosto e termina a 9 de Junho, seguindo-se jogos do “play-off”. Na época passada o início foi a 26 de Agosto, com a conclusão da 1.ª fase a 16 de Junho.

Já a série “B” italiana tem um calendário parecido com o nosso. Esta temporada começou a 25 de Agosto e fica concluído a 18 de Maio, e na época anterior arrancou a 25 de Agosto e fechou a 26 de Maio. Seguiram-se os jogos do “play-off”.



Autor: José Azevedo



quarta-feira, dezembro 19, 2012

Selecção de Juvenis da AFHORTA.



Torneio realizado em São Miguel, contra a selecção da Ribeira Grande, acho eu?
O Dr. Mota Amaral estava a colocar-me uma medalha ao peito!!!

Campeonato Séniores Pico / Faial - AFH 2012 / 2013



Posição    Equipas      Jogos   Vitórias    Empates   Derrotas    GM-GS    Pts

   1º         Lajense         4           2              2               0             6 - 2       8

   2º        Cedrense       3           1              2               0             5 - 4       5

   3º        Salão             3           0              3               0             3 - 3       3

   4º        FC Madalena 3          1              0                2             3 - 5      3

   5º        Fayal SC       3           0              1                2             2 - 5      1



2ª Volta - 17/12/2012

Teledesporto - 16/12/2012

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Mais um jogo que termina com violência: Árbitro agredido em pleno relvado


Aconteceram novamente no passado sábado, num campo de futebol da nossa ilha, cenas que tardam em serem banidas de uma vez por todas dos recintos desportivos.

Depois das agressões gratuitas feitas ao árbitro Vasco Almeida na Lagoa num confronto de competição juvenil, as quais a seu tempo, foram devidamente aludidas, desta vez a violência subiu de tom e a gravidade dos factos foi bem pior.

Não interessa referenciar o nome dos jogadores agressores, nem tão pouco divulgar a instituição que os mesmos representam. Importa, isso sim, alertar as pessoas para tão complexa fúria ocorrida num campo de futebol e que poderia causar mazelas confrangedores ao árbitro, cujos efeitos arriscariam realmente serem bem piores.

O jovem juiz de campo César Andrade, que dirigiu o jogo de Juniores em Água de Pau entre o Santiago e o D. S. Roque, nunca imaginaria que em seis anos de carreira, fosse tão maltratado, logo após a marcação de uma grande penalidade assinalada contra o conjunto “canarinho” já no tempo de compensação (90’+3) e convertida para a equipa da casa, o que transformaria um resultado de 2-3 em 3-3 e colocaria uma das equipas participativas no jogo fora do ambicionado título. Convém realçar que o conjunto visitante chegou com relativa facilidade aos três a zero, vindo depois a desmoronar-se e a consentir um desfecho imprevisível, uma vez que foi o primeiro e único ponto conquistado pelo Santiago nesta 2.ª fase.

Mal sabia o árbitro, que num embate aparentemente descontraído e fácil de dirigir, pudessem acontecer situações lastimáveis e pesarosas, com reacções instantâneas dos agressores. Diremos que tudo surgiu, devido a um total desespero de causas dos infractores, os quais pretendiam, logo após o apito final fazerem a festa com o rótulo de campeões. Todavia o sonho tornou-se repentinamente numa frustração e vai daí a reação brutal dos ofensores perante o jovem árbitro César Andrade, que mesmo inconsciente e prostrado no solo continuou a ser vítima de brutais agressões com pontapés.

César Andrade teve de receber tratamento hospitalar e recupera agora em casa. De realçar ainda, que em termos desportivos, o empate surpreendente do D. S. Roque permitiu ao Clube Desportivo Santa Clara conquistar o título de campeão de São Miguel de juniores, após bater fora o D. R. Peixe por 2-1.

José Luís Tavares

P.S. Lamento profundamente o que está a acontecer com os arbitros nesta Associação de Futebol de Ponta Delgada. Estas situações são inteiramente da responsabilidade dos responsavêis que dirigem esses jovens jogadores. O querer ganhar a todo custo tem esses resultados tristes para o futebol. Eu, em quase vinte anos de treinador de formação nunca admiti que jogador meu chegasse a esses factos, nem pensar!!!
Mas como diz Mourinho, existe bons e maus....Que tristeza! Ao ponto que chegou o futebol? De uma escola de virtudes a um ringue de combate!! E numa altura que existe tanta modalidade de combate...

Medina



quarta-feira, novembro 21, 2012

Três membros da direcção da Associação de Futebol de Ponta Delgada apresentaram a demissão ao presidente da Assembleia Geral.

Em causa o Operário - Caldas para a Taça de Portugal: Demissões na Associação de futebol de Ponta Delgada


O presidente da direcção, contactado pelo nosso jornal, começou por não confirmar, nem desmentir, mas, a seguir, justificou que os vice-presidentes João Pedro Costa, José Ponte e Ricardo Sampaio “estão a ponderar demitirem-se, uma vez que estão em causa razões particulares e de saúde”.

Auditon Moniz admitiu estar a “analisar a situação”, mas nunca referiu que a causa relaciona-se com o erro do Gabinete Técnico da Associação em ter indicado ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol o dia 23 de Agosto como a data do jogo da Taça Amizade entre o Santiago e o Operário, quando aquela partida foi a 18 do mesmo mês.

O Conselho de Disciplina acabou por dar razão ao Operário, alegando que a Taça Amizade era uma prova oficial da AFPD e que, por isso, o guarda-redes João Botelho pôde cumprir naquela partida 1 dos 3 jogos de castigo com que fora punido pela expulsão no desafio final do campeonato da época passada.

O Caldas recorreu para o Conselho de Justiça, alegando que no jogo que disputou na Lagoa, perdendo por 3-1 e ficando fora da Taça de Portugal à 2.ª eliminatória, João Botelho alinhou irregularmente.

É neste processo que a AFPD descobre o erro inicial e indica de imediato tratar-se de um lapso de datas, até porque João Botelho foi inscrito pelo Operário a 22 de Agosto, 4 dias depois da realização do encontro.

Os dirigentes não gostaram deste erro e acharam por bem demitirem-se.

Auditon Moniz, que há cerca de um ano viu o vice-presidente José Araújo Lopes deixar o elenco a que preside, está a encetar contactos para recompor o quadro de cinco elementos.

