Disputámos na 4ª Feira, no campo de jogos das Figueiras, em Santo António, os quartos finais da taça de S.Miguel, contra o Operário. Jogo muito difícil, em virtude do nosso adversário ter muito valor e acima de tudo estar muito moralizado pela conquista do titulo de campeão. O jogo começou com o nosso adversário a jogar muito forte e a fazer um pressing muito alto, obrigando-nos abaixar linhas.Tinhamos que jogar com as nossas armas, e neste aspecto tivemos muito bem em termos tácticos, tapando todos os espaços e linhas de passe ao nosso adversário. A única forma de jogarmos nesta fase, era em transições rápidas ou em contra-ataques, para os surpreender e foi o que aconteceu. Chegamos ao intervalo a vencer por 1-0. Após o reinicio do encontro, entraram novamente muito fortes, e com um futebol apoiado, chegaram ao empate. A minha equipa não baixou os braços e num contra-ataque, fizemos o 2-1. Apartir daqui e sem motivos aparentes, caímos em termos anímicos, permitindo ao nosso adversário criar espaços que até aqui não tinham tido. Claro, com espaços o nosso adversário é muito forte e com a ajuda da sua aguerrida claque, deram com naturalidade a volta ao mercador. Quero felicitar o nosso adversário pelo óptimo jogo que efectuaram e desejar muitas felicidades para o resto da prova. Nós, vamos entrar num período curto de ferias e depois preparar a nossa participação no torneio internacional de Fermentelos, nos dias 24,25,26 e 27 de Junho. Boa arbitragem do Travassos.
Resultado Final. Santa Clara: 2 Operário: 6
P.S. Peço desculpa de não estar presente da cerimónia da entrega da taça, mas não sabia mesmo e, com naturalidade fui para o balneário.
Medina
quinta-feira, maio 20, 2010
domingo, maio 16, 2010
Taça de S.Miguel
Depois de termos eliminado o Desportivo de Rabo de Peixe por 1-23, para a Taça de São Miguel, neste fim de semana calhou-nos o Maia. Num jogo bem jogado, vencemos por 0-6.Sendo assim, conseguimos passar para a próxima eliminatória, que será jogada contra o Operário, no Jacome Correia.
quarta-feira, maio 12, 2010
Voltei.............
Devido a problemas de saúde, estive que estar ausente da região por alguns dias. Por esse motivo não pude vir ao meu espaço. Não sabem o que me aconteçeu. Realmente gostava de ver uma tourada de Praça, mas depois de ver duas, uma como embolador e outra como espectador, virei-me um grande aficionado da FESTA BRAVA. Nunca pensei, mas é um espectaculo!!!!
Dentro de dias, farei uma reportagem com fotos e videos
Dentro de dias, farei uma reportagem com fotos e videos
domingo, abril 25, 2010
Jogo sem falhas
Apos bater por 0-6, o Vitória do Pico da Pedra, em sua casa, conseguimos ficar no 2ª lugar do campeontao de S.Miguel. Não sendo o nosso principal objecto, apartir de uma certa altura, tivemos que nos contentar com esta posição, em virtude do Operário ter-se apresentado muito forte nesta fase. Foi um jogo muito bem conseguido da minha equipa. Entramos fortes, com um futebol simples e muito pratico, mas mesmo assim, não conseguimos marcar, mesmo que tivessemos algumas boas oportunidades para o faze-lo.
Nesta fase o nosso adversário jogou fechado, tentando dificultar ao máximo a nossa manobra ofensiva o que em parte conseguio. Segunda parte, não demos hipoteses nenhumas, pegámos no jogo e foi um festival de jogar bem. Quero realçar o desempanho dos 12 jogadores, que estiveram em grande plano.
Agora vamos entrar na Taça de São Miguel e como é apanagio da minha parte vamos lutar, jogo a jogo, pela melhor prestação nesta prova. Quero agradeçer a presença da equipa tecnica das escolas B, que estiveram presentes neste jogo, como aos pais nos nossos jogadores. Obrigado pelo vosso apoio.
Nesta fase o nosso adversário jogou fechado, tentando dificultar ao máximo a nossa manobra ofensiva o que em parte conseguio. Segunda parte, não demos hipoteses nenhumas, pegámos no jogo e foi um festival de jogar bem. Quero realçar o desempanho dos 12 jogadores, que estiveram em grande plano.
