Sábado, 28 de Agosto de 2010
Desporto: Torneio de Veteranos em futebol
1º classificado - Grupo Desportivo da Piedade
TORNEIO DAS LAJES DO PICO EM VETERANOS:
GD Piedade vence torneio quadragular das Lajes do Pico
Inserido nas festividades da ''Semana dos Baleeiros'', realizou-se na passada quinta (26) e sexta-feira (27), o Torneio Quadrangular de futebol das Lajes do Pico em veteranos, que contou com a presença, do Clube Desportivo Lajense, Clube Desportivo da Piedade, Clube Desportivo Santa Clara de São Miguel e do Clube Desportivo Velense de São Jorge.
2º classificado - Clube Desportivo Lajense
O vencedor do torneio foi a equipa picoense do Grupo Desportivo da Piedade que venceu os dois encontros disputados.
No âmbito do Torneio de Veteranos foi homenageado José Manuel Medina, um lajense que iniciou a sua actividade desportiva no Clube Desportivo Lajense e ingressou mais tarde no Clube Desportivo de Santa Clara, sendo actualmente treinador de formação no mesmo clube.
Recebeu das mãos do capitão da equipa do Desportivo Lajense uma placa com um rabo de baleia oferta da CM das Lajes do Pico.
A primeira jornada a equipa do Lajense recebeu o Santa Clara e empatou a duas bolas.
Ao intervalo 1-1 - Os golos foram marcados, 1-0 de autogolo, Paulo Andrade empatou para o Santa Clara, Luis Filipe fez 1-2 para o Sta. Clara e o Lajense empatou nos derradeiros minutos da partida 2-2 por Deodato Azevedo.
3º classificado - Clube Desportivo Santa Clara
No segundo jogo, a equipa do GD Piedade venceu o CD Velense por quatro bolas a duas.
Ao intervalo 2-1 para o Piedade - Os marcadores foram os seguintes: Para o Piedade Duarte Silva apontou 3 golos e Ruben Peixoto marcou 1. Para o Desportivo Velense, Oscar Melo e Gilinho apontaram ambos um golo.
4º classificado - Clube Desportivo Velense.
Na segunda jornada o Piedade ganhou ao Santa Clara por 1-0, com o golo apontado ainda na primeira parte por Ruben Peixoto. No derradeiro encontro o Lajente venceu o Velense por 2-0, com goloos de Rui Barrias e Jason Machado já no segundo tempo.
Resultados da 1ª jornada:
CD Lajense, 2 - Santa Clara, 2
GD Piedade, 4 - CD Velense, 2
Resultados da 2ª Jornada:
GD Piedade, 1 - Santa Clara, 0
CD Lajense, 2 - CD Velense, 0
CLASSIFICAÇÃO FINAL:
1º GD Piedade ....... 11 pontos
2º CD Lajense ........ 8
3º Santa Clara ........ 3
4º CD Velense ........ 2
Vencedor: GD Piedade.
NB- Regras do torneio: 3 pontos por vitória, 1 por empate e zero por derrota + 1 ponto por cada golo marcado.
Por: João G. Silva (Na ilha do Pico-Açores)
Publicada por João G. Silva em 05:30 0 comentários
Reportagem do http://omilhafre-noticias.blogspot.com/
Do Jornalista Açoriano João G.Silva, radicado no Canada.
segunda-feira, outubro 25, 2010
terça-feira, outubro 12, 2010
COISAS DA NET.....
Realmente a net veio revolucionar o nosso tempo: para o bem e para mal. Ao consultar o facebook, encontrei uns amigos, colegas de selecção e adversários do tempo que era jogador juvenil do F.C.Madalena. Estou a falar do Guido Duarte e do Carlos Lourenço, ambos jogadores do Fayal Sport Clube. O Guido encontra-se no continente, e é medico de profissão, enquanto o Carlos Lourenço esta nos Estados Unidos da América. Como era natural colocamos a conversa em dia, relembrando tempos passados, quer como adversários, quer como colegas da selecção da Horta. Fiquei bastante feliz em saber que estão todos bem, inclusive, falou-se de outros, como por exemplo, do Jaime Marcos, Betinho, Cipriano, Monteiro e Rogério Contente.
Quero também salientar que no mesmo sitie, encontrei o meu grande amigo Zé Guilherme, jogámos juntos no Clube União Faialense / USA e o meu primo Rui Baptista, arbitro de futebol do nosso tempo, que se encontra também nos Estados Unidos.
Espero que um dia haja um encontro com esta malta toda, porque temos muito que conversar......
Medina
Quero também salientar que no mesmo sitie, encontrei o meu grande amigo Zé Guilherme, jogámos juntos no Clube União Faialense / USA e o meu primo Rui Baptista, arbitro de futebol do nosso tempo, que se encontra também nos Estados Unidos.
Espero que um dia haja um encontro com esta malta toda, porque temos muito que conversar......
Medina
segunda-feira, setembro 27, 2010
ALGUEM APOSTOU QUE IA ESTAR COMO EU....BARRIGAS IGUAIS (HIhihihi).
Mas alguem de bom senso acredita que vou perder esta aposta? Acreditem que vai ser um jantar de arromba...até vai meter vinho do Valverde( Hihihihihih)
A PARTIDA QUE ME FIZERAM....HOMENAGEM.
Parte II
Depois de organizarmos tudo como deve ser, partimos do aeroporto rumo as Lajes. Fomos em três carrinhas e em dois carros particulares e ficamos acomodados na Escola Secundaria, onde estava à nossa espera o incansável Pedro. Arrumadas as malas nas salas, fomos almoçar ao restaurante Lagoa, onde estava o meu amigo Tomas, agora dono daquele espaço. Após um bom repasto e recebermos o programa do torneio, saímos para dar um passeio pela Vila.
Quero-vos dizer que ficaram bem instalados e com uma localização magnifica, com o mar a 200 metros. Alguns neste espaço de tempo, foram dar um mergulho nas águas da Maré. Como fizeram sempre ate voltarem para S.Miguel.
Chegou a hora mais aguardada por mim, onde a emoção tomou conta dos meus pensamentos. Fiz uma retrospectiva de toda a minha vida desportiva, naquele curto espaço de tempo. Estava no lugar certo e com as pessoas que mais desejava estar. Mas faltava algo para que tudo se complementa-se...meu Pai. Era a pessoa que mais queria estar naquele momento, porque foi sempre o meu apoio ao longo da vida, como iria ser...não sei, mas concerteza que ia ser um momento memorável para nos dois.
Estou a falar do primeiro jogo do torneio, entre o Lajense e o Santa Clara. Jogo com um significado enorme para mim, porque foi do lajense que parti para o Santa Clara, no ano de 1983.
Na altura tinha ficado combinado que iria dar só o pontapé de saída, porque tinha feito uma cirurgia à pouco tempo e estava ainda com os pontos no corpo e como era lógico não ia fazer algo que depois me prejudicasse. Mas como o vicio é tanto e o momento era tão especial , nem me lembrei de nada e joguei para ai uns 10 a 15 minutos ( Não joguei nada de jeito) mas pronto fiz o meu dever...
Quero salientar que não estava para jogar, nem para me equipar por nenhuma equipa, por respeito a ambas, mas como pediram para o fazê-lo pelo Santa Clara, não poderia recusar, depois do esforço que fizeram para estarem comigo.
Estando nas devidas condições, iria jogar uma parte por cada equipa, mas o destino não me ajudou a fazer aquilo que mais desejava. Lembro que o meu amigo Osvaldo veio me convidar para jogar pelo Lajense no segundo jogo do torneio, mas como já expliquei, não estava em condicões.
Em relação ao jogo em si, julgo que foi muito bem jogado, com jogadas de bom recorte técnico, feitas por excelentes jogadores de ambas as equipas e o resultado não podia ser melhor do que foi...um empate.
No segundo jogo da noite o Piedade venceu o Desportivo Velense por 4-2, onde estavam jogadores do meu tempo, entre os quais o Duarte, o Rui e o meu grande amigo Domenique do Velense.
Naturalmente que durante a noite estivemos a conviver e a colocar as conversas em dia, como era logico e, ao mesmo tempo aproveitar a festa e os concertos musicais, dados pelas bandas locais que foram espectaculares, mesmo com o tempo um pouco agreste.
Medina
domingo, setembro 19, 2010
sábado, setembro 18, 2010
A PARTIDA QUE ME FIZERAM....HOMENAGEM.
PARTE 1
Regressado a Ponta Delgada, depois de umas ferias bem passadas na minha terra natal, chegou ao momento de escrever algo sobre a homenagem que me fizeram. Ela foi realizada pela Câmara Municipal das Lajes do Pico, durante a semana dos baleeiros, para ficarmos bem esclarecidos sobre quem a realizou!
Antes de começar a debitar palavras, quero agradecer do fundo do meu coração ao presidente e ao vereador da Câmara Municipal, Roberto Silva e Mário Tome, como também ao Prof.Pedro, da empresa municipal e a todas as outras pessoas envolvidas e presentes nesta singela festa, mas muito marcante para mim.Sei que foi o reconhecimento de alguma coisa que fiz em prol do desporto, como também sei que foi mais pela pessoa humilde que sou.
Nas ferias do ano passado, e nos tais treinos dos veteranos do Lajense, o meu amigo Pedro, numa conversa amena sugeriu a possibilidade de o Santa Clara vir ao Pico na semana dos baleeiros, mas que ficaria sempre dependente das eleições que se iriam realizar. Trocamos numero de telemóveis e fiquei aguardar por novidades.