Nesse sentido, um dos nomes falados é o de Roberto Câmara, antigo presidente do Capelense. Auditon Moniz adianta tratar-se de “uma pessoa de grande mérito e que conheço bem, por quem tenho grande estima e admiração e, caso venha integrar esta direcção, é, sem dúvida alguma, uma mais-valia ”.

Virando as agulhas para o já estafado “caso” João Botelho, dando o Conselho de Justiça da FPF razão ao Caldas, face aos novos dados, o presidente da AFPD reconheceu o erro e adiantou não estar “desiludido”, porque “houve apenas uma troca de datas, em que quando houve o jogo o atleta não estava inscrito e, perante isto, temos de reconhecer o erro”, para logo acrescentar que “mantenho a confiança no nosso Gabinete Técnico”, reitera.

Auditon Moniz salvaguardou que, como presidente da direcção, “o erro também foi meu e tenho de reconhecer as responsabilidades”.

O processo baixou de novo ao Conselho de Disciplina, que elaborará um novo acórdão, onde, para além da derrota por 3-0, o Operário arrisca a ser multado até 2500 euros e João Botelho a ser suspenso entre 1 e 3 meses.

O site do Caldas divulgou no fim-de-semana uma nota, que a seguir transcrevemos:

“O Conselho de Justiça da FPF, por acordão proferido em 13-11-2012, anulou a decisão recorrida do Conselho de Disciplina que tinha excluído o Caldas SC da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal.

Contudo o CJ em vez de proferir decisão que substitua a anterior, ordenou a baixa do processo à 1.ª instância (CD) para que seja o Conselho de Disciplina a proferir nova decisão tendo em conta que a própria Associação de Futebol de Ponta Delgada já admitiu, na pendência do recurso, que ocorreu um lapso do seu gabinete técnico responsável pela marcação de jogos (o jogo Santiago vs Operário afinal não foi a 23.08.2012 mas sim a 18.08.2012) pelo que entende agora a própria AFPD que o atleta João Botelho não cumpriu qualquer jogo organizado pela AFPD, uma vez que só foi inscrito a 22.08.2012.

Pelo que tudo aponta para que, definitivamente, o CSC possa marcar presença na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, ficando agora, apenas, a aguardar nova decisão do Conselho de Disciplina”.

Nota: Acho muito estranho este caso. O Conselho de Disciplina acabou por dar razão ao Operário, a seguir, o conselho de justiça anula esta decisão. Que bela justiça temos em Portugal, contradizem-se nas suas decisões...

Medina

2ª Volta de 19/11/2012

segunda-feira, novembro 19, 2012

Classificação final - AFH Taça 2012/2013



P J V E D GM GS J V E D GM GS J V E D GM GS

1 Salão 15 8 5 0 3 13 10 4 3 0 1 9 3 4 2 0 2 4 7 Jogos

2 Fayal 14 8 4 2 2 11 8 4 3 0 1 8 5 4 1 2 1 3 3 Jogos

3 Cedrense 13 8 4 1 3 9 13 4 2 1 1 5 4 4 2 0 2 4 9 Jogos

4 Madalena 9 8 3 0 5 11 11 4 2 0 2 8 4 4 1 0 3 3 7 Jogos

5 CD Lajense 7 8 2 1 5 13 15 4 1 1 2 6 5 4 1 0 3 7 10 Jogos

Vencedor Salão







Equipas Estatística Líder - AF Horta Taça 2012/13



Melhor Ataque CD Lajense 13 Golos mais >

Pior Ataque Cedrense 9 Golos mais >

Melhor Defesa Fayal 8 Golos sofridos mais >

Pior Defesa CD Lajense 15 Golos sofridos mais >

Mais Goleadas Salão 2 Goleadas mais >

Mais Vitórias Salão 5 Vitórias mais >

Menos Vitórias CD Lajense 2 Vitórias mais >

Mais Empates Fayal 2 Empates mais >

Menos Empates Salão 0 Empates mais >

Mais Derrotas CD Lajense 5 Derrotas mais >

Menos Derrotas Fayal 2 Derrotas mais >

Max. Jogos sem Perder Salão 5 Jogos mais >

Futebol sem policiamento




Decreto-lei 216/2012 entra em vigor nesta sexta-feira, dia 9, a autorizar a realização de espectáculos desportivos sem policiamento. Jogos de juvenis e iniciados estarão incluídos nas rondas que as patrulhas da PSP habitualmente efectuam.

A partir desta sexta-feira, dia 9 de Novembro, entra em vigor o decreto-lei 216/2012 que coloca um ponto final na obrigatoriedade dos jogos de futebol nos escalões de juvenis e iniciados só se disputarem com a presença de efectivos policiais. É mais uma medida de contenção de custos em tempo de crise que há menos de 24 horas levou a Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD) a suspender a actividade prevista para o fim-de-semana.

A decisão prévia foi tomada porque não haviam sido emanadas pela Federação Portuguesa de Futebol quaisquer instruções sobre como as associações regionais deveriam agir, mas tendo as indicações surgido ao final do dia a Direcção da AFPD, liderada por Auditon Moniz, decidiu repor a normalidade competitiva.

E a partir de agora os jogos de juvenis e iniciados carecem de policiamento e a segurança estará a cargo de um elemento da equipa visitada que actuará em estreita colaboração com as equipas de arbitragem. Será esse elemento o responsável pela elaboração de um relatório no final de cada partida que será entregue ao árbitro no final do jogo.

Contudo, e no sentido de haver uma resposta rápida em caso de desacatos, a Associação de Futebol de Ponta Delgada, cumprindo o recomendado pela federação, aconselhou os clubes a continuarem a comunicar à PSP as partidas de futebol que vão realizar-se a cada fim-de-semana para que os locais onde estão sediados os campos possam ser abrangidos pelas habituais rondas da polícia.

Nota: Vai ser uma grande barracada!! Com policiamento por vezes torna-se bastante complicado, sem ele, vai ser lindo...Batalhas campais e algo pior !!!!

Medina


Agatao tem convite de Angola



Treinador do Operário estuda a proposta para ser adjunto de Ricardo Formosinho no Recreativo Caále. Partida com o Pampilhosa poderá assinalar a despedida do técnico que está desde 2005 no comando dos fabris.



