segunda-feira, novembro 15, 2010

O (mau) estado do nosso futebol para miúdos

O futebol é o desporto com mais praticantes nos Açores. Em todas as ilhas, aos fins-de-semana, têm lugar dezenas e dezenas de jogos em todos os escalões. Normalmente, as partidas da formação não são alvo de qualquer cobertura jornalística, limitando-se alguns jornais a fazer referências aos resultados, em pequenas caixas noticiosas, em páginas de segunda linha.

Provavelmente, será aí que está um dos grandes problemas. Se a informação não chega à opinião pública, difícil é fazer qualquer avaliação sobre o estado de coisas, sobre as autênticas barbaridades a que se assiste em alguns campos e aos erros de "casting" da programação competitiva, nomeadamente em S. Miguel.

Em termos de calendarização, e a título de exemplo, refira-se a situação ocorrida no passado fim-de-semana, em que os Iniciados e os Juvenis foram "obrigados" a jogar por duas vezes, com menos de 48 de horas de intervalo entre as duas partidas, quando a lei desportiva obriga a um interregno de, pelo menos, 72 horas. A Associação de Futebol de Ponta Delgada agendou um fim-de-semana com pesada carga para aqueles dois escalões. Perante isso, é difícil falar em qualidade.

Todavia, esta é só uma ponta de um icebergue muito complicado quando se fala em futebol de formação na maior ilha açoriana. Todos os sábados, e por vezes a meio da semana, assistem-se a episódios deveras elucidativos do mau estado em que se encontra esta área.

Dirigentes mal formados, treinadores que promovem más práticas e condutas, agressões, balneários destruídos, pequenas vinganças pessoais contra algumas pessoas e clubes, enfim um rol difícil de imaginar por quem está de fora deste fenómeno.

Quem o acompanha sabe. Há quem, contudo, se prefira calar. Por conveniência, ou por falta de um espaço apropriado para fazer ouvir a sua voz, ou escrever o que lhe vai na alma.

Comecemos por algo pequeno, mas que acaba por ser uma situação gravosa quando se tem por missão treinar crianças ou jovens. Falo do tabaco. Não percebo como se permite que treinadores e dirigentes fumem num banco de suplentes, principalmente quando se sabe que, por exemplo, nos escalões profissionais tal atitude é proibida, sendo merecedora de significativas sanções. No entanto, nos escalões de formação, esta prática é permitida e acontece vezes a fio nos nossos campos.

Depois, deve denunciar-se os actos violentos que acontecem em determinados jogos e que, certamente, não merecem a devida sanção pelos responsáveis dos clubes a que os atletas pertencem.

Ainda no passado dia 30 de Outubro, um dos balneários do campo das Figueiras, em Santo António, ficou literalmente destruído, depois de atletas e mais sabe-se lá quem terem partido portas, entre muitas outras coisas, após determinada equipa ter perdido um jogo de forma que não merece contestação. Ao que sei, o clube lesado já fez queixa à Associação de Futebol de Ponta Delgada, até porque houve jogadores que foram agredidos. Restará saber se o organismo agirá em conformidade com os actos praticados.

Sobre as pequenas vinganças, a que acima me refiro, não irei referir nomes, nem jogos, nem os clubes que nelas estiveram envolvidos. Não o faço porque considero que tal revelação só iria prejudicar ainda mais os que foram lesados.

Agora que existem, lá isso existem. Salta à vista quando alguém não gosta do clube A, B, ou C, ou de um determinado dirigente ou treinador. No sábado passado (30 de Outubro), consegui assistir a casos em que isso foi por demais evidente.

O pior é que ao prejudicar quem menos se gosta está-se a prestar um mau serviço ao futebol, principalmente quando falamos em jogos de escalões compostos por miúdos que têm entre oito e 12 anos (Benjamins e Infantis). As crianças não compreendem o que se está a passar, ficam revoltadas, choram perante a sua impotência e acabam por deixar de sentir entusiasmo pelo jogo. Os "cozinhados" são algo que não conseguem aceitar, mesmo que não percebam que estes "arranjinhos" têm um objectivo declarado de prejudicar alguém ou alguma instituição. É este o estado de coisas a que se assiste por cá.

Enfim, o melhor talvez seja assobiar para o ar, respirar fundo e prosseguir. É que, como se diz, as "pessoas passam, mas as instituições e de quem delas gosta ficam".





5 de Novembro de 2010

Pedro Botelho
Jornalista

sexta-feira, novembro 12, 2010

Historias da minha vida……………


Numa das muitas viagens que fazíamos ao continente para jogar, geralmente saímos na sexta feira à noite, aconteceu um episódio engraçado. Nos domingos dos jogos, a malta acordava cedo, hora era estipulada pelo “ Mister” e ninguém podia falhar, senão havia confusão. Depois de tomarmos banho ( alguns treinadores não gostavam) íamos tomar o pequeno almoço e depois deslocavamos para a sala de convivo, conversar ou ler os jornais desportivos. O almoço era sempre as 10 e 30 ou 11 horas, dependendo da zona onde íamos jogar e era feito no celebre Centro de Estagio da Cruz Quebrada. Naquele dia estavam na sala três equipas de futebol, Santa Clara, Olivais Moscavide e outra que não me recordo.

Os almoços antes dos jogos eram muito fraquinhos, canja de galinha ( feita com massa) e um bife grelhado( tinha nervos que ate doía a comer) e uma peça de fruta. Muita malta ficava com fome e até inclusive comiasse a canja com pão lol, outros levavam mais fruta e uns papo secos para se fazer umas  sandes para depois do jogo; eu era um caso destes. Acontece, que alguns estavam abusar bastante e de repente o nosso treinador Fernando Casaca, levantou-se da mesa e diante daquela gente toda, disse: “ Medina do c………não jogas nada, mas para comeres és o maior”, imaginem como fiquei; nem tinha começado a comer, mas para dar em alguém fui eu a personagem escolhida. Fiquei lixado e até respondi-lhe que, o que estava a mais era para levar comigo para o depois, mas ele não queria entender nada e não parava de me enxovalhar diante dos outros. Enchi-me de orgulho e  disse para mim: "Não vou comer nada que se lixe", Neste dia nem  levei nada para lanchar depois do jogo. Que fome passei  e ainda por cima ia fazer um esforço enorme.