Num belo dia e após alguns contactos entre nós, recebo uma chamada do Pedro a confirmar que a nossa ida estava garantida e que gostaria de saber da nossa disponibilidade. Na altura já tinha dado conhecimento aos meus colegas do Santa Clara que anuíram a esta ideia, mas como tudo, tinha que os informar destes dados novos. Logo de imediato, contactei-os, para saber a possibilidade da nossa ida ao Pico, na data proposta pelo Pedro. Quero-vos dizer que foi logo aceite, mas, como era natural teríamos que fazer uma reunião para acertar os pormenores da viagem. Naturalmente que fui a ponte nestas conversações, mas longe de mim pensava no que me estavam a preparar.
Infelizmente por motivos de saúde, estive ausente da região e mesmo longe estive sempre em contacto com ambas as partes para que a nossa ida fosse uma realidade. Chegou a uma altura que pensei que a minha presença não ia ser possível, porque, como atrás mencionei estava em Lisboa, num outro jogo da vida e, estava a ver que não conseguia estar nas Lajes na semana dos baleeiros.
Entretanto, na segunda feira, dia 23 de Agosto, estando eu ainda em Ponta Delgada, porque regressei de Lisboa no dia 20 de Agosto, fui a um treino dos iniciados do Santa Clara ( Onde também faço parte da equipa técnica), e onde estava presente o jornalista Acácio Mateus, que me chamou para fazer-me uma entrevista para a RDP Açores, e onde me falou da Homenagem que se ia realizar. Fui apanhado de surpresa, mas falei como já soubesse de tudo, mas não sabia. Foi um momento complicado para mim, mas penso que me sai bem?
Cheguei ao Pico na quarta feira de Lurdes, mas devia ter vindo um dia antes...perdi o avião. Após a minha
chegada ás Lajes, entrei em contacto com o Pedro, conforme o combinado. No meio da nossa conversa, sugeri que iria ao aeroporto esperar pelo Santa Clara, porque ficava muito bem da minha parte que o fizesse. Acreditem que ao ver os meus amigos saírem do avião as lágrimas vieram-me aos olhos, por motivos que não vale a pena mencionar aqui.
...../
Medina
Regressado a Ponta Delgada, depois de umas ferias bem passadas na minha terra natal, chegou ao momento de escrever algo sobre a homenagem que me fizeram. Ela foi realizada pela Câmara Municipal das Lajes do Pico, durante a semana dos baleeiros, para ficarmos bem esclarecidos sobre quem a realizou!
Antes de começar a debitar palavras, quero agradecer do fundo do meu coração ao presidente e ao vereador da Câmara Municipal, Roberto Silva e Mário Tome, como também ao Prof.Pedro, da empresa municipal e a todas as outras pessoas envolvidas e presentes nesta singela festa, mas muito marcante para mim.Sei que foi o reconhecimento de alguma coisa que fiz em prol do desporto, como também sei que foi mais pela pessoa humilde que sou.
Nas ferias do ano passado, e nos tais treinos dos veteranos do Lajense, o meu amigo Pedro, numa conversa amena sugeriu a possibilidade de o Santa Clara vir ao Pico na semana dos baleeiros, mas que ficaria sempre dependente das eleições que se iriam realizar. Trocamos numero de telemóveis e fiquei aguardar por novidades.
Num belo dia e após alguns contactos entre nós, recebo uma chamada do Pedro a confirmar que a nossa ida estava garantida e que gostaria de saber da nossa disponibilidade. Na altura já tinha dado conhecimento aos meus colegas do Santa Clara que anuíram a esta ideia, mas como tudo, tinha que os informar destes dados novos. Logo de imediato, contactei-os, para saber a possibilidade da nossa ida ao Pico, na data proposta pelo Pedro. Quero-vos dizer que foi logo aceite, mas, como era natural teríamos que fazer uma reunião para acertar os pormenores da viagem. Naturalmente que fui a ponte nestas conversações, mas longe de mim pensava no que me estavam a preparar.
Infelizmente por motivos de saúde, estive ausente da região e mesmo longe estive sempre em contacto com ambas as partes para que a nossa ida fosse uma realidade. Chegou a uma altura que pensei que a minha presença não ia ser possível, porque, como atrás mencionei estava em Lisboa, num outro jogo da vida e, estava a ver que não conseguia estar nas Lajes na semana dos baleeiros.
Entretanto, na segunda feira, dia 23 de Agosto, estando eu ainda em Ponta Delgada, porque regressei de Lisboa no dia 20 de Agosto, fui a um treino dos iniciados do Santa Clara ( Onde também faço parte da equipa técnica), e onde estava presente o jornalista Acácio Mateus, que me chamou para fazer-me uma entrevista para a RDP Açores, e onde me falou da Homenagem que se ia realizar. Fui apanhado de surpresa, mas falei como já soubesse de tudo, mas não sabia. Foi um momento complicado para mim, mas penso que me sai bem?
Cheguei ao Pico na quarta feira de Lurdes, mas devia ter vindo um dia antes...perdi o avião. Após a minha
chegada ás Lajes, entrei em contacto com o Pedro, conforme o combinado. No meio da nossa conversa, sugeri que iria ao aeroporto esperar pelo Santa Clara, porque ficava muito bem da minha parte que o fizesse. Acreditem que ao ver os meus amigos saírem do avião as lágrimas vieram-me aos olhos, por motivos que não vale a pena mencionar aqui.
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Medina
quinta-feira, setembro 16, 2010
AS INSTITUIÇÕES LAJENSES.
Foi com bastante agrado que constatei que a Filarmónica Liberdade Lajense, é dirigida por uma direcção, composta na sua maioria por gente jovem, com ideias e projectos novos, o que poderá trazer outra mais valia a esta instituição com quase 150 anos da sua existência.
Como pouca gente sabe, fui em tempos tocador desta banda, mas porque o meu vicio era o futebol tive que optar por este, como muita pena minha.
Independentemente de quem esteja à frente e qual seja a sua cor politica, julgo que deveriam ser muito acarinhados e apoiados neste mandato.
O futuro das nossas instituições, quer desportivas quer culturais, estão nos jovens e, se esta tiver sucesso, como espero, concerteza que muitos mais irão aparecer e o futuro esta garantido.
Porque não querendo fugir para outra temática que não a desportiva, peguei neste exemplo para falar novamente do lajense. Por aquilo que presenciei e falei com as pessoas, existe uma grande vontade de colocar o Lajense novamente na serie Açores.
Penso que nunca houve uma conjectura politica como agora para que isso aconteça, mas como tudo, é necessário mais pessoas para que este projecto tenha sucesso.
Um clube de futebol precisa de estar bem estruturado e organizado de forma a conseguir os seus objectivos, numa forma gradual e sustentada, mas para que isso aconteça, precisa como é logico das pessoas.
Por aquilo que sei, o clube vive muito da boa vontade de 3 ou 4 , o que à partida o vai condicionar, porque, o cansaço e a saturação vai ser um grande handicap.
Julgo que este processo deveria ser liderado pela Câmara Municipal, reunindo com as pessoas e fazendo ver que sem elas nada poderá ser feito. Tem a palavra as pessoas das Lajes....
Medina
Como pouca gente sabe, fui em tempos tocador desta banda, mas porque o meu vicio era o futebol tive que optar por este, como muita pena minha.
Independentemente de quem esteja à frente e qual seja a sua cor politica, julgo que deveriam ser muito acarinhados e apoiados neste mandato.
O futuro das nossas instituições, quer desportivas quer culturais, estão nos jovens e, se esta tiver sucesso, como espero, concerteza que muitos mais irão aparecer e o futuro esta garantido.
Porque não querendo fugir para outra temática que não a desportiva, peguei neste exemplo para falar novamente do lajense. Por aquilo que presenciei e falei com as pessoas, existe uma grande vontade de colocar o Lajense novamente na serie Açores.
Penso que nunca houve uma conjectura politica como agora para que isso aconteça, mas como tudo, é necessário mais pessoas para que este projecto tenha sucesso.
Um clube de futebol precisa de estar bem estruturado e organizado de forma a conseguir os seus objectivos, numa forma gradual e sustentada, mas para que isso aconteça, precisa como é logico das pessoas.
Por aquilo que sei, o clube vive muito da boa vontade de 3 ou 4 , o que à partida o vai condicionar, porque, o cansaço e a saturação vai ser um grande handicap.
Julgo que este processo deveria ser liderado pela Câmara Municipal, reunindo com as pessoas e fazendo ver que sem elas nada poderá ser feito. Tem a palavra as pessoas das Lajes....
Medina
quarta-feira, setembro 01, 2010
Lajense e Santa Clara homenageiam Medina
Notícias / Desporto
Lajense e Santa Clara homenageiam Medina
Publicado: 2010-08-25 17:46:44
Actualizado: 2010-08-25 17:46:44
Por: RTP Açores
Foto: Acácio Mateus
Medina é homenageado aos 47 anos por dois clubes que representou enquanto sénior
Lajense e Santa Clara homenageiam Medina
0 twitter
Ponta-de-lança é distinguido pelos dois clubes por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes. Jogo entre os veteranos traz à memória tempos de saudade.