Francisco Agatão poderá deixar o comando técnico do Operário nos próximos dias. O treinador que orienta os fabris desde 2005 tem em mãos uma proposta para ser adjunto de Ricardo Formosinho no Recreativo Caále, reeditando assim a dupla que em 2004 trabalhou no Santa Clara.



O convite já foi formulado e a direção do clube lagoense está a par dos desenvolvimentos, mas Francisco Agatão ainda não tomou uma decisão. Porém, apuramos, o técnico está inclinado a aceitar a proposta que lhe foi apresentada na procura de um desafio desportivo mais aliciante e que financeiramente lhe oferece maior estabilidade.



Ao longo desta semana deverão surgir novos desenvolvimentos no que a este assunto diz respeito, havendo até a possibilidade do treinador se despedir da equipa no jogo com o Pampilhosa, agendado para o dia 25 de Novembro. Isto porque caso aceite a proposta de rumar a Angola (a próxima época do Girabola arranca em Janeiro), Francisco Agatão pretende passar algum tempo com a família.

Teledesporto 18/11/2012.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Clubes recebem verbas para treinadores: Carlos Dantas o mais bem pago.


O treinador da equipa de hóquei em patins do Candelária é, de entre os técnicos que vão ser subsidiados pela Direcção Regional do Desporto (DRD), o mais bem pago.


Carlos Dantas tem previsto receber no período de duração do contrato 48.488 euros, sendo o Candelária, que milita na I divisão, subsidiado em 18.250 euros, valor máximo que a DRD entrega aos clubes nesta temporada.

O antigo seleccionador nacional de hóquei em patins foi o único treinador que viu o seu salário aumentado. Na época passada recebeu 45.789.84 euros.

A DRD tinha nos 21.250 euros o tecto máximo de apoio aos clubes na época anterior, baixando em 3 mil euros devido aos cortes no orçamento para todas as secretarias regionais.

O segundo treinador mais bem pago, com metade do vencimento auferido por Carlos Dantas, é o do Clube Naval da Horta. Serão 24 mil euros para o técnico, com a DRD a suportar 18.250 euros.

O terceiro treinador com melhor salário é Filipe Duque. O responsável da equipa de andebol do Sporting da Horta tem previsto receber 22.800 euros. O clube faialense também recebe 18.250 euros. Na época passada, Filipe Duque tinha um vencimento/época de 24 mil euros.

No “ranking” do apoio aos técnicos que possuem cédula, qualificação e que estão a tempo inteiro nas equipas, surgem os treinadores de futsal e de futebol do Operário.

Ricardo Canavarro, da equipa de futsal, tem um contrato com duração não inferior a 10 meses estipulado em 22 mil euros. O mesmo valor é apontado a Francisco Agatão. O técnico da equipa de futebol de onze viu o seu vencimento sofrer 13 mil euros de redução em relação à temporada de 2011/12. O Operário irá receber 18.250 euros por cada um.

Paulo Barreto, do Ribeirense do Pico, tem o contrato com 20.277.80 euros. Baixou 3.334.60. Para o clube bi-campeão nacional de voleibol feminino vai 18.250 euros.

Ainda na casa do 20 mil euros (20.100), está Carlos Luz, treinador do Judo Clube de S. Jorge. O valor destinado ao clube é de 18.090 euros.

CARLOS SILVEIRA O MAIS BAIXO

As equipas de ténis de mesa destinam aos seus técnicos verbas que variam entre os 15 mil e 600 euros (Casa do Povo da Madalena, que terá 13.950 para a época na I divisão feminina) e os 18 mil euros. Esta verba está destinada para os treinadores das equipas masculina e feminina de “Os Toledos”, ambas militantes na I divisão. 13.950 euros é quanto o clube da vila da Madalena receberá por cada técnico.

Em relação ao Desportivo do Juncal, o treinador da equipa feminina tem um contrato com um custo previsto de 18.403 euros (13.950 para o clube) e Francisco Santos, da equipa masculina, tem previsto receber 15.400 euros (13.860 euros).

Para encerrar o lote de 12 equipas, máximo previsto na portaria que determina estes apoios para treinadores qualificados, encontra-se Carlos Silveira, do Clube K. O custo é de 9.750 euros (8.775 euros para o clube). No entanto, é bem possível que receba do clube uma outra verba porque tem na equipa de voleibol a dupla função de treinador e de jogador.

O Santa Clara não é apoiado, por tratar-se de um Sociedade Anónima Desportiva (SAD).

Há clubes que os seus treinadores têm outra actividade profissional ou os clubes que representam não possuem os requisitos exigidos por lei.

Para que conste, os treinadores do Madalena e do Angrense, receberam, na época passada, 24 e 23.800 euros, respectivamente.

TODOS OS ESCALÕES DE FORMAÇÃO



Para acederem a estes apoios, os clubes candidatos apresentaram na época anterior equipas ou grupos de trabalho em todos os escalões de formação, de infantis a juniores, da mesma modalidade e sexo e com contrato programa assinado.

A nível individual, os clubes têm de possuir pelo menos 40 atletas federados.

Os contratos têm um ano de validade e de um treinador por modalidade e sexo, num total de máximo de 12 equipas.

A DRD apoia até 90% do valor do contrato, até ao montante de 18.250 euros para os desportos colectivos e de 13.950 euros para os individuais.

Além destas condições, as equipas terão de estar inseridas em campeonatos nacionais de nível competitivo superior ou em competições internacionais. A nível individual, os atletas são portadores do estatuto nacional de alto rendimento.

Outra obrigatoriedade dos clubes, é a de apresentarem um relatório da actividade desenvolvida até 10 dias após 31 de Julho de 2013, acompanhado de cópia dos documentos comprovativos das remunerações pagas/recibos com validade fiscal; com indicação dos abonos e dos descontos ou apresentação perante a Segurança Social até 20.277.78 euros do vencimento de cada treinador.


P.S. Na formação de atletas os clubes desportivos recebem uma verba para pagamento aos técnicos credenciados, dependendo do seu grau, esse valor é diferenciado. Acontece que, muitas vezes, esse valor não é entregue a esses mesmos técnicos, porque, por uma razão ou outra, é gasto em outras coisas... ficando essas pessoas penalizadas por isso mesmo.