Fomos neste domingo jogar com o Sintrense, fizemos um jogo espectacular e modéstia aparte fiz um jogo fabuloso. Acabado o jogo e depois de “ rapar fome”, fomos para o balneário tomar o nosso banho para irmos embora. Estava eu debaixo do duche, quando chega o Mister Fernando Casaca e o nosso dirigente e ele saísse com esta: “ Oh Medina que grande jogo fizes-te, para a próxima não comes e deu-me umas palmadas nas costas “, olhei para ele e comecei-me a rir, mas acreditem que me apeteceu manda-lo para o c…………………lol, mas por respeito fiquei calado. Lá sai eu cheio de moral mas com uma fome tramada

Medina

terça-feira, novembro 02, 2010

Jantar com a direcção do C.F."OS Belenenses", em Ponta Delgada.

Na vinda da equipa de futebol do C.F."Os Belenenses"  a São Miguel, no dia 31/10/2010, para jogar com C.D.Santa Clara e aproveitando a presença do presidente João Almeida e do vice Francisco Martins, alguns sócios e simpatizantes, juntaram-se num jantar no Hotel Vila Nova. Foi uma noite memorável, para alem do bom repasto e do convívio, ficamos a saber dos projectos em andamento, do momento actual e as formas a utilizar para colocar o clube nos lugares cimeiros do futebol Português. Quero salientar, o empano e a forma convicta que o nosso presidente tem em  relação ao nosso futuro.

Medina

segunda-feira, outubro 25, 2010

Reportagem da RDP - Açores.





Notícias / Desporto

Lajense e Santa Clara homenageiam Medina

Publicado: 2010-08-25 17:46:44
Actualizado: 2010-08-25 17:46:44

Por: RTP Açores



Foto: Acácio Mateus

Medina é homenageado aos 47 anos por dois clubes que representou enquanto sénior

Lajense e Santa Clara homenageiam Medina

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Ponta-de-lança é distinguido pelos dois clubes por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes. Jogo entre os veteranos traz à memória tempos de saudade.


O futebol nos Açores criou ao longo dos tempos jogadores que se evidenciaram nos clubes das suas terras de origem e muitos deles ultrapassaram interna e externamente as barreiras da insularidade. José Medina, natural da ilha do Pico, é um desses exemplos.



Cresceu para o futebol no Madalena, emblema onde fez toda a formação e cumpriu uma época nos seniores ainda com idade júnior. Depois, aos 18 anos, emigrou por um período de seis meses para a América onde manteve a prática desportiva no União Faialense e no LASA. Regressou posteriormente à ilha montanha onde jogou época e meia no Lajense.



As suas qualidades já despertavam a cobiça dos emblemas de referência em São Miguel e com a sua vinda para trabalhar na Electricidade dos Açores o Santa Clara ganhou a corrida à contratação do ponta-de-lança que na carreira marcou mais de duzentos golos.



José Medina representou os encarnados de Ponta Delgada durante sete temporadas e em São Miguel também jogou pelo Operário, União Micaelense, Vasco da Gama e Marítimo. Uma década de actividade no futebol sénior antes de pendurar as botas aos 27 anos.



E são precisamente os clubes que mais tempo representou enquanto sénior que o vão homenagear nesta quinta-feira, dia 26, por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes, inseridas na Semana do Baleeiro, na ilha do Pico. Os veteranos do Lajense e do Santa Clara vão realizar um jogo particular com início marcado para as 20.30 horas, no campo das Lajes.



Uma homenagem que orgulha José Medina. «Só se fazem homenagens em prol de alguém que fez algo. Não é que tenha feito algo do outro mundo mas considero que será uma forma de reconhecerem o meu passado desportivo porque passados tantos anos mais ninguém conseguiu fazer o que eu fiz», disse.



A cerimónia carrega um forte simbolismo e traz para a actualidade memórias de tempos idos. «Vivi e ainda vivo muito o futebol. Quando era jovem perdi muita coisa por causa do futebol e hoje, vinte anos depois de ter deixado de jogar, continuo a sentir saudades do treino, do jogo, dos ambientes, das amizades, de tudo…», referiu.



Com um passado rico em termos desportivos, José Medina não esquece a «subida à II divisão B», considerando-a como um «momento marcante». Jaime Graça era o treinador e no plantel pontificavam jogadores como Albano, José João, José Manuel, Lúcio Salsa, Barata, Pessanha e Eduíno.



Uma vez ligado ao futebol, para sempre ligado ao desporto-rei e nem o afastamento de dois o fez cair no esquecimento. O regresso à modalidade aconteceu num momento que recorda com um brilho nos olhos. «Estava a construir a minha casa e tinha ido a uma loja de ferragens comprar materiais. Estava lá o Miguel Ferreira que me propôs treinar os infantis do União Micaelense. Não recusei. Depois disso ainda trabalhei nas selecções jovens da Associação de Futebol de Ponta Delgada antes de regressar ao Santa Clara».



Mas enganam-se aqueles que pensam que Medina é um treinador da formação. «Ambiciono ir mais além, quem sabe um dia treinar uma equipa sénior e reunir muitos dos jogadores que ajudei a formar. Ainda hoje vejo com agrado que atletas como o Clemente, o Pacheco e o Fonseca me cumprimentam com entusiasmo. É sinal de que terei sido importante para eles», observou.



Acácio Mateus

Reportagem do Jornalista Luso Canadiano João G. Silva.