Agora vamos entrar na Taça de São Miguel e como é apanagio da minha parte vamos lutar, jogo a jogo, pela melhor prestação nesta prova. Quero agradeçer a presença da equipa tecnica das escolas B, que estiveram presentes neste jogo, como aos pais nos nossos jogadores. Obrigado pelo vosso apoio.
sexta-feira, abril 23, 2010
Actual momento da nossa formação.
Por andar nestas andanças à muito tempo e por sentir que posso ser útil em alguma matéria que diga respeito ao futebol de formação, não tenho problemas em dizer publicamente que existe algumas arestas que podem ser melhoradas, mas também digo que muito melhorou nestes últimos anos. Nota-se na arbitragem outra preparação dos seus elementos, inclusive alguns deles já estão no quadro da Liga, mas também sei que alguns nem tanto, mas....é como tudo na vida. As provas estão muito bem organizadas, mas podem ter outro figurino, para melhorar a qualidade. Por exemplo, podiam fazer um campeonato só para as equipas B, para não se verificar as grandes diferenças, com algumas equipas a serem " Metralhadas" o que não traz nenhum beneficio, bem pelo contrário. Dar acesso aos nacionais ao campeão dos Infantis, fazendo uma prova regional para apuramento. Porque acho que aqui está uma forma de desenvolvimento e de contacto com outras realidades e que iria trazer outra formação aos nossos miúdos. Mas como sabem, depende dos clubes e acima de tudo do poder politico, infelizmente.Todos sabemos que existem problemas de varia ordem nos clubes, falta de liquidez financeira, falta de estruturas fisicas e humanas. Sobrevivendo muitos deles pela caroliçe de algumas pessoas, o que na pratica vai condicionar, e de que maneira, um projecto de sucesso, mas mesmo assim, com uma ou outra dificuldade, estão mais despertos para a sua formação. Outra dificuldade que noto é a falta de espaços em Ponta Delgada, para treino. Não posso admitir que façam treinos com 16 e mais miúdos, num espaço igual a um campo de Futsal. Claro, que da para fazer algum tipo de trabalho, mas como sabem, é necessário largura e de profundidade para dar outra objectividade à qualidade de jogo. Mas pronto é o que se tem e nada podemos fazer. Neste caso as autoridades governamentais deviam ter uma palavra muito importante a dizer, porque existe espaço onde se podiam construir dois ou três campos de futebol de relva sintética, servindo de apoio também ás escolas locais. Pois, vão me dizer, que estamos em crise e que não é o momento mais apropriado para se fazer este tipo de investimento? Verdade, mas com muito boa vontade, conseguia-se efectuar. Tenho a certeza que com estes novos espaços, a qualidade ia ser muito melhor e iria haver outro aproveitamento. Espero e desejo que a médio e longo prazo se façam estas infra-estruturas.
Autor: Medina
Autor: Medina
terça-feira, abril 20, 2010
FAIR PLAY
Julgo que o grande problema de haver menos Fair Play, nos jogos de futebol, é o querer ganhar à força, procurando desta forma esconder aquilo que se faz ou que se devia fazer melhor, para um desenvolvimento harmonioso de um atleta e homem. Procura-se o resultado em desprimor da essência da formação, o que faz que o mesmo não tenha auto controle em alguns momentos difíceis do jogo, levando-o a situações muito complicadas, quer para ele, quer para todo o grupo de trabalho. Não podemos nem devemos pactuar com estas situações, temos que ter uma mão muito forte e actuar logo de imediato, porque senão pode descambar e nunca mais podermos ter o controlo sobre eles. Todos os factores para uma boa formação estão interligadas e nunca devemos descurar nenhum deles. Aquilo que eu sinto, é que não se trabalha bem a parte psicológica de um jogador, como outras também, porque não temos tempo, porque não temos muitas aptidões para o faze-lo. Aqui poderá estar o grande problema, porque cada miúdo é um miúdo e nem todos tem a mesma capacidade de saber lidar em casos mais complicados. Mas para isso, temos que os trabalhar doutra forma, responsabilizando-os pelos seus actos e acima de tudo, não valorizar nem os incentivar a terem estas iniciativas. Não podemos admitir que aconteça. A nossa função para além de formar o atleta, também intervêm na do homem, e neste caso temos que ser um exemplo, na forma como abordamos as coisas, na forma como falamos, na forma como executamos. Não se esqueçam que um treinador no seu papel de formador, tem um poder enorme sobre o atleta. No meu caso pessoal e ao longo de muitos anos, tive muitos casos complicados, mas tentei resolve-los pelo melhor, pensando que para além do atleta esta um jovem que se não for apoiado, poderá leva-lo para outros caminhos perigosos da vida. Alguns conseguimos ter sucesso outros não ( Mas foram poucos). A minha maior consolação é encontrar os meus antigos jogadores e cumprimenta-los de abraço. Não se esqueçam que na maior parte das vezes a violência parte dos responsáveis que estão banco... por isso, temos que manter a serenidade e a tranquilidade nestes momentos.