Para acabar com essa " vergonha" essas verbas deveriam ser canalizadas para esses técnicos ou então no caso de não serem pagas o clube deveria devolver à DRD ou então ser penalizado na época seguinte.

Mas "o baile continua" e ninguêm mexe uma palha para mudar esta situação, umas vezes por medo, outras vezes porque são ameaçadas.

Clubes que recebem avultadas verbas publicas deveriam ser obrigados, por lei, a ressarcir os seus técnicos de formação.

 Os compromissos são para cumprir. 

Medina






segunda-feira, outubro 15, 2012

Em tempo de eleições: Partidos lembraram-se do desporto




O desporto, apesar de ser uma área envolvendo milhares de pessoas e de ser uma actividade social com grande impacto, não merece a atenção devida dos partidos políticos quando se preparam para eleições.

Mas algo mudou para o acto eleitoral do próximo domingo.

O jornal “Diário Insular” deu voz aos três líderes dos partidos com mais possibilidade de serem governo. Realizou um trabalho sério, importante e pouco vulgar.

Um exemplo e uma chamada de atenção para os órgãos de Comunicação Social públicos, Antena 1 e RTP-Açores, entretidos noutros enredos, ao ponto de desleixarem uma área conquistada com muito labor por meia dúzia de profissionais competentes. Desapareceram os programas televisivos “Troféu”, “Segunda Volta” e “Lançamento” e na rádio há uma quebra de qualidade, principalmente na “Tarde Desportiva”, devido à falta de pessoas. E, depois, querem que seja uma televisão e uma rádio regionais, mas com conteúdos de outras paragens. Com este processo, a televisão e a rádio públicas serão vistas por apenas alguns açorianos.

Com um questionário idêntico para PSD, PS e CDS/PP, o “Diário Insular” possibilitou aos que seguem esta área saberem as linhas mestras para o desporto açoriano nos próximos quatro anos.



PSD com orientações pertinentes



Berta Cabral já tinha dado o mote em Julho. Face aos rumores de que o desporto era secundário para o PSD, reuniu cerca de oito dezenas de agentes desportivos da ilha de S. Miguel, compilando dados importantes que pretende por em prática.

Na entrevista concedida, nota-se que estudou a lição. Sabe do que fala. Apresenta pontos determinantes para implementar e que não têm merecido a atenção nas legislaturas anteriores.

Refere um maior apoio ao escalão sénior, a passar por problemas gritantes; a criação do estatuto do dirigente; maior atenção ao desporto feminino; medicina desportiva; maior fiscalização dos dinheiros atribuídos; desporto escolar, infra-estruturas e o prosseguimento do apoio aos clubes que estão nos principais patamares dos desportos colectivos e individuais.

Mas há um aspecto que tem chamado a atenção: não alterar o que está bem. Realmente, o desporto é uma área que tem caminhado com segurança nos vários sectores.

Surpreendeu-me os conhecimentos de Berta Cabral nesta área. Se houver mudança de governação, o desporto irá continuar a trilhar pelo mesmo caminho do progresso, dentro das limitações orçamentais e de uma série de modalidades e de clubes dispersos por 8 ilhas.



PS quer preservar o modelo



Vasco Cordeiro está numa posição privilegiada. Isso mesmo se conclui quando afirma que pretende “preservar o modelo que produziu efeitos positivos”. Outra coisa não seria de esperar. Até mesmo Berta Cabral percebeu.

A Direcção Regional do Desporto tem sido ao longo dos anos um modelo de rigor e de cumprimento, quer nos apoios aos clubes e às organizações, quer no desenvolvimento do desporto, abrangendo todas as modalidades. Esta política aprovada pelo nosso Parlamento faz com que as nossas equipas e clubes vão competindo sem passarem pelas restrições de quem deu muito sem rigor e sem lei. Refiro-me ao desporto madeirense.

Interessante Vasco Cordeiro pretender também dar uma maior atenção ao desporto feminino.

Atentos ficaremos à assunção de ter chegado “a hora de uma forte aposta na qualidade e na excelência do sistema desportivo açoriano”. Também achamos. Resta ver como e se será implementada caso o candidato do PS seja chefe do Governo. Não é fácil, depois dos hábitos adquiridos. Mas é o caminho certo após todos estes anos de apoios gerais.



CDS/PP com visão regional



Artur Lima apresenta uma visão que não abona a participação de excelência que apenas abrange 12 equipas de 9 clubes. É do tipo “vá lá fora mas cá dentro”, retrógrada do que se pretende para a expansão e afirmação dos nossos clubes a nível nacional e internacional.

O líder regional do CDS/PP diz ao “Diário Insular” que os apoios recebidos pelos clubes que estão nas principais divisões para promover a Região devem incidir nas “equipas que promovam efectivamente o atleta açoriano”. Elas promovem, cativam jovens, mas a nossa falta de competição interna nos escalões de formação (que são bem apoiados, ao contrário dos seniores, que são alvo, e muito bem, do PSD), obriga-las, como todos os clubes de todas as regiões, a recrutarem elementos de fora do arquipélago. Se assim não fosse, a Fonte do Bastardo, o Ribeirense, “Os Toledos”, o Santa Clara, o Boa Viagem, o Sporting da Horta, o Candelária, o Lusitânia e o Ricardo Moura nunca seriam campeões nacionais, ou conquistariam troféus de referência, ou estariam em provas internacionais. Temos de ser coerentes. O nome dos Açores é mais focado quando há êxitos.

Artur Lima olha somente para os números das verbas despendidas. É um mal que assola muita gente.

Até parece que nesta Região só o desporto é subsidiado. Basta ler o Jornal Oficial e ver as verbas que são entregues em muitos sectores. Alguns deixam dúvidas quanto à reciprocidade e o seu destino. Quase tudo recebe dinheiro do Governo. E a maioria sem a publicidade que é dada aos dinheiros do desporto, porque são muito poucos os que lêem o Jornal Oficial. No desporto há transparência, há o cuidado de informar a população do que é atribuído aos clubes, aos atletas, às associações, aos eventos. Não são verbas “encapotadas para financiar os clubes”. São verbas para que os clubes possam fazer boa figura nas competições em que estão envolvidos.