Sábado, 28 de Agosto de 2010


Desporto: Torneio de Veteranos em futebol


1º classificado - Grupo Desportivo da Piedade

TORNEIO DAS LAJES DO PICO EM VETERANOS:

GD Piedade vence torneio quadragular das Lajes do Pico

Inserido nas festividades da ''Semana dos Baleeiros'', realizou-se na passada quinta (26) e sexta-feira (27), o Torneio Quadrangular de futebol das Lajes do Pico em veteranos, que contou com a presença, do Clube Desportivo Lajense, Clube Desportivo da Piedade, Clube Desportivo Santa Clara de São Miguel e do Clube Desportivo Velense de São Jorge.



2º classificado - Clube Desportivo Lajense





O vencedor do torneio foi a equipa picoense do Grupo Desportivo da Piedade que venceu os dois encontros disputados.

No âmbito do Torneio de Veteranos foi homenageado José Manuel Medina, um lajense que iniciou a sua actividade desportiva no Clube Desportivo Lajense e ingressou mais tarde no Clube Desportivo de Santa Clara, sendo actualmente treinador de formação no mesmo clube.



Recebeu das mãos do capitão da equipa do Desportivo Lajense uma placa com um rabo de baleia oferta da CM das Lajes do Pico.






A primeira jornada a equipa do Lajense recebeu o Santa Clara e empatou a duas bolas.

Ao intervalo 1-1 - Os golos foram marcados, 1-0 de autogolo, Paulo Andrade empatou para o Santa Clara, Luis Filipe fez 1-2 para o Sta. Clara e o Lajense empatou nos derradeiros minutos da partida 2-2 por Deodato Azevedo.



3º classificado - Clube Desportivo Santa Clara





No segundo jogo, a equipa do GD Piedade venceu o CD Velense por quatro bolas a duas.

Ao intervalo 2-1 para o Piedade - Os marcadores foram os seguintes: Para o Piedade Duarte Silva apontou 3 golos e Ruben Peixoto marcou 1. Para o Desportivo Velense, Oscar Melo e Gilinho apontaram ambos um golo.



4º classificado - Clube Desportivo Velense.



Na segunda jornada o Piedade ganhou ao Santa Clara por 1-0, com o golo apontado ainda na primeira parte por Ruben Peixoto. No derradeiro encontro o Lajente venceu o Velense por 2-0, com goloos de Rui Barrias e Jason Machado já no segundo tempo.

Resultados da 1ª jornada:

CD Lajense, 2 - Santa Clara, 2

GD Piedade, 4 - CD Velense, 2

Resultados da 2ª Jornada:

GD Piedade, 1 - Santa Clara, 0

CD Lajense, 2 - CD Velense, 0

CLASSIFICAÇÃO FINAL:

1º GD Piedade ....... 11 pontos

2º CD Lajense ........ 8

3º Santa Clara ........ 3

4º CD Velense ........ 2

Vencedor: GD Piedade.

NB- Regras do torneio: 3 pontos por vitória, 1 por empate e zero por derrota + 1 ponto por cada golo marcado.

Por: João G. Silva (Na ilha do Pico-Açores)

Publicada por João G. Silva em 05:30 0 comentários

Reportagem do http://omilhafre-noticias.blogspot.com/
Do Jornalista Açoriano João G.Silva, radicado no Canada.

terça-feira, outubro 12, 2010

COISAS DA NET.....

Realmente a net veio revolucionar o nosso tempo: para o bem e para mal. Ao consultar o facebook, encontrei uns amigos, colegas de selecção e adversários do tempo que era jogador juvenil do F.C.Madalena. Estou a falar do Guido Duarte e do Carlos Lourenço, ambos jogadores do Fayal Sport Clube. O Guido encontra-se  no continente, e é medico de profissão, enquanto o Carlos Lourenço esta nos Estados Unidos da América. Como era natural colocamos a conversa em dia, relembrando tempos passados, quer como adversários, quer como colegas da selecção da Horta. Fiquei bastante feliz em saber que estão todos bem, inclusive, falou-se de outros, como por exemplo, do Jaime Marcos, Betinho, Cipriano, Monteiro e Rogério Contente.
Quero também salientar que no mesmo sitie, encontrei o meu grande amigo Zé Guilherme, jogámos juntos no Clube União Faialense / USA e o meu primo Rui Baptista, arbitro de futebol do nosso tempo, que se encontra também nos Estados Unidos.
Espero que um dia haja um encontro com esta malta toda, porque temos muito que conversar......


Medina

TINHA QUE PUBLICAR ESTA FOTO...

segunda-feira, setembro 27, 2010

ALGUEM APOSTOU QUE IA ESTAR COMO EU....BARRIGAS IGUAIS (HIhihihi).


Mas alguem de bom senso acredita que vou perder esta aposta? Acreditem que vai ser um jantar de arromba...até vai meter vinho do Valverde( Hihihihihih)

A PARTIDA QUE ME FIZERAM....HOMENAGEM.