Autor Medina
Autor Medina
segunda-feira, abril 19, 2010
JOGO COMPLICADO
Jogo muito difícil para ambas as equipas, porque não podiam perder, em virtude de estar em causa o 2º lugar do campeonato. As equipas entraram com muitas cautelas, procurando jogar no erro do adversário e evitando serem surpreendidas no contra ataque. A minha equipa fez 1-0, numa jogada de ataque continuado, mas logo na resposta o U.Micaelense chegou ao empate e pouco tempo depois aumentou para 1-2. Chegou-se ao intervalo com um resultado negativo, e na minha opinião, um pouco injusto em virtude das inúmeras oportunidades de golo desperdiçadas. Segunda parte foi diferente, um U.Micaelense mais pressionante e nós a tentarmos dar a volta ao resultado. Numa bonita jogada pelo lado esquerdo, Rodrigo Furtado, numa jogada individual e depois de passar por três adversários, cruzou para o coração da área, onde apareceu o João Pedro a encostar e a fazer o empate. Apartir daqui o U.Micaelense, cresceu e dificultou ao máximo a nossa forma de jogar, podendo nesta fase ter marcado o golo da vitoria. O empate aceita-se pelo esforço das equipas. Arbitragem muito boa.
Resultado final: C.D.Santa Clara - 2 C.U.Micaelense - 2
Medina
Resultado final: C.D.Santa Clara - 2 C.U.Micaelense - 2
Medina
sexta-feira, abril 16, 2010
ESTE DEPOIMENTO DO PEDRO SILVA, TINHA QUE TER O DESTAQUE DE PRIMEIRA PAGINA.
Pedro Silva disse...
Bem quanto ao jogo não há nada a acrescentar tá tudo muito bem descrito aqui pelo Srº Medina.
Agora só quero acrescentar aqui mais um ponto muito importante que talvez tenha passado despercebido a muita gente que assistiu ao jogo que foi a GRANDE ATITUDE demonstrada pelos Jogadores do Santa Clara, Estes "Miudos" depois de terem perdido o jogo e assim a possibilidade de chegarem ao titulo não abandonaram o campo sem cumprimentarem com Far Play cada um dos seus "Adversários" e com o mesmo Far Play aplaudiram ainda a claque do Operário atitude esta que nao tenho duvidas lhes foi incutida pelo seu Treinador e Directores, só tenho pena deste jogo nao ter sido filmado para podermos demonstrar essa atitude de grande desportivismo aos jogadores profissionais. Se há equipas que dão como costumamos dizer no Futebol "Banho de Bola" Vocês Jogadores do Santa Clara deram nesse dia um "Banho de Far Play" Parabéns pela vossa atidude e que a mesma os siga sempre enquanto jogarem futebol, Parabéns Tambem ao seu Treinador e aos seus Directores. A minha vontade era dizer-lhes isso pessoalmente mas uma vez que não é possivel agradecia ao Mister Medina que se for possivel imprimisse isso e leia aos seus Jogadores.
Bem e como já vou longo demais, deixo de ser o Anônimo e indentifico-me:
Pedro Silva Director dos Infantis do Operário
Bem quanto ao jogo não há nada a acrescentar tá tudo muito bem descrito aqui pelo Srº Medina.
Agora só quero acrescentar aqui mais um ponto muito importante que talvez tenha passado despercebido a muita gente que assistiu ao jogo que foi a GRANDE ATITUDE demonstrada pelos Jogadores do Santa Clara, Estes "Miudos" depois de terem perdido o jogo e assim a possibilidade de chegarem ao titulo não abandonaram o campo sem cumprimentarem com Far Play cada um dos seus "Adversários" e com o mesmo Far Play aplaudiram ainda a claque do Operário atitude esta que nao tenho duvidas lhes foi incutida pelo seu Treinador e Directores, só tenho pena deste jogo nao ter sido filmado para podermos demonstrar essa atitude de grande desportivismo aos jogadores profissionais. Se há equipas que dão como costumamos dizer no Futebol "Banho de Bola" Vocês Jogadores do Santa Clara deram nesse dia um "Banho de Far Play" Parabéns pela vossa atidude e que a mesma os siga sempre enquanto jogarem futebol, Parabéns Tambem ao seu Treinador e aos seus Directores. A minha vontade era dizer-lhes isso pessoalmente mas uma vez que não é possivel agradecia ao Mister Medina que se for possivel imprimisse isso e leia aos seus Jogadores.