O candidato do CDS/PP quer mandar executar “complexos desportivos que reúnem todas as condições necessárias”, em vez de se edificarem “pavilhões em todas as freguesias ou de se meter sintéticos em todos os lados para se ganharem eleições”.

O dinheiro investido para a concretização de competições nacionais e internacionais é muito superior ao que fica na Região. Atente-se nos 120 mil euros doados pela secretaria da Economia para os nossos campos de golfe receberem dois torneios organizados por empresas privadas (Mário Carvalhosa e Descoberta Azul - Associação). Tem justificação entregar a uma senhora Ana Cabral a quantia de 75 mil euros para a realização de um torneio internacional de bridge, modalidade com um relevo enorme? Paga-se para os jogadores virem até Ponta Delgada? O que realmente fica nos Açores?

Já temos complexos desportivos com “as condições necessárias”. Para quê construir novos recintos de grande envergadura se apenas uma vez por outra poderemos ter finais internacionais ou nacionais? O retorno financeiro e económico só se repercute caso as provas tenham uma duração superior a 4/5 dias.

Precisamos é de pavilhões cobertos, de custos baixos como os que estão sendo edificados, para que a população possa praticar actividade desportiva e os nossos atletas possam melhorar o seu índice competitivo e de campos de futebol com condições.

Quem defende “a descentralização da actividade física e desportiva para as localidades mais carenciadas e mais distantes dos principais centros urbanos, quer para o incremento do estímulo à criação de colectividades/equipas de freguesia, quer para a facilitação da actividade desportiva de competição, quer ainda para a dinamização da prática desportiva regular por faixas mais débeis da nossa sociedade, particularmente crianças, jovens e idosos”, e não quer recintos localizados, mas pavilhões grandiosos, não haverá um grande contra senso? Vão para o adro das igrejas, quando não chover...

Por fim, “a politica desportiva regional é hoje feita pelos clubes”, diz Artur Lima. Que grande desconhecimento. A política desportiva regional foi aprovada pelos senhores deputados na “casa da nossa democracia”, situada na Horta. Como na altura não estava lá...

O candidato do CDS/PP tem aspectos positivos. Ainda bem. Desporto escolar; actividade física dinamizada; dirigentes com incentivos e com conhecimentos de gestão; e desporto e turismo de mãos dadas, mas não da forma como tem acontecido. Exige-se mais e melhor critério na doação de verbas para eventos. A Associação de Futebol de Ponta Delgada deu o exemplo que, com poucos recursos financeiros próprios e numa organização própria, sem empresas ou forasteiros, cativou o investimento para que todo o dinheiro ficasse nos Açores.



quinta-feira, outubro 04, 2012

AF Horta - Taça 2012/13



EstatísticasMelhor Ataque Madalena 7 Golos

Pior Ataque Fayal 2 Golos

Melhor Defesa Fayal 2 Golos sofridos

Pior Defesa CD Lajense 8 Golos sofridos

Mais Goleadas Madalena 1 Goleadas

Mais Vitórias Salão 2 Vitórias

Menos Vitórias CD Lajense 0 Vitórias

Mais Empates Fayal 0 Empates

Mais Derrotas CD Lajense 3 Derrotas

Menos Derrotas Salão 0 Derrotas

Max. Jogos sem Perder Salão 2 Jogos


JORNADA 3 2012-09-30

Visitado Visitante TV

Salão 4-1 CD Lajense

Madalena 5-0 Cedrense


JORNADA 4 2012-10-07

Visitado Visitante TV

CD Lajense 07/10 Fayal h2h

Cedrense 07/10 Salão h2h



Pos. Equipa P J V E D GM GS DG

1 Madalena 6 3 2 0 1 7 2 +5 Jogos

2 Salão 6 2 2 0 0 6 2 +4 Jogos

3 Fayal 3 2 1 0 1 2 2 0 Jogos

4 Cedrense 3 2 1 0 1 2 6 -4 Jogos

5 CD Lajense 0 3 0 0 3 3 8 -5 Jogos







Teledesporto de 30 de setembro

quinta-feira, agosto 09, 2012

Procissão do Bom Jesus de São Mateus do Pico.



P.S. Homenagem que faço à minha mãe, que sendo natural da freguesia de São Mateus, era uma grande devota deste Santo Milagreiro.

Medina

segunda-feira, julho 16, 2012

Direção não garante futebol - Boavista de São Mateus.



Depois de algumas semanas de indefinições está confirmada a reeleição de Luís Machado para o cargo de presidente do Boavista de São Mateus (Pico), dirigente que rendeu Manuel Furtado quando este abandonou o cargo já com a época 2011/12 a decorrer.

No entanto, a continuidade do elenco diretivo presidido por Luís Machado não garante, no imediato, a salvaguarda da equipa de futebol sénior, cujo futuro continua envolto em dúvidas. Os sócios foram chamados a pronunciar-se sobre o assunto mas, pelo facto de somente três associados terem respondido à chamada, os responsáveis optaram por adiar qualquer decisão.

Com os prazos a esgotarem-se para a direção dos axadrezados proceder à inscrição da equipa na próxima edição da Série Açores, a dúvida reside em saber se os sócios serão novamente convocados para uma reunião com o único propósito de votar a continuidade do futebol sénior ou se o escalão será extinto, ou, então, se os dirigentes chamarão a si essa responsabilidade e decidirão em sede diretiva sobre o rumo a tomar.

Seja como for, uma coisa é certa: o plantel que vier a ser constituído terá de ser composto por jogadores que queiram jogar por amor à camisola, pois o Boavista não tem dinheiro para pagar aos atletas. A verba disponível será direcionada para o saneamento financeiro.





F. C. Madalena abandona Série Açores.



Sócios reelegem Luís Silveira

À quarta foi de vez! Luís Silveira  é o presidente do F. C. da Madalena para o biénio 2012/2014.

Os sócios do F. C. Madalena reuniram-se ontem, numa assembleia geral que durou cerca de três horas, para eleger os órgãos sociais e definir o futuro do Clube.

A lista, composta por 80% dos membros directivos da anterior direcção, tem como vice-presidente Nogueira de Castro e presidente da Assembleia Ernesto Ferreira. O presidente do Clube mostrou-se confiante com o grupo de trabalho e garantiu que o Madalena não vai participar na Série Açores, optando pelos distritais.