Parte II


  Depois de organizarmos tudo como deve ser, partimos do aeroporto rumo as Lajes.  Fomos em três carrinhas e em dois carros particulares e ficamos acomodados na Escola Secundaria, onde estava à nossa espera o incansável Pedro. Arrumadas as malas nas salas, fomos almoçar ao restaurante Lagoa, onde estava o meu amigo Tomas, agora dono daquele espaço. Após um bom repasto e recebermos o programa do torneio, saímos para dar um passeio pela Vila.
  Quero-vos dizer que ficaram bem instalados e com uma localização magnifica, com o mar a 200 metros. Alguns neste espaço de tempo, foram dar um mergulho nas águas da Maré. Como fizeram sempre ate voltarem para S.Miguel.
  Chegou a hora mais aguardada por mim, onde a emoção tomou conta dos meus pensamentos. Fiz uma retrospectiva de toda a minha vida desportiva, naquele curto espaço de tempo. Estava no lugar certo e com as pessoas que mais desejava estar. Mas faltava algo para que tudo se complementa-se...meu Pai. Era a pessoa que mais queria estar naquele momento, porque foi sempre o meu apoio ao longo da vida, como iria ser...não sei, mas concerteza que ia ser um momento memorável para nos dois.
  Estou a falar do primeiro jogo do torneio, entre o Lajense e o Santa Clara. Jogo com um significado enorme para mim, porque foi do lajense que parti para o Santa Clara, no ano de 1983.
   Na altura tinha ficado combinado que iria dar só o pontapé de saída, porque tinha feito uma cirurgia à pouco tempo e estava ainda com os pontos no corpo e como era lógico não ia fazer algo que depois me prejudicasse. Mas como o vicio é tanto e o momento era tão especial , nem me lembrei de nada e joguei para ai uns 10 a 15 minutos ( Não joguei nada de jeito) mas pronto fiz o meu dever...
  Quero salientar que não estava para jogar, nem para me equipar por nenhuma equipa, por respeito a ambas, mas como pediram para o fazê-lo pelo Santa Clara, não poderia recusar, depois do esforço que fizeram para estarem comigo.
  Estando nas devidas condições, iria jogar uma parte por cada equipa, mas o destino  não me ajudou a fazer aquilo que mais desejava. Lembro que o meu amigo Osvaldo veio me convidar para jogar pelo Lajense no segundo jogo do torneio, mas como já expliquei, não estava em condicões.
  Em relação ao jogo em si, julgo que foi muito bem jogado, com jogadas de bom recorte técnico, feitas por excelentes jogadores de ambas as equipas e o resultado não podia ser melhor do que foi...um empate.
  No segundo jogo da noite o Piedade venceu o Desportivo Velense por 4-2, onde estavam jogadores do meu tempo, entre os quais o Duarte, o Rui e o meu grande amigo Domenique do Velense.
  Naturalmente que durante a noite estivemos a conviver e a colocar as conversas em dia, como era logico e, ao mesmo tempo aproveitar a festa e os concertos musicais, dados pelas bandas locais que foram espectaculares, mesmo com  o tempo um pouco agreste.


Medina

sábado, setembro 18, 2010

A PARTIDA QUE ME FIZERAM....HOMENAGEM.

  PARTE 1

 Regressado a Ponta Delgada, depois de umas ferias bem passadas na minha terra natal, chegou ao momento de escrever algo sobre a homenagem que me fizeram. Ela foi  realizada pela Câmara Municipal das Lajes do Pico, durante a semana dos baleeiros, para ficarmos bem esclarecidos sobre quem a realizou!
   Antes de começar a debitar palavras, quero agradecer do fundo do meu coração ao presidente e ao vereador da Câmara Municipal, Roberto Silva e Mário Tome, como também ao Prof.Pedro, da empresa municipal e a  todas as outras pessoas envolvidas e presentes nesta singela festa, mas muito marcante para mim.Sei que foi o reconhecimento de alguma coisa que fiz em prol do desporto, como também sei que foi mais pela pessoa humilde que sou.
   Nas ferias do ano passado, e nos tais treinos dos veteranos do Lajense, o meu amigo Pedro, numa conversa amena sugeriu a possibilidade de o Santa Clara vir ao Pico na semana dos baleeiros, mas que ficaria sempre dependente das eleições  que se iriam realizar. Trocamos numero de telemóveis e fiquei aguardar por novidades.
   Num belo dia e após alguns contactos entre nós,  recebo uma chamada do Pedro a confirmar que a nossa ida estava garantida e que gostaria de saber da nossa disponibilidade. Na altura já tinha dado conhecimento aos meus colegas do Santa Clara que anuíram a esta ideia, mas como tudo, tinha que os informar destes dados novos. Logo de imediato, contactei-os, para saber a possibilidade da nossa ida ao Pico, na data proposta pelo Pedro. Quero-vos dizer que foi logo aceite, mas, como era natural teríamos que fazer uma reunião para acertar os pormenores da viagem. Naturalmente que fui a ponte nestas conversações, mas longe de mim pensava no que me estavam a preparar.
  Infelizmente por motivos de saúde, estive ausente da região e mesmo longe estive sempre em contacto com ambas as partes para que a nossa ida fosse uma realidade. Chegou a uma altura que pensei que a minha presença não ia ser possível, porque, como atrás mencionei estava em Lisboa, num outro jogo da vida e, estava a ver que não conseguia estar nas Lajes na semana dos baleeiros.
  Entretanto, na segunda feira, dia 23 de Agosto, estando eu ainda em Ponta Delgada, porque regressei de Lisboa no dia 20 de Agosto, fui a um treino dos iniciados do Santa Clara ( Onde também faço parte da equipa técnica), e onde estava presente o jornalista Acácio Mateus, que me chamou para fazer-me uma entrevista para a RDP Açores, e onde me falou da Homenagem que se ia realizar. Fui apanhado de surpresa, mas falei como já soubesse de tudo, mas não sabia. Foi um momento complicado para mim, mas penso que me sai bem?
  Cheguei ao Pico na quarta feira de Lurdes, mas devia ter vindo um dia antes...perdi o avião. Após a minha
chegada ás Lajes, entrei em contacto com o Pedro, conforme o combinado. No meio da nossa conversa, sugeri que iria ao aeroporto esperar pelo Santa Clara, porque ficava muito bem da minha parte que o fizesse. Acreditem que ao ver os meus amigos saírem do avião as lágrimas vieram-me aos olhos, por motivos que não vale a pena mencionar aqui.

...../

Medina

quinta-feira, setembro 16, 2010

AS INSTITUIÇÕES LAJENSES.