Bem e como já vou longo demais, deixo de ser o Anônimo e indentifico-me:
Pedro Silva Director dos Infantis do Operário
Uma pequena nota...............
No processo de formação, existe ao longo do tempo alguns factores que o podem condicionar, para o bem e para o mal. Mas neste caso, temos que preparar os miúdos para os enfrentar, de uma forma normal. Um miúdo o que quer é jogar à bola, o perder ou ganhar para ele não é muito relativo nesta idade, porque logo a seguir está como nada tivesse acontecido. Temos que seguir a nossa linha, porque temos uma missão difícil, mas ao mesmo tempo, muito gratificante e aliciante. Podem ter a certeza, se um miúdo tiver dificuldades no seu processo de formação, ele no futuro saberá resolver com mais facilidade os problemas que lhe vão deparando pela frente, quer desportivos quer pessoais. Nunca se esqueçam que o desporto tem que ser uma escola de virtudes e não de defeitos, e quem não pensar assim pode arranjar outra ocupação. Uma derrota ou varias derrotas, nunca podem por em causa um trabalho serio e honesto, mas sim, valorizar. Digo sempre, não façam de um miúdo um adulto, porque este tem que passar etapas, tem que saber ultrapassar as dificuldades inerentes à sua idade biológica. O facilitismo não é nada benéfico a este processo, porque vai criar no miúdo uma falsa realidade e quando chegar a altura...ele não consegue atingir os patamares desejados. Por isso mesmo, a nossa função é importantíssima na forma que os conduzimos neste processo. Temos que perceber que cada miúdo é um miúdo, fazendo sempre chamadas de atenção para que, as coisas não se conseguem sem trabalho, disciplina, esforço, atitude e muita dedicação à causa desportiva.
"A Ambição é o último recurso do fracasso " - Oscar Wilde
Autor: Medina
"A Ambição é o último recurso do fracasso " - Oscar Wilde
Autor: Medina
quinta-feira, abril 15, 2010
PROXIMOS JOGOS!
Campeonato de São Miguel - Infantis - 3ª Fase
17.04.2010 - 09:30 horas - Jacome Correia
C.D.Santa Clara vs C.U.Micaelense -
Campeonato de São Miguel - Infantis - 3ª Fase
24.04.2010 - 11:00 horas - Pico da Pedra
V.C. Pico Pedra vs C.D.Santa Clara -
Taça de São Miguel - Infantis - Pré-Eliminatória
01.05.2010 - 14:30 horas - Rabo de peixe
C.D.Rabo de Peixe vs C.D.Santa Clara -
17.04.2010 - 09:30 horas - Jacome Correia
C.D.Santa Clara vs C.U.Micaelense -
Campeonato de São Miguel - Infantis - 3ª Fase
24.04.2010 - 11:00 horas - Pico da Pedra
V.C. Pico Pedra vs C.D.Santa Clara -
Taça de São Miguel - Infantis - Pré-Eliminatória
01.05.2010 - 14:30 horas - Rabo de peixe
C.D.Rabo de Peixe vs C.D.Santa Clara -
C.OPERÁRIO DESPORTIVO - CAMPEÃO DE SÃO MIGUEL EM INFANTIS
Em primeiro lugar quero felicitar o Clube Operário Desportivo pelo titulo alcançado neste escalão. Em relação ao jogo, foi muito bem disputado, com as equipas a darem tudo para alcançarem a vitória. Muito bem posicionadas tacticamente, mas ambas a jogarem em sistemas diferentes. Se na primeira parte houve um certo equilíbrio, quer no jogo jogado quer nas oportunidades, na segunda o Operário foi mais forte, mais pressionante e mais rematador. Sendo assim, a vitória foi justa, podendo a minha equipa ter marcado mais um ou outro golo, como também o nosso adversário o podia ter feito. Quero salientar, o excelente comportamento de todos os intervientes no jogo, como, o respeito que tiveram uma pela outra. Parabéns equipas!!!!Excelente Fair Play.Em relação à arbitragem, um ou outro erro não tira a sua excelência.