O futebol nos Açores criou ao longo dos tempos jogadores que se evidenciaram nos clubes das suas terras de origem e muitos deles ultrapassaram interna e externamente as barreiras da insularidade. José Medina, natural da ilha do Pico, é um desses exemplos.
Cresceu para o futebol no Madalena, emblema onde fez toda a formação e cumpriu uma época nos seniores ainda com idade júnior. Depois, aos 18 anos, emigrou por um período de seis meses para a América onde manteve a prática desportiva no União Faialense e no LASA. Regressou posteriormente à ilha montanha onde jogou época e meia no Lajense.
As suas qualidades já despertavam a cobiça dos emblemas de referência em São Miguel e com a sua vinda para trabalhar na Electricidade dos Açores o Santa Clara ganhou a corrida à contratação do ponta-de-lança que na carreira marcou mais de duzentos golos.
José Medina representou os encarnados de Ponta Delgada durante sete temporadas e em São Miguel também jogou pelo Operário, União Micaelense, Vasco da Gama e Marítimo. Uma década de actividade no futebol sénior antes de pendurar as botas aos 27 anos.
E são precisamente os clubes que mais tempo representou enquanto sénior que o vão homenagear nesta quinta-feira, dia 26, por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes, inseridas na Semana do Baleeiro, na ilha do Pico. Os veteranos do Lajense e do Santa Clara vão realizar um jogo particular com início marcado para as 20.30 horas, no campo das Lajes.
Uma homenagem que orgulha José Medina. «Só se fazem homenagens em prol de alguém que fez algo. Não é que tenha feito algo do outro mundo mas considero que será uma forma de reconhecerem o meu passado desportivo porque passados tantos anos mais ninguém conseguiu fazer o que eu fiz», disse.
A cerimónia carrega um forte simbolismo e traz para a actualidade memórias de tempos idos. «Vivi e ainda vivo muito o futebol. Quando era jovem perdi muita coisa por causa do futebol e hoje, vinte anos depois de ter deixado de jogar, continuo a sentir saudades do treino, do jogo, dos ambientes, das amizades, de tudo…», referiu.
Com um passado rico em termos desportivos, José Medina não esquece a «subida à II divisão B», considerando-a como um «momento marcante». Jaime Graça era o treinador e no plantel pontificavam jogadores como Albano, José João, José Manuel, Lúcio Salsa, Barata, Pessanha e Eduíno.
Uma vez ligado ao futebol, para sempre ligado ao desporto-rei e nem o afastamento de dois o fez cair no esquecimento. O regresso à modalidade aconteceu num momento que recorda com um brilho nos olhos. «Estava a construir a minha casa e tinha ido a uma loja de ferragens comprar materiais. Estava lá o Miguel Ferreira que me propôs treinar os infantis do União Micaelense. Não recusei. Depois disso ainda trabalhei nas selecções jovens da Associação de Futebol de Ponta Delgada antes de regressar ao Santa Clara».
Mas enganam-se aqueles que pensam que Medina é um treinador da formação. «Ambiciono ir mais além, quem sabe um dia treinar uma equipa sénior e reunir muitos dos jogadores que ajudei a formar. Ainda hoje vejo com agrado que atletas como o Clemente, o Pacheco e o Fonseca me cumprimentam com entusiasmo. É sinal de que terei sido importante para eles», observou.
Acácio Mateus
Lajense e Santa Clara homenageiam Medina
Publicado: 2010-08-25 17:46:44
Actualizado: 2010-08-25 17:46:44
Por: RTP Açores
Foto: Acácio Mateus
Medina é homenageado aos 47 anos por dois clubes que representou enquanto sénior
Lajense e Santa Clara homenageiam Medina
0 twitter
Ponta-de-lança é distinguido pelos dois clubes por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes. Jogo entre os veteranos traz à memória tempos de saudade.
O futebol nos Açores criou ao longo dos tempos jogadores que se evidenciaram nos clubes das suas terras de origem e muitos deles ultrapassaram interna e externamente as barreiras da insularidade. José Medina, natural da ilha do Pico, é um desses exemplos.
Cresceu para o futebol no Madalena, emblema onde fez toda a formação e cumpriu uma época nos seniores ainda com idade júnior. Depois, aos 18 anos, emigrou por um período de seis meses para a América onde manteve a prática desportiva no União Faialense e no LASA. Regressou posteriormente à ilha montanha onde jogou época e meia no Lajense.
As suas qualidades já despertavam a cobiça dos emblemas de referência em São Miguel e com a sua vinda para trabalhar na Electricidade dos Açores o Santa Clara ganhou a corrida à contratação do ponta-de-lança que na carreira marcou mais de duzentos golos.
José Medina representou os encarnados de Ponta Delgada durante sete temporadas e em São Miguel também jogou pelo Operário, União Micaelense, Vasco da Gama e Marítimo. Uma década de actividade no futebol sénior antes de pendurar as botas aos 27 anos.
E são precisamente os clubes que mais tempo representou enquanto sénior que o vão homenagear nesta quinta-feira, dia 26, por ocasião das festas de Nossa Senhora de Lurdes, inseridas na Semana do Baleeiro, na ilha do Pico. Os veteranos do Lajense e do Santa Clara vão realizar um jogo particular com início marcado para as 20.30 horas, no campo das Lajes.
Uma homenagem que orgulha José Medina. «Só se fazem homenagens em prol de alguém que fez algo. Não é que tenha feito algo do outro mundo mas considero que será uma forma de reconhecerem o meu passado desportivo porque passados tantos anos mais ninguém conseguiu fazer o que eu fiz», disse.
A cerimónia carrega um forte simbolismo e traz para a actualidade memórias de tempos idos. «Vivi e ainda vivo muito o futebol. Quando era jovem perdi muita coisa por causa do futebol e hoje, vinte anos depois de ter deixado de jogar, continuo a sentir saudades do treino, do jogo, dos ambientes, das amizades, de tudo…», referiu.
Com um passado rico em termos desportivos, José Medina não esquece a «subida à II divisão B», considerando-a como um «momento marcante». Jaime Graça era o treinador e no plantel pontificavam jogadores como Albano, José João, José Manuel, Lúcio Salsa, Barata, Pessanha e Eduíno.
Uma vez ligado ao futebol, para sempre ligado ao desporto-rei e nem o afastamento de dois o fez cair no esquecimento. O regresso à modalidade aconteceu num momento que recorda com um brilho nos olhos. «Estava a construir a minha casa e tinha ido a uma loja de ferragens comprar materiais. Estava lá o Miguel Ferreira que me propôs treinar os infantis do União Micaelense. Não recusei. Depois disso ainda trabalhei nas selecções jovens da Associação de Futebol de Ponta Delgada antes de regressar ao Santa Clara».
Mas enganam-se aqueles que pensam que Medina é um treinador da formação. «Ambiciono ir mais além, quem sabe um dia treinar uma equipa sénior e reunir muitos dos jogadores que ajudei a formar. Ainda hoje vejo com agrado que atletas como o Clemente, o Pacheco e o Fonseca me cumprimentam com entusiasmo. É sinal de que terei sido importante para eles», observou.
Acácio Mateus
sábado, agosto 21, 2010
quinta-feira, julho 29, 2010
A GRANDE VIAGEM À CALIFÓRNIA.
As minhas histórias.............
O Futebol Clube da Madalena programou uma viajem à Califórnia no verão de 1979. A partida para São Francisco foi no mês de Agosto, logo no seu inicio.
Eu estava num dilema, porque no mês de Abril, estive a representar a selecção da Associação de Futebol da Horta, no torneio da Pascoa, realizado no Faial, com a participação das selecções de juvenis de São Miguel, Terceira e Selecção Nacional, composta por jogadores que mais tarde fizeram furor no futebol Português, entre os quais estava o Venâncio, Bandeirinha, Victor Nódoa e outros.
Como o torneio correu-me bastante bem, comecei a partir daqui a receber diversos convites para representar outros clubes, entre os quais do F.C.Porto, Santa Clara, Lusitânia, falava-se no Benfica e que iria representar a selecção Nacional, o que me veio baralhar por completo a minha ida à Califórnia e a minha tranquilidade do dia à dia.
Lembro-me que tivemos, em minha casa, com os meus pais algumas conversas, sobre o que iríamos fazer ao meu futuro como jogador de futebol e como homem. Era muito jovem e meus pais não estavam muito de acordo com a minha saída de casa tão cedo, mas mesmo assim, meu Pai não se oponha à minha ida para o Porto só que, minha mae tinha que ir comigo. O tempo foi passando, por vezes estava com muita vontade de ir e de outras, ficava apreensivo. Esqueci dos convites e renovei contrato com o F.C.Madalena ( porque são iam jogadores que tivessem assinado), porque queria ir à Califórnia. Nunca pensando que se fosse para o F.C.Porto podia ter ido muitas mais vezes para as Califórnias, e poderia ter tido outra carreira, mas enfim….
Mas vamos ao que interessa para esta história. Antes de regressarmos ao Pico, fizemos o nosso ultimo jogo de despedida em S. Leandro. Logicamente que depois dos jogos que realizamos havia sempre grandes banquetes. Mas este era diferente porque era o adeus a uma terra fantástica, e por isso havia uma atmosfera de alegria mas também de alguma tristeza. Depois do jogo houve um grande jantar e um grande baile, baile esse abrilhantado por um conjunto da zona mas que tinha um cantor da Ribeirinha do Pico ( Não recordo do nome...), radicado na zona à muito tempo.