  Foi com bastante agrado que constatei que a Filarmónica Liberdade Lajense, é dirigida por uma direcção,  composta na sua maioria por gente jovem, com ideias e projectos novos, o que poderá trazer outra mais valia a esta instituição com quase 150 anos da sua existência.
  Como pouca gente sabe, fui em tempos tocador desta banda, mas porque o meu  vicio era o futebol tive que optar por este, como muita pena minha.
   Independentemente de quem esteja à frente e qual seja a sua cor politica, julgo que deveriam ser muito acarinhados e apoiados neste mandato.
   O futuro das nossas instituições, quer desportivas quer culturais, estão nos jovens e, se esta tiver sucesso, como espero, concerteza que muitos mais irão aparecer e o futuro esta garantido.
  Porque não querendo fugir para outra temática que não a desportiva, peguei neste exemplo para falar novamente do lajense. Por aquilo que presenciei e falei com as pessoas, existe uma grande vontade de colocar o Lajense novamente na serie Açores.
  Penso que nunca houve uma conjectura politica como agora para que isso aconteça, mas como tudo, é necessário mais pessoas para que este projecto tenha sucesso.
  Um clube de futebol precisa de estar bem estruturado e organizado de forma a conseguir os seus objectivos, numa forma gradual e sustentada, mas para que isso aconteça, precisa como é logico das pessoas.
  Por aquilo que sei, o clube vive muito da boa vontade de 3 ou 4 , o que à partida o vai condicionar, porque, o cansaço e a saturação vai ser um grande handicap. 
  Julgo que este processo deveria ser liderado pela Câmara Municipal, reunindo com as pessoas e fazendo ver que sem elas nada poderá ser feito. Tem a palavra as pessoas das Lajes....




Medina

quarta-feira, setembro 01, 2010

Lajense e Santa Clara homenageiam Medina

Notícias / Desporto


Lajense e Santa Clara homenageiam Medina

Publicado: 2010-08-25 17:46:44
Actualizado: 2010-08-25 17:46:44

Por: RTP Açores



Foto: Acácio Mateus

Medina é homenageado aos 47 anos por dois clubes que representou enquanto sénior

Lajense e Santa Clara homenageiam Medina

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Ponta-de-lança é distinguido pelos dois clubes por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes. Jogo entre os veteranos traz à memória tempos de saudade.



O futebol nos Açores criou ao longo dos tempos jogadores que se evidenciaram nos clubes das suas terras de origem e muitos deles ultrapassaram interna e externamente as barreiras da insularidade. José Medina, natural da ilha do Pico, é um desses exemplos.



Cresceu para o futebol no Madalena, emblema onde fez toda a formação e cumpriu uma época nos seniores ainda com idade júnior. Depois, aos 18 anos, emigrou por um período de seis meses para a América onde manteve a prática desportiva no União Faialense e no LASA. Regressou posteriormente à ilha montanha onde jogou época e meia no Lajense.



As suas qualidades já despertavam a cobiça dos emblemas de referência em São Miguel e com a sua vinda para trabalhar na Electricidade dos Açores o Santa Clara ganhou a corrida à contratação do ponta-de-lança que na carreira marcou mais de duzentos golos.



José Medina representou os encarnados de Ponta Delgada durante sete temporadas e em São Miguel também jogou pelo Operário, União Micaelense, Vasco da Gama e Marítimo. Uma década de actividade no futebol sénior antes de pendurar as botas aos 27 anos.



E são precisamente os clubes que mais tempo representou enquanto sénior que o vão homenagear nesta quinta-feira, dia 26, por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes, inseridas na Semana do Baleeiro, na ilha do Pico. Os veteranos do Lajense e do Santa Clara vão realizar um jogo particular com início marcado para as 20.30 horas, no campo das Lajes.



Uma homenagem que orgulha José Medina. «Só se fazem homenagens em prol de alguém que fez algo. Não é que tenha feito algo do outro mundo mas considero que será uma forma de reconhecerem o meu passado desportivo porque passados tantos anos mais ninguém conseguiu fazer o que eu fiz», disse.



A cerimónia carrega um forte simbolismo e traz para a actualidade memórias de tempos idos. «Vivi e ainda vivo muito o futebol. Quando era jovem perdi muita coisa por causa do futebol e hoje, vinte anos depois de ter deixado de jogar, continuo a sentir saudades do treino, do jogo, dos ambientes, das amizades, de tudo…», referiu.



Com um passado rico em termos desportivos, José Medina não esquece a «subida à II divisão B», considerando-a como um «momento marcante». Jaime Graça era o treinador e no plantel pontificavam jogadores como Albano, José João, José Manuel, Lúcio Salsa, Barata, Pessanha e Eduíno.



Uma vez ligado ao futebol, para sempre ligado ao desporto-rei e nem o afastamento de dois o fez cair no esquecimento. O regresso à modalidade aconteceu num momento que recorda com um brilho nos olhos. «Estava a construir a minha casa e tinha ido a uma loja de ferragens comprar materiais. Estava lá o Miguel Ferreira que me propôs treinar os infantis do União Micaelense. Não recusei. Depois disso ainda trabalhei nas selecções jovens da Associação de Futebol de Ponta Delgada antes de regressar ao Santa Clara».



Mas enganam-se aqueles que pensam que Medina é um treinador da formação. «Ambiciono ir mais além, quem sabe um dia treinar uma equipa sénior e reunir muitos dos jogadores que ajudei a formar. Ainda hoje vejo com agrado que atletas como o Clemente, o Pacheco e o Fonseca me cumprimentam com entusiasmo. É sinal de que terei sido importante para eles», observou.



Acácio Mateus

quinta-feira, julho 29, 2010

A GRANDE VIAGEM À CALIFÓRNIA.

As minhas histórias.............




O Futebol Clube da Madalena programou uma viajem à Califórnia no verão de 1979. A partida para São Francisco foi no mês de Agosto, logo no seu inicio.

Eu estava num dilema, porque no mês de Abril, estive a representar a selecção da Associação de Futebol da Horta, no torneio da Pascoa, realizado no Faial, com a participação das selecções de juvenis de São Miguel, Terceira e Selecção Nacional, composta por jogadores que mais tarde fizeram furor no futebol Português, entre os quais estava o Venâncio, Bandeirinha, Victor Nódoa e outros.