Resultado final
C.O.Desportivo- 5 C.D.Santa Clara - 1
Resultado final
C.O.Desportivo- 5 C.D.Santa Clara - 1
quinta-feira, abril 01, 2010
"Em Portugal não há uma aposta na formação de jogadores de Futebol"
Parte I
Para Jesualdo Ferreira (1999), treinador da Selecção Nacional, " A nossa formação de jogadores é defeciente, a competitividade é baixa, há pouco trabalho...
Num recente artigo de oponião de um jornalista desportivo ( Rui Santos) podia ler-se:
" Hoje há clubes que têm mais de uma centena de jovens atletas em actividade que servem unicamente de montra. Que condições de desenvolvimento técnico são dadas a esses jovens?"
Torna-se pois urgente reflectir sobre " o Futebol Juvenil que queremos" e tentar resolver os maiores problemas que o afectam neste momento entre os quais se destacam:
* Reduzidos orçamentos dos clubes destinados ao Futebol de formação.
* Indefinição de um modelo de jogo, de treino, de jogador e de treinador, que são condicionantes de uma intervenção qualitativa de formação.
* Inexistências de programas coerentes e específicos de progressão entre os vàrios escalões de formação.
* Indefenição de objectivos intermédios a alcançar em cada escalão etário e de objectivos terminais a atingir no final do processo de formação.
* Falta de critério objectivos para a detecção e selecção de talentos.
* Inexistência de centros de formação nos clubes.
* Falta de um plano de carreiras para os jogadores de Futebol.
* Horários escolares incompatíveis com os hórarios dos treinos.
* Fracas condições materais e de treino.
* Número de campos insuficientes e com pisos inapropriados.
Rui Pacheco
Ensino do Futebol
Para Jesualdo Ferreira (1999), treinador da Selecção Nacional, " A nossa formação de jogadores é defeciente, a competitividade é baixa, há pouco trabalho...
Num recente artigo de oponião de um jornalista desportivo ( Rui Santos) podia ler-se:
" Hoje há clubes que têm mais de uma centena de jovens atletas em actividade que servem unicamente de montra. Que condições de desenvolvimento técnico são dadas a esses jovens?"
Torna-se pois urgente reflectir sobre " o Futebol Juvenil que queremos" e tentar resolver os maiores problemas que o afectam neste momento entre os quais se destacam:
* Reduzidos orçamentos dos clubes destinados ao Futebol de formação.
* Indefinição de um modelo de jogo, de treino, de jogador e de treinador, que são condicionantes de uma intervenção qualitativa de formação.
* Inexistências de programas coerentes e específicos de progressão entre os vàrios escalões de formação.
* Indefenição de objectivos intermédios a alcançar em cada escalão etário e de objectivos terminais a atingir no final do processo de formação.
* Falta de critério objectivos para a detecção e selecção de talentos.
* Inexistência de centros de formação nos clubes.
* Falta de um plano de carreiras para os jogadores de Futebol.
* Horários escolares incompatíveis com os hórarios dos treinos.
* Fracas condições materais e de treino.
* Número de campos insuficientes e com pisos inapropriados.
Rui Pacheco
Ensino do Futebol
segunda-feira, março 29, 2010
Jogo muito difícil para ambas as equipas.
Um dos factores que condicionou imenso o futebol praticado pelas equipas, foi o forte vento que se fez sentir, juntamente com chuva forte. Quero salientar, todo o empano dos atletas das duas equipas que, nunca baixaram os braços e lutaram sempre pelo melhor resultado. Com o vento contra, a minha equipa tentou por a bola no chão e num futebol mais ligado e apoiado (É o que se deve fazer nestes casos), tentou chegar à baliza do adversário, algumas vezes conseguimos criar perigo, e abrir o marcador, mas devido a má pontaria e ao valor do guarda-redes, não o conseguimos. Pelo contrário o nosso adversário aproveitou o vento forte para nos surpreender com remates de longe, e se não fosse a atenção do nosso guarda-redes, poderíamos ter sofrido. Na segunda parte foi diferente, mais emoção, mais oportunidades e outra qualidade de jogo praticado por ambas as equipas. A meio da segunda parte, inauguramos o marcador pelo Russel Sousa, mas pouco depois e, num livre muito longe da nossa baliza, o Vitória, fez o empate. O jogo entrou depois numa fase de muita movimentação, com as equipas a procurarem os três pontos, mas por uma ou outra razão, não houve alteração do marcador. Nesta fase tivemos algumas oportunidades, com jogadores isolados diante do guarda-redes, mas não conseguiram fazer o golo que nos daria a vitória. Uma palavra de apreço para todos os intervenientes neste jogo, pelo esforço despendido perante umas condições muita adversas para a pratica do futebol. Arbitragem excelente.