Eu e o Mário Nogueira, ficamos na casa do amigo Manuel, cunhado de meu tio José Medeiros , mestre das lanchas do Pico. Bela casa, bela gente, não faltava mesmo nada. Lembro-me de ouvir relatos de futebol de Portugal na garagem dele logo pela manha. A diferença horaria era de 7 horas e ouvindo um Sporting, Porto tão cedo fazia-me muita confusão. Recordo-me que foi no ano que os jogadores craques do Porto fizeram greve e vieram a Alvalade com uma equipa mais débil, mesmo assim, ganharam o jogo por 2-0, golos de Albertino. Meu amigo Manuel Ficou doente porque o seu Sporting, levou na “ cabeça”. Voltando à festa, depois de comermos e dançarmos à grande, preparamos para voltar a casa, que ficava em São José. O Manuel tinha uma Caravana, em que podia levar muita gente. Na cabine da frente ia o Manuel, a Alice ( esposa ) e atrás íamos uns quantos, entre eles o José António Soares, Mário Nogueira, Renato, Guido, filha do Manuel , algumas amigas e a minha pessoa.
Entrámos no Freeway e passado pouco tempo o motor do carro começou a aquecer demais o que obrigou-nos a estacionar na faixa de segurança. Saímos todos do carro para saber o que se passava. O carro nada de pegar e resolvemos pedir ajuda a quem ia passando. Passado pouco tempo, nesta altura ainda não havia telemóveis, parou um carro, com um casal de mexicanos. O Manuel falou com eles a dizer o que se passava, e se podiam fazer o favor de irem a uma “ Garestacion” e mandar um reboque para levar o nosso carro. Foram muito simpáticos e disseram-nos que iam nos ajudar.
Como estava um pouco frio voltamos para dentro da nossa caravana, esperando pela abençoada ajuda dos mexicanos. Eu fiquei mesmo na porta de saída, com ela um pouco aberta, para indo vendo quando chegava o reboque e o movimento na estrada, estou falando para ai umas 3 horas da manha.
Estava eu na minha missão, quando de repente veijo um grande alvoroço de carros da policia, parando uns atrás dos outros, com as luzes acesas, portas abertas, armas de fora e prontas a disparar. Parecia um filme de Hollywood. Pensamos que não era nada connosco. Quando não é o nosso espanto, um carro ficou mesmo atrás do nosso e de repente oiço uma voz potente e nervosa de um policia americano “Ganes, Ganes Ganes” , mandaram-nos sair rápido do carro, mãos no alto, nada de movimentos bruscos e fomos revistados um a um.
A coisa esteve feia por uns momentos, porque a policia americana não brinca em serviço e tememos o pior. O Manuel só dizia que não tínhamos ganes, que o carro estava avariado e que tínhamos pedido ajuda a uns mexicanos, mas não estava nada fácil. Eu tremia de medo e de nervos, nem podia falar. Depois de um certo tempo e após revistarem o carro de alto abaixo o ambiente ficou mais calmo e ai o Manuel conseguiu explicar o que tinha acontecido, e que nós éramos Portugueses, e que iríamos voltar no dia seguinte a Portugal.
O que aconteceu para haver esta confusão toda. Os mexicanos em vez de irem ao lugar que pedimos, foram, mas foi à policia dizer que nós tínhamos armas e que os tinham ameaçado. Partimos todos a rir e prontificaram-se logo para nos ajudar. Viemos todos em carros da policia americana, eu ia na frente porque tinha as pernas grandes, arma pendurada ao meu lado, policia maior do que eu, era um espectáculo.
Deixaram-nos numa zona da cidade e disseram-nos se fosse preciso alguma coisa era só contacta-los. Depois amigos nossos, deram-nos boleia para os lugares onde estávamos hospedados e preparamos para regressar o Pico. Claro que a conversa durante a viagem foi os mexicanos…..
Medina
O Futebol Clube da Madalena programou uma viajem à Califórnia no verão de 1979. A partida para São Francisco foi no mês de Agosto, logo no seu inicio.
Eu estava num dilema, porque no mês de Abril, estive a representar a selecção da Associação de Futebol da Horta, no torneio da Pascoa, realizado no Faial, com a participação das selecções de juvenis de São Miguel, Terceira e Selecção Nacional, composta por jogadores que mais tarde fizeram furor no futebol Português, entre os quais estava o Venâncio, Bandeirinha, Victor Nódoa e outros.
Como o torneio correu-me bastante bem, comecei a partir daqui a receber diversos convites para representar outros clubes, entre os quais do F.C.Porto, Santa Clara, Lusitânia, falava-se no Benfica e que iria representar a selecção Nacional, o que me veio baralhar por completo a minha ida à Califórnia e a minha tranquilidade do dia à dia.
Lembro-me que tivemos, em minha casa, com os meus pais algumas conversas, sobre o que iríamos fazer ao meu futuro como jogador de futebol e como homem. Era muito jovem e meus pais não estavam muito de acordo com a minha saída de casa tão cedo, mas mesmo assim, meu Pai não se oponha à minha ida para o Porto só que, minha mae tinha que ir comigo. O tempo foi passando, por vezes estava com muita vontade de ir e de outras, ficava apreensivo. Esqueci dos convites e renovei contrato com o F.C.Madalena ( porque são iam jogadores que tivessem assinado), porque queria ir à Califórnia. Nunca pensando que se fosse para o F.C.Porto podia ter ido muitas mais vezes para as Califórnias, e poderia ter tido outra carreira, mas enfim….
Mas vamos ao que interessa para esta história. Antes de regressarmos ao Pico, fizemos o nosso ultimo jogo de despedida em S. Leandro. Logicamente que depois dos jogos que realizamos havia sempre grandes banquetes. Mas este era diferente porque era o adeus a uma terra fantástica, e por isso havia uma atmosfera de alegria mas também de alguma tristeza. Depois do jogo houve um grande jantar e um grande baile, baile esse abrilhantado por um conjunto da zona mas que tinha um cantor da Ribeirinha do Pico ( Não recordo do nome...), radicado na zona à muito tempo.
Eu e o Mário Nogueira, ficamos na casa do amigo Manuel, cunhado de meu tio José Medeiros , mestre das lanchas do Pico. Bela casa, bela gente, não faltava mesmo nada. Lembro-me de ouvir relatos de futebol de Portugal na garagem dele logo pela manha. A diferença horaria era de 7 horas e ouvindo um Sporting, Porto tão cedo fazia-me muita confusão. Recordo-me que foi no ano que os jogadores craques do Porto fizeram greve e vieram a Alvalade com uma equipa mais débil, mesmo assim, ganharam o jogo por 2-0, golos de Albertino. Meu amigo Manuel Ficou doente porque o seu Sporting, levou na “ cabeça”. Voltando à festa, depois de comermos e dançarmos à grande, preparamos para voltar a casa, que ficava em São José. O Manuel tinha uma Caravana, em que podia levar muita gente. Na cabine da frente ia o Manuel, a Alice ( esposa ) e atrás íamos uns quantos, entre eles o José António Soares, Mário Nogueira, Renato, Guido, filha do Manuel , algumas amigas e a minha pessoa.
Entrámos no Freeway e passado pouco tempo o motor do carro começou a aquecer demais o que obrigou-nos a estacionar na faixa de segurança. Saímos todos do carro para saber o que se passava. O carro nada de pegar e resolvemos pedir ajuda a quem ia passando. Passado pouco tempo, nesta altura ainda não havia telemóveis, parou um carro, com um casal de mexicanos. O Manuel falou com eles a dizer o que se passava, e se podiam fazer o favor de irem a uma “ Garestacion” e mandar um reboque para levar o nosso carro. Foram muito simpáticos e disseram-nos que iam nos ajudar.
Como estava um pouco frio voltamos para dentro da nossa caravana, esperando pela abençoada ajuda dos mexicanos. Eu fiquei mesmo na porta de saída, com ela um pouco aberta, para indo vendo quando chegava o reboque e o movimento na estrada, estou falando para ai umas 3 horas da manha.
Estava eu na minha missão, quando de repente veijo um grande alvoroço de carros da policia, parando uns atrás dos outros, com as luzes acesas, portas abertas, armas de fora e prontas a disparar. Parecia um filme de Hollywood. Pensamos que não era nada connosco. Quando não é o nosso espanto, um carro ficou mesmo atrás do nosso e de repente oiço uma voz potente e nervosa de um policia americano “Ganes, Ganes Ganes” , mandaram-nos sair rápido do carro, mãos no alto, nada de movimentos bruscos e fomos revistados um a um.
A coisa esteve feia por uns momentos, porque a policia americana não brinca em serviço e tememos o pior. O Manuel só dizia que não tínhamos ganes, que o carro estava avariado e que tínhamos pedido ajuda a uns mexicanos, mas não estava nada fácil. Eu tremia de medo e de nervos, nem podia falar. Depois de um certo tempo e após revistarem o carro de alto abaixo o ambiente ficou mais calmo e ai o Manuel conseguiu explicar o que tinha acontecido, e que nós éramos Portugueses, e que iríamos voltar no dia seguinte a Portugal.
O que aconteceu para haver esta confusão toda. Os mexicanos em vez de irem ao lugar que pedimos, foram, mas foi à policia dizer que nós tínhamos armas e que os tinham ameaçado. Partimos todos a rir e prontificaram-se logo para nos ajudar. Viemos todos em carros da policia americana, eu ia na frente porque tinha as pernas grandes, arma pendurada ao meu lado, policia maior do que eu, era um espectáculo.