Como o torneio correu-me bastante bem, comecei a partir daqui a receber diversos convites para representar outros clubes, entre os quais do F.C.Porto, Santa Clara, Lusitânia, falava-se no Benfica e que iria representar a selecção Nacional, o que me veio baralhar por completo a minha ida à Califórnia e a minha tranquilidade do dia à dia.

Lembro-me que tivemos, em minha casa, com os meus pais algumas conversas, sobre o que iríamos fazer ao meu futuro como jogador de futebol e como homem. Era muito jovem e meus pais não estavam muito de acordo com a minha saída de casa tão cedo, mas mesmo assim, meu Pai não se oponha à minha ida para o Porto só que, minha mae tinha que ir comigo. O tempo foi passando, por vezes estava com muita vontade de ir e de outras, ficava apreensivo. Esqueci dos convites e renovei contrato com o F.C.Madalena ( porque são iam jogadores que tivessem assinado), porque queria ir à Califórnia. Nunca pensando que se fosse para o F.C.Porto podia ter ido muitas mais vezes para as Califórnias, e poderia ter tido outra carreira, mas enfim….

Mas vamos ao que interessa para esta história. Antes de regressarmos ao Pico, fizemos o nosso ultimo jogo de despedida em S. Leandro. Logicamente que depois dos jogos que realizamos havia sempre grandes banquetes. Mas este era diferente porque era o adeus a uma terra fantástica, e por isso havia uma atmosfera de alegria mas também de alguma tristeza. Depois do jogo houve um grande jantar e um grande baile, baile esse abrilhantado por um conjunto da zona mas que tinha um cantor da Ribeirinha do Pico ( Não recordo do nome...), radicado na zona à muito tempo.

Eu e o Mário Nogueira, ficamos na casa do amigo Manuel, cunhado de meu tio José Medeiros , mestre das lanchas do Pico. Bela casa, bela gente, não faltava mesmo nada. Lembro-me de ouvir relatos de futebol de Portugal na garagem dele logo pela manha. A diferença horaria era de 7 horas e ouvindo um Sporting, Porto tão cedo fazia-me muita confusão. Recordo-me que foi no ano que os jogadores craques do Porto fizeram greve e vieram a Alvalade com uma equipa mais débil, mesmo assim, ganharam o jogo por 2-0, golos de Albertino. Meu amigo Manuel Ficou doente porque o seu Sporting, levou na “ cabeça”. Voltando à festa, depois de comermos e dançarmos à grande, preparamos para voltar a casa, que ficava em São José. O Manuel tinha uma Caravana, em que podia levar muita gente. Na cabine da frente ia o Manuel, a Alice ( esposa ) e atrás íamos uns quantos, entre eles o José António Soares, Mário Nogueira, Renato, Guido, filha do Manuel , algumas amigas e a minha pessoa.

Entrámos no Freeway e passado pouco tempo o motor do carro começou a aquecer demais o que obrigou-nos a estacionar na faixa de segurança. Saímos todos do carro para saber o que se passava. O carro nada de pegar e resolvemos pedir ajuda a quem ia passando. Passado pouco tempo, nesta altura ainda não havia telemóveis, parou um carro, com um casal de mexicanos. O Manuel falou com eles a dizer o que se passava, e se podiam fazer o favor de irem a uma “ Garestacion” e mandar um reboque para levar o nosso carro. Foram muito simpáticos e disseram-nos que iam nos ajudar.

Como estava um pouco frio voltamos para dentro da nossa caravana, esperando pela abençoada ajuda dos mexicanos. Eu fiquei mesmo na porta de saída, com ela um pouco aberta, para indo vendo quando chegava o reboque e o movimento na estrada, estou falando para ai umas 3 horas da manha.

Estava eu na minha missão, quando de repente veijo um grande alvoroço de carros da policia, parando uns atrás dos outros, com as luzes acesas, portas abertas, armas de fora e prontas a disparar. Parecia um filme de Hollywood. Pensamos que não era nada connosco. Quando não é o nosso espanto, um carro ficou mesmo atrás do nosso e de repente oiço uma voz potente e nervosa de um policia americano “Ganes, Ganes Ganes” , mandaram-nos sair rápido do carro, mãos no alto, nada de movimentos bruscos e fomos revistados um a um.

 A coisa esteve feia por uns momentos, porque a policia americana não brinca em serviço e tememos o pior. O Manuel só dizia que não tínhamos ganes, que o carro estava avariado e que tínhamos pedido ajuda a uns mexicanos, mas não estava nada fácil. Eu tremia de medo e de nervos, nem podia falar. Depois de um certo tempo e após revistarem o carro de alto abaixo o ambiente ficou mais calmo e ai o Manuel conseguiu explicar o que tinha acontecido, e que nós éramos Portugueses, e que iríamos voltar no dia seguinte a Portugal.

 O que aconteceu para haver esta confusão toda. Os mexicanos em vez de irem ao lugar que pedimos, foram, mas foi à policia dizer que nós tínhamos armas e que os tinham ameaçado. Partimos todos a rir e prontificaram-se logo para nos ajudar. Viemos todos em carros da policia americana, eu ia na frente porque tinha as pernas grandes, arma pendurada ao meu lado, policia maior do que eu, era um espectáculo.

Deixaram-nos numa zona da cidade e disseram-nos se fosse preciso alguma coisa era só contacta-los. Depois amigos nossos, deram-nos boleia para os lugares onde estávamos hospedados e preparamos para regressar o Pico. Claro que a conversa durante a viagem foi os mexicanos…..



Medina

quarta-feira, julho 28, 2010

VIAGEM NO CANAL, NUM BARCO DE BOCA ABERTA

As minhas histórias........