Resultado final: C.D.Santa Clara - 1 Vitória Pico da Pedra - 1
Medina
Resultado final: C.D.Santa Clara - 1 Vitória Pico da Pedra - 1
Medina
domingo, março 28, 2010
Jogo com o Lajense na semana dos Baleeiros em 1983
Entrega da faixa de campeão dos açores do Inatel, pelo Sr. Prof. Urbano Bettencourt.
Estão na foto, Jorge Marroco, Fuzeta, Reis, António José, Medina, Prof. Urbano, Costa Pedro, Xalim, Anibal, José Maria e António Jorge.
Jogo com o Santa Clara, na Semana dos Baleeiros em 1982.
Em cima, da esquerda para a direita: João Manuel, Arnaldo, Roberto, Quaresma, João da Ponte, Osvaldo, José Fernandes e Clarêncio.
Pela mesma ordem: Rui, Paulo Alves, Medina, João Alemão, Paulo Dionisio, Daniel ( Ratão), Germano e Fernando.
terça-feira, março 23, 2010
Os "Melhores" treinadores de futebol deveriam estar a treinar os mais jovens?
Esta é uma questão que, com alguma frequência, se coloca quando abordamos o treino com jovens.
Será necessariamente difícil de esclarecer, qual o conceito de "melhor treinador", para treinar crianças e jovens. serão estes treinadores os mais populares ou os mais reconhecidos? Ou aqueles que ganharam os últimos campeonatos nacionais da 1ª divisão de seniores?
Treinar jovens não é o mesmo que treinar adultos. Para treinar jovens, é necessário ter motivação, e ser capaz de estabelecer uma relação com os jovens, e conhecer os métodos e os meios mais adequados para o seu desenvolvimento.
Será que o treinador dos seniores teria motivação, empenho e paciência para treinar os Infantis? Será que alcançaria os êxitos desejados com os mais jovens? Será que os clubes estariam dispostos a pagar mensalmente ao treinador dos Infantis, aquilo que ele aufere como treinador dos seniores?
Fazendo uma análise comparativa entre o ensino do futebol e a formação académica do cidadão comum, poderemos questionar: os professores catedráticos que leccionam nas universidades, é que deveriam estar a dar aulas nas escolas do ensino básico?
Deveremos ser realistas e evitar situações desajustadas, que só viriam perturbar o desenvolvimento do Futebol Infanto-Juvenil.
Os educadores/treinadores dos escalões de formação, terão de ser pessoas qualificadas, habilitadas a treinar jovens, com conhecimentos sobre as suas características e os métodos mais adequados para o seu desenvolvimento, que gostem e saibam lidar com os jovens, é que sejam devidamente reconhecidos e recompensados pelo dsempenho das suas funções.
Porém a realidade do Futebol Português, é que não são reconhecidos as capacidades dos treinadores que trabalham nos escalões de formação, por mais competentes que estes sejam, originando que se não passarem para o Futebol profissional, nunca irão ser reconhecidos do ponto de vista profissional, social e económico.
Para Rui Caçador (1998), qualquer treinador de seniores, ganha mais como prémio de jogo, do que o vencimento do melhor treinador da formação, o que leva a que actualmente, todo o treinador que treina os Juniores, esteja a pensar em ir treinar os escalões Seniores.
Rui Pacheco
Ensino do Futebol
Será necessariamente difícil de esclarecer, qual o conceito de "melhor treinador", para treinar crianças e jovens. serão estes treinadores os mais populares ou os mais reconhecidos? Ou aqueles que ganharam os últimos campeonatos nacionais da 1ª divisão de seniores?
Treinar jovens não é o mesmo que treinar adultos. Para treinar jovens, é necessário ter motivação, e ser capaz de estabelecer uma relação com os jovens, e conhecer os métodos e os meios mais adequados para o seu desenvolvimento.
Será que o treinador dos seniores teria motivação, empenho e paciência para treinar os Infantis? Será que alcançaria os êxitos desejados com os mais jovens? Será que os clubes estariam dispostos a pagar mensalmente ao treinador dos Infantis, aquilo que ele aufere como treinador dos seniores?