Deixaram-nos numa zona da cidade e disseram-nos se fosse preciso alguma coisa era só contacta-los. Depois amigos nossos, deram-nos boleia para os lugares onde estávamos hospedados e preparamos para regressar o Pico. Claro que a conversa durante a viagem foi os mexicanos…..
Medina
quarta-feira, julho 28, 2010
VIAGEM NO CANAL, NUM BARCO DE BOCA ABERTA
As minhas histórias........
Como muita gente sabe, para alem de começar a jogar futebol oficial no Futebol Clube da Madalena, a minha formação como atleta foi feita no velhinho e saudoso campo das Lajes, no campo de São Mateus e na porta da garagem de meu Pai.
Mas a história de hoje, relata um episódio que se passou quando já jogava nos seniores da Madalena, mas ainda com idade de juvenil.
No inicio da época desportiva 79/80, fomos disputar com o Flamengos a supertaça, que colocava frente a frente o campeão da Associação de Futebol da Horta e o vencedor da Taça, que dava acesso à Taça de Portugal. O primeiro jogo foi realizado no Faial no campo dos Flamengos, num domingo à tarde.
No ultimo treino da semana ( Eu como vivia nas Lajes não fazia todos os treinos semanais), foi me dito que o jogo era ás 15 horas e que saiamos do porto da Madalena pelas 13 horas. Como era habitual, meu pai ( João Medina ), acompanhava-me sempre para todos os jogos que eu realizava e nunca levou um escudo de frete ao Futebol Clube da Madalena.
Partimos de casa nas calmas, como sempre, porque meu pai andava sempre aos 20 à hora. Ao chegar à Madalena, tinha sempre o habito, de olhar para o porto para saber se a lancha estava perto ou se tinha alguém. Qual não foi o meu espanto em não ver nenhum movimento de pessoas, nem lancha em parte nenhuma. Paramos o carro em frete ao café do Cristiano, penso que era esse nome, e fomos saber o que se passava.
Encontramos o nosso amigo Carneiro que nos disse que tinham ido para o Faial na Lancha das 12 horas, as lágrimas iam-me caíndo e fiquei num sofrimento porque não ia disputar esse jogo. Conversa puxa conversa e lembrei-me de irmos para o Faial de barco de pesca, mas tinha que ser decidido de uma forma rápida para eu poder chegar a tempo do jogo. Fomos falar com o Piriquita que tinha um barco de boca aberta, que nos disse que não levava dinheiro nenhum, mas que pagassem o combustível, meu pai prontificou- se logo. Entretanto era necessário ligar para o campo dos Flamengos para falar com o José Manuel, nosso dirigente, para por o meu nome na ficha do jogo. Tudo combinado. Partimos na nossa viagem memorável. Lancha para o mar, estava em cima do cais e la fomos nós. Quero lembrar que o senhor Andrade da padaria, também foi connosco. Realmente o mar não estava muito manso mas deu para fazer bem a viajem, de repente la se levava com alguma agua salgada na cara mas não era nada de outro mundo.
Chegados ao porto da Horta, e depois de passarmos o canal em cerca de 1.30 minutos, apanhamos um táxi e fomos em alta velocidade para os Flamengos. Recordo-me que cheguei ao balneario, estavam quase a entrar para o campo e ficaram todos a olhar para mim como admirados. Logicamente que não entrei a titular pelos motivos que indiquei. O Flamengos tinha uma grande equipa com jogadores experientes e com muito valor, nós também não ficávamos a trás. Acontece que ao jogar em casa e com o factor publico a seu favor, mais o campo ervado, o Flamengos chegou aos 3-0 na primeira parte. Ao interva-lo, o Manuel Serpa, nosso treinador na altura, mandou-me aquecer para entrar no inicio da segunda. Ora bem. Não passou muito tempo para fazer o 3-1, e logo a seguir reduzi para os 3-2. O jogo estava aberto e muito bem disputado e nos acreditamos que podíamos levar para a segunda mão no Pico, um melhor resultado. Mesmo quase no final do jogo e numa jogada individual da minha parte, depois de passar por alguns adversários, dei a marcar o golo do empate ao Mário Fernando. Foi uma festa enorme e para mim foi uma alegria imensa depois de ter passado o que passei para chegar ao campo dos Flamengos.
Quero lembrar que no jogo da segunda mão no Pico, ganhamos por 6-1 e marquei quatro golos. Neste jogo estava um amigo nosso atrás da baliza do barracão, e ao marcar um dos golos veio dar-me um abraço, mas antes, apanhou um grande susto porque caiu de cima do muro para dentro do campo. Quero agradecer e homenegear publicamente meu PAI, por tudo o que fez por mim e acima de tudo, era o meu maior critico, para que eu melhorasse em alguns aspectos como jogador.
Medina
Como muita gente sabe, para alem de começar a jogar futebol oficial no Futebol Clube da Madalena, a minha formação como atleta foi feita no velhinho e saudoso campo das Lajes, no campo de São Mateus e na porta da garagem de meu Pai.
Mas a história de hoje, relata um episódio que se passou quando já jogava nos seniores da Madalena, mas ainda com idade de juvenil.
No inicio da época desportiva 79/80, fomos disputar com o Flamengos a supertaça, que colocava frente a frente o campeão da Associação de Futebol da Horta e o vencedor da Taça, que dava acesso à Taça de Portugal. O primeiro jogo foi realizado no Faial no campo dos Flamengos, num domingo à tarde.
No ultimo treino da semana ( Eu como vivia nas Lajes não fazia todos os treinos semanais), foi me dito que o jogo era ás 15 horas e que saiamos do porto da Madalena pelas 13 horas. Como era habitual, meu pai ( João Medina ), acompanhava-me sempre para todos os jogos que eu realizava e nunca levou um escudo de frete ao Futebol Clube da Madalena.
Partimos de casa nas calmas, como sempre, porque meu pai andava sempre aos 20 à hora. Ao chegar à Madalena, tinha sempre o habito, de olhar para o porto para saber se a lancha estava perto ou se tinha alguém. Qual não foi o meu espanto em não ver nenhum movimento de pessoas, nem lancha em parte nenhuma. Paramos o carro em frete ao café do Cristiano, penso que era esse nome, e fomos saber o que se passava.
Encontramos o nosso amigo Carneiro que nos disse que tinham ido para o Faial na Lancha das 12 horas, as lágrimas iam-me caíndo e fiquei num sofrimento porque não ia disputar esse jogo. Conversa puxa conversa e lembrei-me de irmos para o Faial de barco de pesca, mas tinha que ser decidido de uma forma rápida para eu poder chegar a tempo do jogo. Fomos falar com o Piriquita que tinha um barco de boca aberta, que nos disse que não levava dinheiro nenhum, mas que pagassem o combustível, meu pai prontificou- se logo. Entretanto era necessário ligar para o campo dos Flamengos para falar com o José Manuel, nosso dirigente, para por o meu nome na ficha do jogo. Tudo combinado. Partimos na nossa viagem memorável. Lancha para o mar, estava em cima do cais e la fomos nós. Quero lembrar que o senhor Andrade da padaria, também foi connosco. Realmente o mar não estava muito manso mas deu para fazer bem a viajem, de repente la se levava com alguma agua salgada na cara mas não era nada de outro mundo.
Chegados ao porto da Horta, e depois de passarmos o canal em cerca de 1.30 minutos, apanhamos um táxi e fomos em alta velocidade para os Flamengos. Recordo-me que cheguei ao balneario, estavam quase a entrar para o campo e ficaram todos a olhar para mim como admirados. Logicamente que não entrei a titular pelos motivos que indiquei. O Flamengos tinha uma grande equipa com jogadores experientes e com muito valor, nós também não ficávamos a trás. Acontece que ao jogar em casa e com o factor publico a seu favor, mais o campo ervado, o Flamengos chegou aos 3-0 na primeira parte. Ao interva-lo, o Manuel Serpa, nosso treinador na altura, mandou-me aquecer para entrar no inicio da segunda. Ora bem. Não passou muito tempo para fazer o 3-1, e logo a seguir reduzi para os 3-2. O jogo estava aberto e muito bem disputado e nos acreditamos que podíamos levar para a segunda mão no Pico, um melhor resultado. Mesmo quase no final do jogo e numa jogada individual da minha parte, depois de passar por alguns adversários, dei a marcar o golo do empate ao Mário Fernando. Foi uma festa enorme e para mim foi uma alegria imensa depois de ter passado o que passei para chegar ao campo dos Flamengos.
Quero lembrar que no jogo da segunda mão no Pico, ganhamos por 6-1 e marquei quatro golos. Neste jogo estava um amigo nosso atrás da baliza do barracão, e ao marcar um dos golos veio dar-me um abraço, mas antes, apanhou um grande susto porque caiu de cima do muro para dentro do campo. Quero agradecer e homenegear publicamente meu PAI, por tudo o que fez por mim e acima de tudo, era o meu maior critico, para que eu melhorasse em alguns aspectos como jogador.
Medina
quinta-feira, julho 22, 2010
VETERANOS DO SANTA CLARA NA SEMANA DOS BALEEIROS - LAJES DO PICO.