  Como muita gente sabe, para alem de começar a jogar futebol oficial no Futebol Clube da Madalena, a minha formação como atleta foi feita no velhinho e saudoso campo das Lajes, no campo de São Mateus e na porta da garagem de meu Pai.
  Mas a história de hoje, relata um episódio que se passou quando já jogava nos seniores da Madalena, mas ainda com idade de juvenil.
  No inicio da época desportiva 79/80, fomos disputar com o Flamengos a supertaça, que colocava frente a frente o campeão da Associação de Futebol da Horta e o vencedor da Taça, que dava acesso à Taça de Portugal. O primeiro jogo foi realizado no Faial no campo dos Flamengos, num domingo à tarde.
   No ultimo treino da semana ( Eu como vivia nas Lajes não fazia todos os treinos semanais), foi me dito que o jogo era ás 15 horas e que saiamos do porto da Madalena pelas 13 horas. Como era habitual, meu pai ( João Medina ), acompanhava-me sempre para todos os jogos que eu realizava e nunca levou um escudo de frete ao Futebol Clube da Madalena.
  Partimos de casa nas calmas, como sempre, porque meu pai andava sempre aos 20 à hora. Ao chegar à Madalena, tinha sempre o habito, de olhar para o porto para saber se a lancha estava perto ou se tinha alguém. Qual não foi o meu espanto em não ver nenhum movimento de pessoas, nem lancha em parte nenhuma. Paramos o carro em frete ao café do Cristiano, penso que era esse nome, e fomos saber o que se passava.
  Encontramos o nosso amigo Carneiro que nos disse que tinham ido para o Faial na Lancha das 12 horas, as lágrimas iam-me caíndo e fiquei num sofrimento porque não ia disputar esse jogo. Conversa puxa conversa e lembrei-me de irmos para o Faial de barco de pesca, mas tinha que ser decidido de uma forma rápida para eu poder chegar a tempo do jogo. Fomos falar com o Piriquita que tinha um barco de boca aberta, que nos disse que não levava dinheiro nenhum, mas que pagassem o combustível, meu pai prontificou- se logo. Entretanto era necessário ligar para o campo dos Flamengos para falar com o José Manuel, nosso dirigente, para por o meu nome na ficha do jogo. Tudo combinado. Partimos na nossa viagem memorável. Lancha para o mar, estava em cima do cais e la fomos nós. Quero lembrar que o senhor Andrade da padaria, também foi connosco. Realmente o mar não estava muito manso mas deu para fazer bem a viajem, de repente la se levava com alguma agua salgada na cara mas não era nada de outro mundo.
 Chegados ao porto da Horta, e depois de passarmos o canal em cerca de 1.30 minutos, apanhamos um táxi e fomos em alta velocidade para os Flamengos. Recordo-me que cheguei ao balneario, estavam quase a entrar para o campo e ficaram todos a olhar para mim como admirados. Logicamente que não entrei a titular pelos motivos que indiquei. O Flamengos tinha uma grande equipa com jogadores experientes e com muito valor, nós também não ficávamos a trás. Acontece que ao jogar em casa e com o factor publico a seu favor, mais o campo ervado, o Flamengos chegou aos 3-0 na primeira parte. Ao interva-lo, o  Manuel Serpa, nosso treinador na altura, mandou-me aquecer para entrar no inicio da segunda. Ora bem. Não passou muito tempo para fazer o  3-1, e logo a seguir reduzi para os 3-2. O jogo estava aberto e muito bem disputado e nos acreditamos que podíamos levar para a segunda mão no Pico, um melhor resultado. Mesmo quase no final do jogo e numa jogada individual da minha parte, depois de passar por alguns adversários, dei a marcar o golo do empate ao Mário Fernando. Foi uma festa enorme e para mim foi uma alegria imensa depois de ter passado o que passei para chegar ao campo dos Flamengos.
Quero lembrar que no jogo da segunda mão no Pico, ganhamos por 6-1 e marquei quatro golos. Neste jogo estava um amigo nosso atrás da baliza do barracão, e ao marcar um dos golos veio dar-me um abraço, mas antes, apanhou um grande susto porque caiu de cima do muro para dentro do campo. Quero agradecer e homenegear publicamente  meu PAI, por tudo o que fez por mim e acima de tudo, era o meu maior critico, para que eu melhorasse em alguns aspectos como jogador.

Medina

quinta-feira, julho 22, 2010

VETERANOS DO SANTA CLARA NA SEMANA DOS BALEEIROS - LAJES DO PICO.



Posso anunciar neste meu espaço, que a equipa de veteranos do Clube Desportivo Santa Clara, vai estar presente num torneio a realizar na semana dos Baleeiros nos dias 26 e 27 de Agosto,  na presença de outras equipas. Este convite foi endereçado pela Camara Municipal das Lajes, através do meu amigo Professor Pedro, que muito nos honrou e, no qual em meu nome pessoal e dos veteranos do Santa Clara, muito agradecemos. Estou com um grande dilema...onde irei jogar? São dois clubes que muito me dizem e que muito gosto, mas neste momento estou dividido, mas o meu coração esta para o lado do Lajense. Não sei ainda se estarei presente, porque terei que ir a Lisboa, devido a um problema de saúde, mas se Deus quiser, não faltarei!!!!!

Medina

quinta-feira, julho 15, 2010

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES A TER NO TREINO COM JOVENS





Introdução                              



De facto, o acto de treinar tem como objectivo a melhoria das prestações desportivas, a capacidade de superação, a vontade de se ser cada vez mais proficiente. Diria que está é uma verdade “La Paliciana”. Todavia, na hora de definir objectivos e metas a atingir, importa conhecer aqueles que são os alvos do nosso labor. Significa isto que, treinar crianças e adultos, prevê a adopção de diferentes metodologias, pois estamos perante fases diferentes de desenvolvimento. Esta é também uma daquelas verdades que ninguém desmente, mas o que é certo é que aquilo que por ai mais abunda é a existência de processos de treino semelhantes, para atletas completamente diferentes. Importa, assim, definir com algum rigor e clareza alguns dos pressupostos a ter em conta quando se projecta uma forma de trabalhar. Os tópicos que se seguem não pretendem encerrar o assunto, nem tão pouco esgotá-lo, mas tão somente, alertar para uma panóplia de situações que não devem ser olvidadas.