Fazendo uma análise comparativa entre o ensino do futebol e a formação académica do cidadão comum, poderemos questionar: os professores catedráticos que leccionam nas universidades, é que deveriam estar a dar aulas nas escolas do ensino básico?
Deveremos ser realistas e evitar situações desajustadas, que só viriam perturbar o desenvolvimento do Futebol Infanto-Juvenil.
Os educadores/treinadores dos escalões de formação, terão de ser pessoas qualificadas, habilitadas a treinar jovens, com conhecimentos sobre as suas características e os métodos mais adequados para o seu desenvolvimento, que gostem e saibam lidar com os jovens, é que sejam devidamente reconhecidos e recompensados pelo dsempenho das suas funções.
Porém a realidade do Futebol Português, é que não são reconhecidos as capacidades dos treinadores que trabalham nos escalões de formação, por mais competentes que estes sejam, originando que se não passarem para o Futebol profissional, nunca irão ser reconhecidos do ponto de vista profissional, social e económico.
Para Rui Caçador (1998), qualquer treinador de seniores, ganha mais como prémio de jogo, do que o vencimento do melhor treinador da formação, o que leva a que actualmente, todo o treinador que treina os Juniores, esteja a pensar em ir treinar os escalões Seniores.
Rui Pacheco
Ensino do Futebol
sábado, março 20, 2010
Vitória tirada a ferros...
Sábado, manhã espectacular para a pratica de futebol, sem chuva, sem vento e sem frio.... Jogo entre dois rivais da mesma cidade, que se apresentaram com um objectivo muito comun, não perder o jogo. As equipas na fase inicial entraram, um pouco receosas, estudando-se e procurando a melhor forma de chegar à baliza do adversário. Quero salientar, que este jogo teve duas etapas distintas. uma primeira parte onde a minha equipa mandou e se não fosse a excelente exibição do guarda redes do U.Micaelense e alguma displicênçia dos meus avançados, tinhamos ido para o intervalo com um resultado muito vantajoso. Na segunda parte foi diferente, o União subiu mais no terreno, as transiçoes ofensivas estavam a sair melhor e como era natural, ficamos com menos espaço para explorarmos o nosso futebol. Na minha oponião e contra a corrente do jogo, o nosso adversãrio adiantou-se no mercador. Senti que a minha equipa por uns momentos ficou "atordoada", não esperando que tivesse acontecido uma coisa destas, depois de tudo o que fizémos.Mas no futebol, existe uma máxima, quem não marca acaba por sofrer... Passado pouco tempo, e pelo Russel Sousa, fizémos o empate, o que veio dar mais justiça ao resultado. Apartir daqui e depois da expulsão do meu jogador, que ao ser ultrapassado, tocou num adversário, que ia isolar-se para nossa baliza, num esforço tremendo e com uma vontade enorme em dar a volta ao resultado, partimos para cima do adversário e mesmo em cima da hora, fizemos o 1-2 pelo Miguel Botelho. Resultado muito justo, por tudo aquilo que fizemos, mas reconheço que a sorte que não tivemos no jogo anterior, depois de tudo o que nos aconteçeu, esteve connosco. Boa arbitragem, ficando uma duvida no lançe da expulsão. Quero realçar o FAIR PLAY que as equipas tiveram durante todo o jogo.
quinta-feira, março 18, 2010
Qual tipo de educador/treinador de futebol ideal para os jovens?
Será o indivíduo que, simultaneamento, possua experiência como praticante desportivo e tenha uma formação própria que o habilite a treinar jovens futebolistas.
Deverá ser um educador que, possua sólidos conhecimentos de Futebol, que goste de trabalhar e que consiga estabelecer uma boa relação com os jovens; que seja conhecedor das suas diferentes fases de desenvolvimento e que conheça os meios e os métodos mais adequados para o desenvolvimento integral dos jovens.
O treinador é uma " Figura Central" de um vasto e complexo sistema de relações e de influências que compõe a actividade desportiva.
O educador/treinador, atravês de tudo aquilo que faz, educa e forma seres humanos, e constitui um modelo para todos aqueles com quem trabalha no dia a dia. As suas influências exercem-se directamente sobre os jovens futebolistas e indirectamente sobre aqueles que o rodeiam, treinadores-adjuntos, médicos, enfermeiros, dirigentes, pais e espectadores.