Posso anunciar neste meu espaço, que a equipa de veteranos do Clube Desportivo Santa Clara, vai estar presente num torneio a realizar na semana dos Baleeiros nos dias 26 e 27 de Agosto, na presença de outras equipas. Este convite foi endereçado pela Camara Municipal das Lajes, através do meu amigo Professor Pedro, que muito nos honrou e, no qual em meu nome pessoal e dos veteranos do Santa Clara, muito agradecemos. Estou com um grande dilema...onde irei jogar? São dois clubes que muito me dizem e que muito gosto, mas neste momento estou dividido, mas o meu coração esta para o lado do Lajense. Não sei ainda se estarei presente, porque terei que ir a Lisboa, devido a um problema de saúde, mas se Deus quiser, não faltarei!!!!!
Medina
quinta-feira, julho 15, 2010
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES A TER NO TREINO COM JOVENS
Introdução
De facto, o acto de treinar tem como objectivo a melhoria das prestações desportivas, a capacidade de superação, a vontade de se ser cada vez mais proficiente. Diria que está é uma verdade “La Paliciana”. Todavia, na hora de definir objectivos e metas a atingir, importa conhecer aqueles que são os alvos do nosso labor. Significa isto que, treinar crianças e adultos, prevê a adopção de diferentes metodologias, pois estamos perante fases diferentes de desenvolvimento. Esta é também uma daquelas verdades que ninguém desmente, mas o que é certo é que aquilo que por ai mais abunda é a existência de processos de treino semelhantes, para atletas completamente diferentes. Importa, assim, definir com algum rigor e clareza alguns dos pressupostos a ter em conta quando se projecta uma forma de trabalhar. Os tópicos que se seguem não pretendem encerrar o assunto, nem tão pouco esgotá-lo, mas tão somente, alertar para uma panóplia de situações que não devem ser olvidadas.
A Saber:
1. Não deve o Treinador/Educador utilizar métodos de treino idênticos ou semelhantes ao treino dos adultos. De facto, as ferramentas motoras e psicológicas das crianças, são manifestamente diferentes das dos adultos. Não nos referimos, apenas, ao volume e intensidade dos treinos, mas muitas vezes à complexidade das tarefas que se encontram desajustadas das potencialidades dos jovens.
2. Não deve dar importância aos resultados imediatos. As exigências feitas pelos dirigentes e o tratamento dado aos jovens futebolistas e aos educadores / treinadores, são muitas vezes idênticas ao tido para com os adultos, na sua faceta mais negativa. O melhor resultado a atingir no treino com jovens é a promoção da actividade física, como fonte de uma vida activa, e por isso mesmo, mais saudável. Incutir nos jovens valores como a justiça, respeito e a solidariedade, também deverá ser um imperativo. Todavia, é demasiado evidente que devemos ensinar os atletas a querer ganhar, pois é um mau competidor que não joga para vencer. Todavia, a vitória pode assumir diversas facetas que não passará segura e exclusivamente pelo resultado.
3. É fundamental que o Treinador/Educador de uma forma clara entenda que o futebol Infanto - Juvenil é uma Escola de Jogadores de Futebol. Assim como a Escola Tradicional pretende dar uma Formação académica aos Cidadãos para que mais tarde possam vir a ser integrados na sociedade, também o desporto pode contribuir através dos valores em que a prática desportiva é virtuosa.
4. Ensinar o jogo através de formas jogadas e estruturas adaptadas à idade dos jovens. (bola, balizas, campo, nº jogadores). Na verdade, só se aprende a fazer, fazendo. Jogar, implica assumir a responsabilidade de antagonizar com outro, medindo forças. O maior prazer da criança é o jogo, mas o jogo, nas primeiras fases, deve assumir uma forma mais simples. Ser mais simples, não significa ser menos importante, mas tão somente, adaptado à realidade da criança.
5. Deve promover actividades lúdicas. A motivação é a razão que nos leva a fazer algo. De facto, se a prática do Futebol não for prazerosa, levará a criança ao descontentamento e frustração. Depois não nos devemos admirar que o caminho da desistência seja a melhor saída.
6. As escolas Futebol devem ser para todos os jovens que queiram praticar esta modalidade, mesmo quando possuam menos habilidade que os outros jovens do mesmo grupo. Na verdade, a Escola tradicional não é apenas para os mais dotados, mas para todos os jovens. Depois, alguns tirarão maior proveito dela, mas todos têm o direito à mesma. Ora, situação semelhante se passa com o futebol. Todos deverão ter o direito de jogar, sabendo à partida que só os mais aptos chegarão a patamares superiores.
7. Os Treinos devem realizar-se onde os jovens futebolistas se sintam motivados e integrados para o efeito.
Conclusão
Voltamos a reiterar a ideia de que aquilo que se acaba de expor é um brevíssima reflexão acerca do treino com jovens. Não foi, nem é nossa ideia criar uma panaceia, mas simplesmente levantar algumas questões sobre as quais importa reflectir, sobretudo, aqueles que se dedicam ao labor com os mais jovens.
Texto: António Pinheiro – Treino de Futebol Nível II UEFA Basic.
quinta-feira, julho 01, 2010
A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO TORNEIO INTERNACIONAL DE FERMENTELOS 2010
As expectativas que nós tinhamos sobre este torneio internacional de mini-futebol europeu, não saíram desfraldadas. Sabíamos de antemão que, iríamos encontrar equipas com outra dimensão, muito bem preparadas e com outra competição. Mas para nós era um desafio muito aliciante, saber ate que ponto os miúdos conseguiriam ultrapassar estas dificuldades e como resolvê-las. Quero lembrar que efectuamos 7 jogos em 4 dias, o que nos trouxe uma sobrecarga enorme em termos físicos, para mais, o nosso plantel não era equilibrado o que dificultava uma normal e lógica rotação dos jogadores.
Mesmo assim, os objectivos foram conseguidos no seu total. Se em termos desportivos poderíamos ter ido mais alem na classificação, porque demonstramos valor para isso, basta lembrar o jogo com o Celta de Viga, que a 10 minutos do seu fim estávamos a ganhar por 1-0 ( Poderíamos ter feito o 2-0), e fomos perde-lo por 2-1. No capitulo social, vertente para nos muito importante, foi um espectáculo. Os nosso miudos conviveram com todos, com Alemães, Ingleses, Portugueses, Espanhóis, sempre de uma forma ordeira e simpática.
Quero salientar a grande amizade que fizemos com a equipa do Estugarda, mais concretamente o seu guarda redes, um miúdo espectacular, havendo trocas de camisolas ( Troquei uma com o seu treinador) e na festa de encerramento na altura que íamos regressar a Ponta Delgada, despediu-se de mim com um abraço e deu-me um cartão com todos os seus dados pessoais e desportivos. Concerteza que irei acompanhar a sua carreira com muita atenção.
Acreditem, que foi para mim uma experiência única. Regressamos a casa mais fortes, mais experientes e acima de tudo, cientes que temos que trabalhar mais e melhor, para conseguirmos outros patamares, porque valor existe nos nossos atletas.
Para terminar, quero realçar a simpatia de todo o pessoal da organização, que foram impecáveis na resolução dos problemas e na forma como nos trataram, sempre com uma palavra amiga!!!
Medina
Mesmo assim, os objectivos foram conseguidos no seu total. Se em termos desportivos poderíamos ter ido mais alem na classificação, porque demonstramos valor para isso, basta lembrar o jogo com o Celta de Viga, que a 10 minutos do seu fim estávamos a ganhar por 1-0 ( Poderíamos ter feito o 2-0), e fomos perde-lo por 2-1. No capitulo social, vertente para nos muito importante, foi um espectáculo. Os nosso miudos conviveram com todos, com Alemães, Ingleses, Portugueses, Espanhóis, sempre de uma forma ordeira e simpática.
Quero salientar a grande amizade que fizemos com a equipa do Estugarda, mais concretamente o seu guarda redes, um miúdo espectacular, havendo trocas de camisolas ( Troquei uma com o seu treinador) e na festa de encerramento na altura que íamos regressar a Ponta Delgada, despediu-se de mim com um abraço e deu-me um cartão com todos os seus dados pessoais e desportivos. Concerteza que irei acompanhar a sua carreira com muita atenção.
Acreditem, que foi para mim uma experiência única. Regressamos a casa mais fortes, mais experientes e acima de tudo, cientes que temos que trabalhar mais e melhor, para conseguirmos outros patamares, porque valor existe nos nossos atletas.
Para terminar, quero realçar a simpatia de todo o pessoal da organização, que foram impecáveis na resolução dos problemas e na forma como nos trataram, sempre com uma palavra amiga!!!
Medina
quarta-feira, junho 30, 2010
PORTUGAL NO MUNDIAL.