Luís Silveira avançou ainda que o Clube vai apostar nos escalões de formação, passando assim a jogar no Municipal da Madalena.

Fábio Pires faleceu em campo



Jogador do Santiago perdeu a vida aos 29 anos num torneio de futebol de sete. Morte súbita reclama mais uma atleta. Autópsia deverá ser realizada esta sexta-feira, em Ponta Delgada.

Fábio Pires faleceu na noite de quinta-feira, dia 12 de Julho, vítima de morte súbita quando participava num jogo de futebol de sete realizado na Ponta Graça, freguesia do concelho de Vila Franca do Campo. O jogador do Santiago tinha acabado de ajeitar as meias quando caiu de costas.

Inanimado no recinto desportivo, Fábio Pires ainda foi assistido no local mas chegou cadáver ao centro de saúde de Vila Franca do Campo. Foi, posteriormente, transferido para o hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, onde deverá ser autopsiado durante o dia de hoje, sexta-feira.

Aos 29 anos desapareceu um dos jogadores com mais qualidade técnica do futebol açoriano na atualidade. Fabinho, como era conhecido, formou-se no Operário onde jogou até há três anos, altura em que se transferiu para o Santiago, clube onde iria iniciar a quarta época consecutiva. No seu registo médico não constam problemas de saúde que fizessem prever este desfecho.



Governo exige ao Toledos devolução de verba desviada para obra do pavilhão.




O Toledos do Pico utilizou na construção de um pavilhão os 130 mil euros destinados à aquisição de equipamento para lavandaria e cozinha.

A verba foi concedida pelo Governo Regional que insatisfeito com a atitude do Toledos exige agora a devolução dos 130 mil euros.

José Edurdo Pereira, presidente do Grupo Desportivo e Recreativo dos Toledos, diz que não tem o dinheiro para devolver e que o pavilhão ficou dotado com duas valências sociais: Atelier de Tempos Livres e centro para idosos.

quinta-feira, maio 10, 2012

quarta-feira, maio 09, 2012

Angrense pondera cortar relações com Santa Clara



O Angrense está "a ponderar seriamente" a possibilidade de cortar relações com o Santa Clara, atendendo a comportamentos que o emblema da rua de São João considera sustentados em "falta de ética desportiva" por parte do representante açoriano no futebol profissional - apurou o DI junto de fonte próxima do processo.

Embora ninguém ligado ao Angrense o confirme, o nosso jornal sabe que está em causa o alegado assédio do Santa Clara a vários atletas dos escalões de formação do grémio da cidade açoriana Património Mundial, situação que desagrada sobremaneira à direção presidida por Avelino Luís Gonçalves que, inclusive, não descarta a eventualidade de tomar uma posição pública sobre a matéria.



SENIORES

Por outro lado, o Angrense garantiu a continuidade da totalidade do plantel que representou o clube na presente época no Campeonato Nacional da Segunda Divisão, com exceção dos dispensados Rui Fernando e Flávio Gomes que, entretanto, já chegaram a acordo com o Praiense. Quanto a reforços, devem ser conhecidas novidades nos próximos dias.

Assegurada está, igualmente, a permanência da equipa técnica liderada por João Eduardo Alves. O Angrense regressa ao trabalho no mês de agosto, tendo em vista a participação na Série Açores. Conforme já foi admitido pelos seus responsáveis, o desiderato traçado passa pelo retorno imediato ao escalão superior.



Santa Clara confirma ordenados em atraso


O presidente do conselho de administração da SAD do Santa Clara confirmou a existência de três meses de salários em atraso aos jogadores, que ainda não receberam fevereiro, março e abril, sendo que o mês de janeiro foi pago há cerca de três semanas.

Mário Batista - que há dois meses recusara falar sobre este assunto, alegando ser "uma matéria do foro interno da SAD" - confirmou a situação à saída do Tribunal Judicial de Ponta Delgada, onde assistiu à Assembleia de Credores do clube.

Batista diz que a SAD tem tido problemas de tesouraria, já que a mesma vive dos apoios contratualizados e celebrados com a Câmara Municipal de Ponta Delgada e Governo Regional dos Açores.


P.S. A esperança é a última coisa a morrer e eu acredito que tudo vai ser regularizado, mesmo com entraves muito complicados...

Medina




Troféu de 8 de maio.

terça-feira, maio 08, 2012

Futuro do Santa Clara continua incerto

Os credores do Santa Clara, em reunião realizada esta segunda-feira, decidiram apoiar a intenção do Administrador de Insolvência, Manuel Bacalhau, de manter abertas as portas do clube até que seja apresentado um plano de recuperação, o que deverá acontecer daqui a dois meses.
O BANIF, o maior credor do clube, reservou a sua tomada de posição para essa altura.

A dívida do Clube Desportivo Santa Clara parece, no entanto, difícil de apurar: a atual direção diz que são sete milhões de euros, o antigo presidente e credor, Paulino Pavão, refere que o valor atinge os nove milhões e 400 mil euros.

Por sua vez, Mário Baptista, presidente atual, acusa a direção liderada por Paulino Pavão de ter deixado uma dívida de 17 milhões de euros.

P.S. Espero que as coisas se resolvam para o bem desta grande instituição desportiva.
       Sei que não vai ser nada fácil, mas com ajuda de todos e de tudo, podem muito bem conseguir colocar  o clube no bem caminho, que bem o merece, porque tem uma historia enorme.


Medina 

2ª volta de 7 de maio

Os cenários do Santa Clara para a última jornada


Santa Clara depende apenas de si para concretizar a permanência na Liga de Honra

A equipa de Ponta Delgada garante a manutenção se vencer ou empatar no terreno da Naval. A descida só acontecerá se se conjugarem vários resultados que podem resultar em dois cenários possíveis.





O Santa Clara ainda não tem a permanência na Liga de Honra matematicamente assegurada mas somente dois cenários e uma anormal conjugação de resultados podem empurrar os encarnados de Ponta Delgada para a descida de divisão.



A vitória ou o empate na última jornada, no terreno da Naval, deixam a formação açoriana a salvo de qualquer contrariedade e até mesmo a derrota pode significar a permanência, mas aqui será preciso ter algum cuidado pois a igualdade pontual com determinados adversários pode causar amargos de boca.