Para Barata (1999), o treinador deve constituir um bom exemplo e um bom modelo para o praticante desportivo, fundamentalmente junto das crianças e jovens, na medida que estes se encontram na fase de formação da sua personalidade e de aquisição de valores e referências determinantes para a sua vida futura. Por isso o treinador deve ter consciência do impacto que as suas opções e prioridades provocam nas crianças e nos jovens que treina, já que os jovens são facilmente influenciàveis e diariamente são confrontados com novas experiências e situações.
O educador/treinador, por aquilo que é e pelo que faz, exerce uma forte influência e modela o comportamento dos seus joagdores, sendo a sua acção por vezes mais forte que a dos seus prórios pais.
Na nossa actividade como educador/treinador de jovens, temos por hábito, inquirir os jovens sobre o seu desenvolvimento escolar. Um dos jovens informou-nos que havido tirado quatro negativas e faltando à verdade ao pai, disse-lhe que havido tirado apenas uma. Mais tarde, o pai do jovem apercebendo-se da verdade dos factos, dirigiu-se a nós com um ar muito triste, dizendo-nos que tratava tão bem e fazia tanto pelo seu filho, que não entendia porque é que o filho tinha mais respeito pelo treinador do que pelo seu prório pai.
Ainda sobre as influência dos treinadores, achamos particularmente interessante a ideia transmitida por Woods (1985, citado por Barata, 1998), acerca da influência do treinador sobre uma equipa de jovens, referindo que o treinador é uma das mais potentes referências para a identificação de um jovem. Ele simboliza a força, a capacidade competitiva e a independência que os jovens procuram desesperadamente atingir.
Refere ainda o mesmo autor que o treinador deveria ser avaliado e pago, não pelas vitórias ou derrotas alcançadas pelas suas equipas, mas em termos de ser humano que ele ajudou a construir.
Rui Pacheco
O ensino do futebol 7
Deverá ser um educador que, possua sólidos conhecimentos de Futebol, que goste de trabalhar e que consiga estabelecer uma boa relação com os jovens; que seja conhecedor das suas diferentes fases de desenvolvimento e que conheça os meios e os métodos mais adequados para o desenvolvimento integral dos jovens.
O treinador é uma " Figura Central" de um vasto e complexo sistema de relações e de influências que compõe a actividade desportiva.
O educador/treinador, atravês de tudo aquilo que faz, educa e forma seres humanos, e constitui um modelo para todos aqueles com quem trabalha no dia a dia. As suas influências exercem-se directamente sobre os jovens futebolistas e indirectamente sobre aqueles que o rodeiam, treinadores-adjuntos, médicos, enfermeiros, dirigentes, pais e espectadores.
Para Barata (1999), o treinador deve constituir um bom exemplo e um bom modelo para o praticante desportivo, fundamentalmente junto das crianças e jovens, na medida que estes se encontram na fase de formação da sua personalidade e de aquisição de valores e referências determinantes para a sua vida futura. Por isso o treinador deve ter consciência do impacto que as suas opções e prioridades provocam nas crianças e nos jovens que treina, já que os jovens são facilmente influenciàveis e diariamente são confrontados com novas experiências e situações.
O educador/treinador, por aquilo que é e pelo que faz, exerce uma forte influência e modela o comportamento dos seus joagdores, sendo a sua acção por vezes mais forte que a dos seus prórios pais.
Na nossa actividade como educador/treinador de jovens, temos por hábito, inquirir os jovens sobre o seu desenvolvimento escolar. Um dos jovens informou-nos que havido tirado quatro negativas e faltando à verdade ao pai, disse-lhe que havido tirado apenas uma. Mais tarde, o pai do jovem apercebendo-se da verdade dos factos, dirigiu-se a nós com um ar muito triste, dizendo-nos que tratava tão bem e fazia tanto pelo seu filho, que não entendia porque é que o filho tinha mais respeito pelo treinador do que pelo seu prório pai.
Ainda sobre as influência dos treinadores, achamos particularmente interessante a ideia transmitida por Woods (1985, citado por Barata, 1998), acerca da influência do treinador sobre uma equipa de jovens, referindo que o treinador é uma das mais potentes referências para a identificação de um jovem. Ele simboliza a força, a capacidade competitiva e a independência que os jovens procuram desesperadamente atingir.
Refere ainda o mesmo autor que o treinador deveria ser avaliado e pago, não pelas vitórias ou derrotas alcançadas pelas suas equipas, mas em termos de ser humano que ele ajudou a construir.
Rui Pacheco
O ensino do futebol 7
Subscrever:
Mensagens (Atom)