A Saber:



1. Não deve o Treinador/Educador utilizar métodos de treino idênticos ou semelhantes ao treino dos adultos. De facto, as ferramentas motoras e psicológicas das crianças, são manifestamente diferentes das dos adultos. Não nos referimos, apenas, ao volume e intensidade dos treinos, mas muitas vezes à complexidade das tarefas que se encontram desajustadas das potencialidades dos jovens.



2. Não deve dar importância aos resultados imediatos. As exigências feitas pelos dirigentes e o tratamento dado aos jovens futebolistas e aos educadores / treinadores, são muitas vezes idênticas ao tido para com os adultos, na sua faceta mais negativa. O melhor resultado a atingir no treino com jovens é a promoção da actividade física, como fonte de uma vida activa, e por isso mesmo, mais saudável. Incutir nos jovens valores como a justiça, respeito e a solidariedade, também deverá ser um imperativo. Todavia, é demasiado evidente que devemos ensinar os atletas a querer ganhar, pois é um mau competidor que não joga para vencer. Todavia, a vitória pode assumir diversas facetas que não passará segura e exclusivamente pelo resultado.



3. É fundamental que o Treinador/Educador de uma forma clara entenda que o futebol Infanto - Juvenil é uma Escola de Jogadores de Futebol. Assim como a Escola Tradicional pretende dar uma Formação académica aos Cidadãos para que mais tarde possam vir a ser integrados na sociedade, também o desporto pode contribuir através dos valores em que a prática desportiva é virtuosa.



4. Ensinar o jogo através de formas jogadas e estruturas adaptadas à idade dos jovens. (bola, balizas, campo, nº jogadores). Na verdade, só se aprende a fazer, fazendo. Jogar, implica assumir a responsabilidade de antagonizar com outro, medindo forças. O maior prazer da criança é o jogo, mas o jogo, nas primeiras fases, deve assumir uma forma mais simples. Ser mais simples, não significa ser menos importante, mas tão somente, adaptado à realidade da criança.



5. Deve promover actividades lúdicas. A motivação é a razão que nos leva a fazer algo. De facto, se a prática do Futebol não for prazerosa, levará a criança ao descontentamento e frustração. Depois não nos devemos admirar que o caminho da desistência seja a melhor saída.



6. As escolas Futebol devem ser para todos os jovens que queiram praticar esta modalidade, mesmo quando possuam menos habilidade que os outros jovens do mesmo grupo. Na verdade, a Escola tradicional não é apenas para os mais dotados, mas para todos os jovens. Depois, alguns tirarão maior proveito dela, mas todos têm o direito à mesma. Ora, situação semelhante se passa com o futebol. Todos deverão ter o direito de jogar, sabendo à partida que só os mais aptos chegarão a patamares superiores.



7. Os Treinos devem realizar-se onde os jovens futebolistas se sintam motivados e integrados para o efeito.



Conclusão



Voltamos a reiterar a ideia de que aquilo que se acaba de expor é um brevíssima reflexão acerca do treino com jovens. Não foi, nem é nossa ideia criar uma panaceia, mas simplesmente levantar algumas questões sobre as quais importa reflectir, sobretudo, aqueles que se dedicam ao labor com os mais jovens.



Texto: António Pinheiro – Treino de Futebol Nível II UEFA Basic.



quinta-feira, julho 01, 2010

A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO TORNEIO INTERNACIONAL DE FERMENTELOS 2010

As expectativas que nós tinhamos sobre este torneio internacional de mini-futebol europeu, não saíram desfraldadas. Sabíamos de antemão que, iríamos encontrar equipas com outra dimensão, muito bem preparadas e com outra competição. Mas para nós era um desafio muito aliciante, saber ate que ponto os miúdos conseguiriam ultrapassar estas dificuldades e como resolvê-las. Quero lembrar que efectuamos 7 jogos em 4 dias, o que nos trouxe uma sobrecarga enorme em termos físicos, para mais, o nosso plantel não era equilibrado o que dificultava uma normal e lógica rotação dos jogadores.
 Mesmo assim, os objectivos foram conseguidos no seu total. Se em termos desportivos poderíamos ter ido mais alem na classificação, porque demonstramos valor para isso, basta lembrar o jogo com o Celta de Viga, que a 10 minutos do seu fim estávamos a ganhar por 1-0 ( Poderíamos ter feito o 2-0), e fomos perde-lo por 2-1. No capitulo social, vertente para nos muito importante, foi um espectáculo. Os nosso miudos conviveram com todos, com Alemães, Ingleses, Portugueses, Espanhóis, sempre de uma forma ordeira e simpática.
Quero salientar a grande amizade que fizemos com a equipa do Estugarda, mais concretamente o seu guarda redes, um miúdo espectacular, havendo trocas de camisolas ( Troquei uma com o seu treinador) e na festa de encerramento na altura que íamos regressar a Ponta Delgada,  despediu-se de mim com um abraço e deu-me um cartão com todos os seus dados pessoais e desportivos. Concerteza que irei acompanhar a sua carreira com muita atenção.
Acreditem, que foi para mim uma experiência única. Regressamos a casa mais fortes, mais experientes e acima de tudo, cientes que temos que trabalhar mais e melhor, para conseguirmos outros patamares, porque valor existe nos nossos atletas.
Para terminar, quero realçar a simpatia de todo o pessoal da organização, que foram impecáveis na resolução dos problemas e na forma como nos trataram, sempre com uma palavra amiga!!!





Medina