A equipa orientada por Luís Miguel parte para a última ronda com 34 pontos, os mesmos que o União da Madeira, à frente de Arouca (33), Portimonense (32), Freamunde (31) e Covilhã (31). Se perder, o Santa Clara pode conjugar o desaire com muitos outros resultados e somente dois cenários dão a descida.

Cenário 1 – O Santa Clara perde, o União perde com o Portimonense, o Arouca empata, Freamunde e Covilhã ganham. O Portimonense totaliza 35 pontos e fica salvo; Covilhã, União, Santa Clara, Freamunde e Arouca fazem 34 pontos. Descem Freamunde e Arouca. No mini-campeonato a cinco o Santa Clara totaliza 10 pontos, atrás do Covilhã (15) e do União (10).

Cenário 2 – O Santa Clara perde, o União perde com o Portimonense, o Arouca empata, o Freamunde ganha e o Covilhã perde. Santa Clara, União, Arouca e Freamunde fazem 34 pontos. Descem o Santa Clara (34 pontos) e o Covilhã (31 pontos). Neste caso a equipa dos Açores é despromovida porque é a que soma menos pontos (7) no mini-campeonato a quatro, em igualdade com Arouca mas com desvantagem no confronto directo.

Cenário 3 – O Santa Clara perde, o União perde com o Portimonense, o Arouca empata, o Freamunde perde e o Covilhã ganha. Neste caso o Santa Clara também desce porque no mini-campeonato a quatro volta a somar menos pontos. Soma apenas 4 e é despromovida com o Freamunde.

Cenário 5 – O Santa Clara perde, o União ganha ao Portimonense, o Arouca empata, Freamunde e Covilhã vencem. Neste caso o Santa Clara mantém-se porque soma dez pontos no mini-campeonato a quatro, atrás do Covilhã. São despromovidos Freamunde e Portimonense.

Cenário 6 – O Santa Clara perde, o União perde com o Portimonense, o Arouca perde, Freamunde e Covilhã ganham. Neste caso o Santa Clara mantém-se porque soma nove pontos no mini-campeonato a quatro, novamente atrás da Covilhã. Descem à II divisão o Freamunde e o Arouca.

Cenário 7 – O Santa Clara perde, o União empata com o Portimonense, o Arouca ganha, Freamunde e Covilhã ganham. Neste caso o Santa Clara mantém-se porque soma nove pontos no mini-campeonato a três. Descem o Portimonense e o Freamunde.



segunda-feira, maio 07, 2012

CD Ribeirense Bi-campeão de Voleibol feminino



1ª Divisão Voleibol Feminino

Ribeirense Bi-campeão nacional, ao bater Gueifães na "negra"

O Clube Desportivo Ribeirense conquistou sábado o título feminino de Bi-campeão nacional de voleibol, ao vencer em casa o Gueifães, da Maia, por 3-2, no terceiro e último jogo da final, disputado na Escola EB das Lajes, na Ilha do Pico.




A formação açoriana venceu pelos parciais de 19-25, 25-19, 17-25, 25-9 e 15-12.

O Gueifães havia ganho o primeiro jogo, nos Açores (3-0), mas, depois, perdeu em casa por 3-1.

Em apenas quatro anos, a formação da ilha do Pico conquistou três taças de Portugal, e dois campeonatos nacionais.

O Voleibol açoriano feminino está de parabéns!



CD RIBEIRENSE - Campeão de Portugal.

O SC Espinho e o CD Ribeirense sagraram-se hoje campeões nacionais da I Divisão de masculinos e femininos, respectivamente.

Os tigres da Costa Verde conquistaram o seu 18.º título nacional da I Divisão ao vencerem, por 3-2 (25/23, 32/30, 12/25, 19/25 e 15/13), o SL Benfica, no Pavilhão N.º 2 do Estádio da Luz, em Lisboa, no terceiro e último jogo do Play-off de Apuramento do Campeão Nacional.

Nos jogos anteriores, tinha havido uma partilha de vitórias: a equipa de José Jardim venceu, em casa, por 3-1 (25/21, 25/18, 22/25 e 25/18), e a formação orientada por Hugo Silva fez o mesmo (3-1: 19/25, 25/22, 25/23 e 26/24) em Espinho.


Em femininos, as açorianas do CD Ribeirense revalidaram o título nacional - que juntam à Taça de Portugal - ao superarem, por 3-2 (19/25, 25/19, 17/25, 25/9 e 15/12), em casa, o GDC Gueifães no 3.º jogo do Play-off.

No 1.º jogo, a equipa de António Guerra tinha ido vencer (3-0: 25/20, 25/18 e 25/9) à ilha do Pico, enquanto no 2.º jogo tinha sido o conjunto orientado por Paulo Barreto a sair vencedor por 3-1 (15/25, 25/17, 26/24 e 25/22).



Teledesporto de 6 de maio.

TAÇA A.F.Horta


Domingo, 6 de Maio de 2012
Resultados deste domingo




PROVA CAMPEONATO DA ASSOCIAÇÃO FUTEBOL DA HORTA 9ª JORNADA



DATA 06 DE MAIO CATEGORIA SENIORES



HORA JOGO LOCAL



14:30 GRUPO DESP. FETEIRA 0 GRUPO DESP. CEDRENSE 1 Canadinhas

14:30 VITORIA.F.C. 1 F.C.FLAMENGOS 1 São Roque

14:30 GRUPO DESP. SALÃO 2 CLUBE DESP. LAJENSE 1 Restinga



Canadinhas Hélio Duarte Carlos Faria Luís Borges

São Roque Sérgio Silva Luis Silva Vitor Teixeira

Restinga Luis Sousa LICÍNIO GARCIA BRUNO COSTA



CLASSIFICAÇÃO



Melhor EQUIPA J V E D GM GS P DG Total de golos

Ataque 1 VITORIA F. CLUBE 9 5 3 1 28 7 18 21

28 2 F.C. FLAMENGOS 9 4 4 1 18 11 16 7 61

3 GRU. DESP. CEDRENSE 9 4 3 2 16 15 15 1

Melhor 4 GRU. DESP. SALÃO 9 3 2 4 9 15 11 -6

defesa 5 GRU. DESP. FETEIRA 9 2 3 4 10 18 9 -8

7 6 CLUBE DESP. LAJENSE 9 1 1 7 8 23 4 -15



Ultima Jornada



14:30 CLUBE DESP. LAJENSE GRUPO DESP. FETEIRA Lajes

14:30 F.C. FLAMENGOS GRUPO DESP. SALÃO Vale

14:30 GRUPO DESP. CEDRENSE VITORIA F.C. Canadinhas



Com estes resultados nada ficou decidido, no que respeita ao vencedor desta prova e o adversário do Vitoria Futebol Clube na final da Super Taça