Na minha modesta opinião, julgo que a participação de Portugal no mundial de 2010, na África do Sul, ficou aquém do esperado. Digo isto, em virtude do valor dos nossos jogadores ser reconhecido internacíonalmente pela sua qualidade futebolística, o que nos dava algumas garantias para conseguirmos atingir outra classificação, mais honrosa com os nossos pergaminhos. Não esquecendo que éramos os 3ª no ranking da FIFA.Não pondo em causa a sua honestidade e seriedade do Prof.Carlos Queiroz, Portugal, apresentou-se neste mundial com os meus defeitos que foram detectados na fase de apuramento e, como é lógico, deveriam ter sido ultrapassados na fase de preparação. Ainda em relação ao Professor, reconhecemos muitas qualidades na organização e estruturação de um projecto na sua forma global, mas em termos tácticos e na montagem de uma equipa, fica um pouco a desejar. As equipas de Carlos Queiroz, são bem organizadas no aspecto defensivo, mas muito curtas no ofensivo. É um treinador muito pragmático que joga pela certa, nunca arriscando nos momentos que devia faze-lo. Tacticamente tem algumas dificuldades em fazer a leitura correcta. Mas os problemas de Portugal, não foram só desportivos. A saída de Dany, o caso Deco, as declarações de alguns jogadores após a derrota com a Espanha, veio aclarar que realmente o ambiente entre eles e a equipa técnica não deveria ser a melhor para esta fase da competição. Basta lembrar a grande asneira de colocar o Ruben Amorim a jogar contra a Costa do Marfim, tinha chegado de Portugal à quatro dias, e com jogadores no banco que tinham estado desde o inicio da preparação. Está a perder e tira um trinco para por outro, opções sem logica, enfim... Terminando, espero que os responsáveis façam uma reflexão profunda, quer ao nível da selecção, quer ao nível do futebol Português, para torna-lo mais competitivo, porque valores não faltam.
Medina
Medina
terça-feira, junho 22, 2010
FUTEBOL LAJENSE, QUE FUTURO...
Futebol lajense, que futuro…
Entendi que devia escrever sobre o futuro do futebol lajense. Porque, apesar de se dizer - e nalgumas situações até se pode constatar, que no contexto da ilha do Pico, estamos atrasados em relação a outros concelhos, digo-vos que, quer pelo nosso passado desportivo, quer pelas excelentes condições que possuímos, deveríamos ter uma equipa de futebol a disputar a Série Açores.
Mas, sabemos bem, qualquer modalidade desportiva deve ser sustentada por uma boa formação, já que esta contribui de forma essencial para a qualidade e sobrevivência, quer da modalidade em particular, quer do desporto em geral. Porque, se assim não for, o projecto não terá futuro pois as dificuldades serão imensas e complexas e, inevitavelmente, ficaremos nas mesmas condições em que se encontram outros clubes repletos de problemas financeiros e com seu futuro hipotecado.
Creio que há um assunto que deve merecer a nossa reflexão: será que na nossa ilha do Pico existem condições para se manter o número de equipas actualmente existente, com diversas modalidades? Será benéfico continuarmos a encher nossas equipas com jogadores de fora da ilha que, com honrosas excepções, pouca mais valia trazem ao nosso desenvolvimento desportivo?
Temos que ter referências da nossa terra, apetrechar nossas equipas com jogadores que pelo seu carisma tragam pessoas às instituições e, muito importante, sejam exemplo para os mais novos.
Os clubes do Pico, incluindo, naturalmente o meu Lajense, precisam de pessoas que para além de suas qualidades humanas, sejam muito rigorosos na forma de gerir, apresentem projectos credíveis e ambiciosos e sejam capazes de motivarem as pessoas a viverem e sentirem mais o seu clube, trazendo-as para dentro dele com vontade de o fazer ainda maior.
O Lajense precisa de uma direcção forte, dinâmica, capaz de criar condições para se fazer um trabalho de qualidade e, naturalmente, isso só se consegue com pessoas qualificadas e identificadas com o clube.
É bem sabido que os movimentos associativos nas Lajes sentem muitas dificuldades pois nem sempre as pessoas se mostram disponíveis para darem seu contributo. Mas… há que mudar de atitude e de mentalidade, a fim de conseguirmos fazer crescer o nosso clube.
Vale a pena, acreditem!
Claro que o sucesso dum projecto desta dimensão só se consegue com uma grande conjugação de esforços, envolvendo as forças vivas do nosso concelho e, naturalmente, com apoio camarário.
Basta olhar o projecto do Ribeirense.
Os princípios são os mesmos, contribuem para a valorização do nosso concelho, não me venham dizer que é diferente.
Sim, é possível engrandecer o nosso grande clube.
Estou seguro que muitos concordam comigo:
O Lajense tem que ser pensado no seu todo;
O Lajense é o expoente máximo do futebol no nosso concelho;
O Lajense merece estar num nível superior;
O Lajense precisa de todas as pessoas que gostam dele.
O futuro do futebol lajense pertence a quem, realmente, gosta deste grande clube.
Medina
Entendi que devia escrever sobre o futuro do futebol lajense. Porque, apesar de se dizer - e nalgumas situações até se pode constatar, que no contexto da ilha do Pico, estamos atrasados em relação a outros concelhos, digo-vos que, quer pelo nosso passado desportivo, quer pelas excelentes condições que possuímos, deveríamos ter uma equipa de futebol a disputar a Série Açores.
Mas, sabemos bem, qualquer modalidade desportiva deve ser sustentada por uma boa formação, já que esta contribui de forma essencial para a qualidade e sobrevivência, quer da modalidade em particular, quer do desporto em geral. Porque, se assim não for, o projecto não terá futuro pois as dificuldades serão imensas e complexas e, inevitavelmente, ficaremos nas mesmas condições em que se encontram outros clubes repletos de problemas financeiros e com seu futuro hipotecado.
Creio que há um assunto que deve merecer a nossa reflexão: será que na nossa ilha do Pico existem condições para se manter o número de equipas actualmente existente, com diversas modalidades? Será benéfico continuarmos a encher nossas equipas com jogadores de fora da ilha que, com honrosas excepções, pouca mais valia trazem ao nosso desenvolvimento desportivo?
Temos que ter referências da nossa terra, apetrechar nossas equipas com jogadores que pelo seu carisma tragam pessoas às instituições e, muito importante, sejam exemplo para os mais novos.
Os clubes do Pico, incluindo, naturalmente o meu Lajense, precisam de pessoas que para além de suas qualidades humanas, sejam muito rigorosos na forma de gerir, apresentem projectos credíveis e ambiciosos e sejam capazes de motivarem as pessoas a viverem e sentirem mais o seu clube, trazendo-as para dentro dele com vontade de o fazer ainda maior.
O Lajense precisa de uma direcção forte, dinâmica, capaz de criar condições para se fazer um trabalho de qualidade e, naturalmente, isso só se consegue com pessoas qualificadas e identificadas com o clube.
É bem sabido que os movimentos associativos nas Lajes sentem muitas dificuldades pois nem sempre as pessoas se mostram disponíveis para darem seu contributo. Mas… há que mudar de atitude e de mentalidade, a fim de conseguirmos fazer crescer o nosso clube.
Vale a pena, acreditem!
Claro que o sucesso dum projecto desta dimensão só se consegue com uma grande conjugação de esforços, envolvendo as forças vivas do nosso concelho e, naturalmente, com apoio camarário.
Basta olhar o projecto do Ribeirense.
Os princípios são os mesmos, contribuem para a valorização do nosso concelho, não me venham dizer que é diferente.
Sim, é possível engrandecer o nosso grande clube.
Estou seguro que muitos concordam comigo:
O Lajense tem que ser pensado no seu todo;
O Lajense é o expoente máximo do futebol no nosso concelho;
O Lajense merece estar num nível superior;
O Lajense precisa de todas as pessoas que gostam dele.
O futuro do futebol lajense pertence a quem, realmente, gosta deste grande clube.
Medina
segunda-feira, junho 14, 2010
MÉTODO DE TRABALHO APLICADO AOS TREINOS E JOGOS.
Um treinador de futebol juvenil, deve acima de tudo preocupar-se pelo estado social do atleta, quer isto dizer que a família e a escola têm prioridade sobre os treinos.
A nossa função é a de formarmos os homens de amanhã, através da prática do desporto. Todos nós sabemos que os jovens sonham sempre em serem grandes futebolistas, mas temos que os chamar á realidade e mostrar que os estudos é que são a aposta.
A formação profissional de cada um é muito importante não só para o atleta mas também para a sociedade em que vivemos.
Num treino desportivo de jovens atletas o treinador deve criar um grupo de regras obrigatórias e deve ser sempre o primeiro a cumprir as mesmas.
O Treinador deve ser:
- Bom ouvinte,
- Lógico, Credível e incisivo nas suas acções,
- Confiante,
- Amigo,
- Compreensivo e comedido,
- Deve estar a uma distância que permita que os jogadores sintam que podem falar e comunicar sem receios,
- Deve criar todas as condições para que o ambiente que rodeie a equipa seja o de uma 2ª família,
- Deve mostrar que a Instituição Clube está acima de qualquer jogador, treinador ou mesmo dirigente. Todas as acções que fazemos representam o clube e por isso temos que o dignificar,
- Deve criar condições para uma melhor interacção dos atletas com o treinador.
Psicologia no futebol
No meu entender o treino psicológico tem uma forte ligação no desempenho da equipa.
Um bom treino psicológico pode corresponder a uma percentagem extra de motivação para uma melhor realização dos objectivos.
Não quer isto dizer que seja necessário ter um psicólogo na equipa. Acredito que esta função possa ser desempenhada pelo treinador no decorrer do treino geral. É possível faze-lo graças ao seu conhecimento do universo que rodeia o futebol, da paixão pelo jogo, da experiência e do conhecimento da mente humana.
Pessoalmente, não abdico deste treino e acredito que possa estar aqui um dos segredos de uma boa época desportiva.
É o tentar despertar o lema “ amor á camisola “.
Preparação dos treinos:
Quando se tem um tempo reduzido de treino, temos que fazer um planeamento do mesmo de modo a poderemos retirar o máximo de rendimento. Assim temos que ser muito realistas, muito objectivos nos exercícios que planeamos para a equipa. Só assim é possível obtermos resultados a curto prazo.