GRUPO DA DESPROMOÇÃO



PROVA SERIE AÇORES 8ª JORNADA



DATA 06-Mai CATEGORIA SENIORES



HORA JOGO LOCAL



15:00 FAYAL SPORT 2 SPORTING GUADALUPE 1 Faial

15:00 AGUIA DESPORTIVO 1 BOAVISTA 0 Sâo Moguel

15:00 UNIAO MICAELENSE 1 SPORTING IDEAL 3 Sâo Moguel



CLASSIFICAÇAO

Po EQUIPA P J V E D GM GS

1 SPORTING IDEAL 40 8 7 0 1 23 9

2 BOAVISTA 38 8 3 2 3 10 12

3 SPORTING GUADALUPE 30 8 3 1 4 14 11

4 FAYAL SPORT 23 8 3 1 4 9 11

5 UNIÃO MICAELENSE 23 8 2 2 4 11 16

6 AGUIA DESPORTIVO 15 8 3 0 5 8 15



Proxima jornada a 13 de Maio

15:00 SPORTING IDEAL AGUIA DESPORTIVO Sâo Moguel

15:00 BOAVISTA FAYAL SPORT Pico

15:00 UNIAO MICAELENSE SPORTING GUADALUPE Sâo Moguel



Com estes resultados o Sporting Guadalupe da ilha Graciosa desceu aos regionais acompanhando o Fayal Sport, União Micaelense e Águia Desportivo.

quinta-feira, maio 03, 2012

quarta-feira, maio 02, 2012

Taça de São Miguel da AFPD.


TAÇA DE SÃO MIGUEL - Quartos-de-final:

União de Nordeste elimina o campeão Rabo de Peixe

O Rabo de Peixe está fora da Taça de São Miguel. O campeão de ilha perdeu em casa frente à União de Nordeste na maior surpresa dos quartos-de-final. O Mira Mar também causou sensação ao deixar pelo caminho o Vale Formoso.

A União de Nordeste chamou a si todas as atenções ao eliminar o campeão Rabo de Peixe nos quartos-de-final da Taça de São Miguel. E o mérito dos nordestenses ganha relevância porque haviam perdido em casa por 3-2 e foram à vila piscatória inverter o resultado e a tendência da eliminatória.

Dois golos de Dutra, um no tempo regulamentar e outro no prolongamento, levaram a decisão do vencedor para as penalidades porque pelo meio Gaguinha apontou o tento de honra do Rabo de Peixe que empatou (5-5) a eliminatória. Na lotaria dos penalties foi mais feliz a formação de David Feijó que não desperdiçou qualquer das cinco oportunidades, vencendo por 5-4.

Nas meias-finais, a União de Nordeste vai encontrar outro favorito, o Santa Clara B. Os encarnados foram a São Roque vencer por 1-0, confirmando assim a qualificação depois de um empate (3-3) caseiro a meio da semana, depois de estarem a perder por 0-3. Depois da saída prematura do Rabo de Peixe, os encarnados de Ponta Delgada são agora os principais favoritos à conquista do troféu.

Se o vencedor (São Roque) da edição transacta está fora de cena, o finalista derrotado permanece em prova e também protagonizou uma das surpresas da eliminatória. O Mira Mar recebeu e derrotou o vizinho Vale Formoso por 1-0, indo medir forças com o Capelense que empatou (2-2) na Ponta Garça, frente ao Bota Fogo, um jogo tranquilo para os pupilos de Sidónio Ferreira que levaram quatro golos de vantagem para o encontro da segunda mão.

Taça cheia de golos!

Jogos da primeira mão dos quartos-de-final da Taça de São Miguel renderam dezanove golos.

Resultados da 1ª.«mão»:

Capelense, 5 - Bota Fogo, 1

U. Nordeste, 2 - Rabo de Peixe, 3

Mira Mar, 1 - Vale Formoso, 1

Santa Clara B, 3 - São Roque, 3

Resultados da 2ª.«mão»:

Bota Fogo, 2 - Capelense SC, 2 (3-7)

Rabo de Peixe, 2 - U. Nordeste, 3 (5-5 ap)

(4-5grandes penalidades)

Vale Formoso, 0 - Mira Mar, 1 (1-2)

São Roque, 0 - Santa Clara B, 1 (3-4)

Jogos das Meias- Finais:

União de Nordeste - Santa Clara B

Mira Mar SC - Capelense SC

Trofeu 1 de maio

Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor recorda estudos nos Açores.

Zacarias da Costa está nos Açores trinta e cinco anos depois de ter estudado, durante dois anos, na ilha do Pico.
O ministro de Timor, que cumpre uma visita de 3 dias ao arquipélago, integrou um grupo de sete jovens timorenses que foi trazido para o Pico pelo padre José Brum, que esteve muitos anos em Timor-Leste a dirigir um colégio religioso.

Zacarias da Costa esteve terça-feira na ilha de São Miguel, onde se encontrou com o Secretário Regional da Presidência, André Bradford, e visita agora as ilhas do Pico e Faial.

Nas declarações que prestou aos jornalistas, o ministro timorense recordou, entre outros exemplos, que o primeiro bispo de Timor foi um açoriano para apontar que “muita coisa liga os Açores” ao seu país.

“Estamos profundamente gratos e queremos aprofundar esta relação histórica”, afirmou Zacarias da Costa, acrescentando que o encontro com André Bradford também permitiu “identificar áreas de cooperação futura”, entre as quais se destacam as que estão relacionadas com o mar.

P.S Recordo o grupo de Timorenses que veio para Santa Barbara com o Sr. Padre José Brum. Apanhei-os na Escola Preparatória das Lajes do Pico. Eram bons colegas e muito educados, fiz amizade com alguns, entre eles o Zacarias da Costa.

Medina