Estes exercícios devem também ser múltiplos. Significa isto que um exercício deve tentar trabalhar várias vertentes como a capacidade motora, técnica, táctica e psicológica. As simulações de situações de jogo são igualmente uma boa opção.
O treino com bola deve fazer parte de cerca de 80% do treino realizado, ficando os restantes 20% para o trabalho físico.
Para permitir uma melhor interacção dos atletas com o treinador e com os treinos, poderá optar-se por nomear 3 capitães de equipa, que rodam entre si e com responsabilidades a nível dos treinos e jogos.
Penso que é importante os atletas entenderem o porquê da realização dos exercícios e participarem activamente na execução dos mesmos, pois só assim os podem executar na perfeição. Devemos fazer questão de lhes explicar todos os exercícios as vezes que forem necessárias e de ouvir as suas opiniões sobre os mesmos, permitindo assim estabelecer um nível de responsabilidade e respeito dentro do grupo.
É esta interacção que pode ser fundamental numa equipa.
Sempre que um atleta é substituído, devemos tentar conversar com ele e explicar o motivo da sua saída. Só assim eles podem compreender o que esteve mal e evoluir no futuro. Temos que ser sinceros e abertos para com os atletas.
Defendo que é assim que formamos uma verdadeira equipa !!!!
Nelson Rocha – Treinador de Futebol 11
VERÃO, SOL, CALOR, PRAIA...DIETAS
Apesar de o calor ainda não ter chegado, o Verão aproxima-se e com ele surge a urgência de se ter o corpo em forma.
Apesar de o calor ainda não ter chegado, o Verão aproxima-se e com ele surge a urgência de se ter o corpo em forma. Assim, os meses de Primavera e de Verão são aqueles em que as pessoas se predispõem a fazer sacrifícios em prol de uma boa performance física. Se umas procuram profissionais de saúde habilitados para prescrever um plano alimentar tendo em vista a redução de peso, outras chamam a si essa responsabilidade e ficam por sua conta e risco. Dietas de emagrecimento há muitas, mas quase todas comportam graves perigos, não fazem perder massa gorda e "resolvem o problema" por um curto período de tempo. Ou seja, as dietas loucas que passam de boca em boca ou que são divulgadas em revistas pouco cuidadosas prestam um mau serviço à saúde de quem quer emagrecer. Porque:
um plano alimentar para redução de peso tem regras;
diminuir de peso não pode ser a qualquer preço;
diminuir de peso e voltar a ganhá-lo não é saudável;
nem toda a diminuição de peso significa emagrecimento;
e com a saúde não se brinca.
É necessário ser-se responsável e não entrar em desvarios.
Para que ninguém prejudique a sua saúde atrás de falsas ilusões, de soluções fáceis e de corpos que, muitas vezes, são irrealistas em relação à nossa constituição corporal, deixamos aqui algumas dicas que não deve deixar de cumprir. Então:
faça uma lista dos alimentos que quer comprar e não abra excepções;
nunca vá às compras com fome;
não coma snacks fritos, alimentos muito doces e guloseimas;
frite o menos possível. Prefira os cozidos, os grelhados, as caldeiradas, os assados, mas use sempre pouca gordura;
retire dos alimentos toda a gordura visível e após a confecção dos mesmos retire a gordura que fica no caldo;
abuse das especiarias e das ervas aromáticas para que as refeições fiquem mais saborosas e para diminuir a utilização de sal;
a fruta e os produtos hortícolas ajudam à sensação de saciedade, pelo que devem estar presentes em todas as refeições;
coma sopa;
não petisque entre as refeições;
beba muita água. Prefira sumos naturais, chás e infusões a qualquer tipo de refrigerantes e evite as bebidas alcoólicas;
faça planos alimentares semanais ou diários e cumpra-os;
faça cinco ou seis refeições diárias, de modo a não concentrar a maioria dos alimentos em uma ou duas refeições
não salte refeições;
coma a horas certas, sentado, devagar e em ambientes sossegados;
não coma mais quando já se sente saciado;
desenvolva hábitos alimentares saudáveis.
Sertirmo-nos satisfeitos com o nosso aspecto físico é um direito legítimo e saudável, desde que sejamos realistas e não nos tornemos obsessivos. Por isso a alteração dos nossos comportamentos alimentares deve ter em vista toda a nossa vida e não o tempo em que, mais ou menos vestidos, nos expomos aos olhares dos outros.
Apesar de o calor ainda não ter chegado, o Verão aproxima-se e com ele surge a urgência de se ter o corpo em forma. Assim, os meses de Primavera e de Verão são aqueles em que as pessoas se predispõem a fazer sacrifícios em prol de uma boa performance física. Se umas procuram profissionais de saúde habilitados para prescrever um plano alimentar tendo em vista a redução de peso, outras chamam a si essa responsabilidade e ficam por sua conta e risco. Dietas de emagrecimento há muitas, mas quase todas comportam graves perigos, não fazem perder massa gorda e "resolvem o problema" por um curto período de tempo. Ou seja, as dietas loucas que passam de boca em boca ou que são divulgadas em revistas pouco cuidadosas prestam um mau serviço à saúde de quem quer emagrecer. Porque:
um plano alimentar para redução de peso tem regras;
diminuir de peso não pode ser a qualquer preço;
diminuir de peso e voltar a ganhá-lo não é saudável;
nem toda a diminuição de peso significa emagrecimento;
e com a saúde não se brinca.
É necessário ser-se responsável e não entrar em desvarios.
Para que ninguém prejudique a sua saúde atrás de falsas ilusões, de soluções fáceis e de corpos que, muitas vezes, são irrealistas em relação à nossa constituição corporal, deixamos aqui algumas dicas que não deve deixar de cumprir. Então:
faça uma lista dos alimentos que quer comprar e não abra excepções;
nunca vá às compras com fome;
não coma snacks fritos, alimentos muito doces e guloseimas;
frite o menos possível. Prefira os cozidos, os grelhados, as caldeiradas, os assados, mas use sempre pouca gordura;
retire dos alimentos toda a gordura visível e após a confecção dos mesmos retire a gordura que fica no caldo;
abuse das especiarias e das ervas aromáticas para que as refeições fiquem mais saborosas e para diminuir a utilização de sal;
a fruta e os produtos hortícolas ajudam à sensação de saciedade, pelo que devem estar presentes em todas as refeições;
coma sopa;
não petisque entre as refeições;
beba muita água. Prefira sumos naturais, chás e infusões a qualquer tipo de refrigerantes e evite as bebidas alcoólicas;
faça planos alimentares semanais ou diários e cumpra-os;
faça cinco ou seis refeições diárias, de modo a não concentrar a maioria dos alimentos em uma ou duas refeições
não salte refeições;
coma a horas certas, sentado, devagar e em ambientes sossegados;
não coma mais quando já se sente saciado;
desenvolva hábitos alimentares saudáveis.
Sertirmo-nos satisfeitos com o nosso aspecto físico é um direito legítimo e saudável, desde que sejamos realistas e não nos tornemos obsessivos. Por isso a alteração dos nossos comportamentos alimentares deve ter em vista toda a nossa vida e não o tempo em que, mais ou menos vestidos, nos expomos aos olhares dos outros.
segunda-feira, junho 07, 2010
TORNEIO INTERNACIONAL FUTEBOL INFANTIL / FERMENTELOS 2010
O Clube Desportivo Santa Clara, vai participar no Torneio internacional de Fermentelos, que se realizara nos dias 24 a 27 de Junho. Como treinador vai ser uma experiência imperdivel, porque vou estar em contacto com outras realidades, o que me vai tornar melhor treinador e acima de tudo melhor condutor de homens. Em relação aos miúdos, vai-lhes dar outro traquejo, outra maneira de estar no futebol e acima de tudo criar novas amizades.
INFANTIS A – MAIN COMPETITION
INFANTIS A – MAIN COMPETITION
GRUPO A
A1 TOTTENHAM FC
A2 RC CELTA DE VIGO
A3 CD SANTA CLARA
A4 CD PAÇOS BRANDAO
A5 CD ARRIFANENSE
GROUP E
E1 ATLETICO MADRID
E2 CHARLTON ATHLETIC FC
E3 NAVAL 1º MAIO
E4 SPORT PROGRESSO
E5 AA MACINHATENSE
GRUPO B
B1 SL BENFICA
B2 FULHAM FC
B3 AF BRAGAFUT
B4 SC ESMORIZ
B5 SC S.JOAO VER
GROUP F
F1 SPORTING CP
F2 GIBRALTAR NT
F3 CD CINFAES
F4 SC ALBA
F5 AD VALONGUENSE
GRUPO C
C1 VFB STUTTGART
C2 CD FEIRENSE
C3 CCD OLIVAIS SUL
C4 PEDROUÇOS AC
C5 RD AGUEDA
GROUP G
G1 ASPIRE ACADEMY
G2 LYNGBY FF
G3 BOAVISTA FC
G4 FIAES SC
G5 LAAC
GRUPO D
D1 FC PORTO
D2 WOLVERHAMPTON
D3 O.BAIRRO SC
D4 CJS AROUCA
D5 UD MOURISQUENSE
GROUP H
H1 VILLARREAL CF
H2 WATFORD FC
H3 UD LEIRIA
H4 ADCR VATECA
H5 SC FERMENTELOS
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