quarta-feira, novembro 21, 2012

Três membros da direcção da Associação de Futebol de Ponta Delgada apresentaram a demissão ao presidente da Assembleia Geral.

Em causa o Operário - Caldas para a Taça de Portugal: Demissões na Associação de futebol de Ponta Delgada


O presidente da direcção, contactado pelo nosso jornal, começou por não confirmar, nem desmentir, mas, a seguir, justificou que os vice-presidentes João Pedro Costa, José Ponte e Ricardo Sampaio “estão a ponderar demitirem-se, uma vez que estão em causa razões particulares e de saúde”.

Auditon Moniz admitiu estar a “analisar a situação”, mas nunca referiu que a causa relaciona-se com o erro do Gabinete Técnico da Associação em ter indicado ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol o dia 23 de Agosto como a data do jogo da Taça Amizade entre o Santiago e o Operário, quando aquela partida foi a 18 do mesmo mês.

O Conselho de Disciplina acabou por dar razão ao Operário, alegando que a Taça Amizade era uma prova oficial da AFPD e que, por isso, o guarda-redes João Botelho pôde cumprir naquela partida 1 dos 3 jogos de castigo com que fora punido pela expulsão no desafio final do campeonato da época passada.

O Caldas recorreu para o Conselho de Justiça, alegando que no jogo que disputou na Lagoa, perdendo por 3-1 e ficando fora da Taça de Portugal à 2.ª eliminatória, João Botelho alinhou irregularmente.

É neste processo que a AFPD descobre o erro inicial e indica de imediato tratar-se de um lapso de datas, até porque João Botelho foi inscrito pelo Operário a 22 de Agosto, 4 dias depois da realização do encontro.

Os dirigentes não gostaram deste erro e acharam por bem demitirem-se.

Auditon Moniz, que há cerca de um ano viu o vice-presidente José Araújo Lopes deixar o elenco a que preside, está a encetar contactos para recompor o quadro de cinco elementos.

Nesse sentido, um dos nomes falados é o de Roberto Câmara, antigo presidente do Capelense. Auditon Moniz adianta tratar-se de “uma pessoa de grande mérito e que conheço bem, por quem tenho grande estima e admiração e, caso venha integrar esta direcção, é, sem dúvida alguma, uma mais-valia ”.

Virando as agulhas para o já estafado “caso” João Botelho, dando o Conselho de Justiça da FPF razão ao Caldas, face aos novos dados, o presidente da AFPD reconheceu o erro e adiantou não estar “desiludido”, porque “houve apenas uma troca de datas, em que quando houve o jogo o atleta não estava inscrito e, perante isto, temos de reconhecer o erro”, para logo acrescentar que “mantenho a confiança no nosso Gabinete Técnico”, reitera.

Auditon Moniz salvaguardou que, como presidente da direcção, “o erro também foi meu e tenho de reconhecer as responsabilidades”.

O processo baixou de novo ao Conselho de Disciplina, que elaborará um novo acórdão, onde, para além da derrota por 3-0, o Operário arrisca a ser multado até 2500 euros e João Botelho a ser suspenso entre 1 e 3 meses.

O site do Caldas divulgou no fim-de-semana uma nota, que a seguir transcrevemos:

“O Conselho de Justiça da FPF, por acordão proferido em 13-11-2012, anulou a decisão recorrida do Conselho de Disciplina que tinha excluído o Caldas SC da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal.

Contudo o CJ em vez de proferir decisão que substitua a anterior, ordenou a baixa do processo à 1.ª instância (CD) para que seja o Conselho de Disciplina a proferir nova decisão tendo em conta que a própria Associação de Futebol de Ponta Delgada já admitiu, na pendência do recurso, que ocorreu um lapso do seu gabinete técnico responsável pela marcação de jogos (o jogo Santiago vs Operário afinal não foi a 23.08.2012 mas sim a 18.08.2012) pelo que entende agora a própria AFPD que o atleta João Botelho não cumpriu qualquer jogo organizado pela AFPD, uma vez que só foi inscrito a 22.08.2012.

Pelo que tudo aponta para que, definitivamente, o CSC possa marcar presença na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, ficando agora, apenas, a aguardar nova decisão do Conselho de Disciplina”.

Nota: Acho muito estranho este caso. O Conselho de Disciplina acabou por dar razão ao Operário, a seguir, o conselho de justiça anula esta decisão. Que bela justiça temos em Portugal, contradizem-se nas suas decisões...

Medina

2ª Volta de 19/11/2012

segunda-feira, novembro 19, 2012

Classificação final - AFH Taça 2012/2013



P J V E D GM GS J V E D GM GS J V E D GM GS

1 Salão 15 8 5 0 3 13 10 4 3 0 1 9 3 4 2 0 2 4 7 Jogos

2 Fayal 14 8 4 2 2 11 8 4 3 0 1 8 5 4 1 2 1 3 3 Jogos

3 Cedrense 13 8 4 1 3 9 13 4 2 1 1 5 4 4 2 0 2 4 9 Jogos

4 Madalena 9 8 3 0 5 11 11 4 2 0 2 8 4 4 1 0 3 3 7 Jogos

5 CD Lajense 7 8 2 1 5 13 15 4 1 1 2 6 5 4 1 0 3 7 10 Jogos

Vencedor Salão







Equipas Estatística Líder - AF Horta Taça 2012/13



Melhor Ataque CD Lajense 13 Golos mais >

Pior Ataque Cedrense 9 Golos mais >

Melhor Defesa Fayal 8 Golos sofridos mais >

Pior Defesa CD Lajense 15 Golos sofridos mais >

Mais Goleadas Salão 2 Goleadas mais >

Mais Vitórias Salão 5 Vitórias mais >

Menos Vitórias CD Lajense 2 Vitórias mais >

Mais Empates Fayal 2 Empates mais >

Menos Empates Salão 0 Empates mais >

Mais Derrotas CD Lajense 5 Derrotas mais >

Menos Derrotas Fayal 2 Derrotas mais >

Max. Jogos sem Perder Salão 5 Jogos mais >

Futebol sem policiamento




Decreto-lei 216/2012 entra em vigor nesta sexta-feira, dia 9, a autorizar a realização de espectáculos desportivos sem policiamento. Jogos de juvenis e iniciados estarão incluídos nas rondas que as patrulhas da PSP habitualmente efectuam.

A partir desta sexta-feira, dia 9 de Novembro, entra em vigor o decreto-lei 216/2012 que coloca um ponto final na obrigatoriedade dos jogos de futebol nos escalões de juvenis e iniciados só se disputarem com a presença de efectivos policiais. É mais uma medida de contenção de custos em tempo de crise que há menos de 24 horas levou a Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD) a suspender a actividade prevista para o fim-de-semana.

A decisão prévia foi tomada porque não haviam sido emanadas pela Federação Portuguesa de Futebol quaisquer instruções sobre como as associações regionais deveriam agir, mas tendo as indicações surgido ao final do dia a Direcção da AFPD, liderada por Auditon Moniz, decidiu repor a normalidade competitiva.

E a partir de agora os jogos de juvenis e iniciados carecem de policiamento e a segurança estará a cargo de um elemento da equipa visitada que actuará em estreita colaboração com as equipas de arbitragem. Será esse elemento o responsável pela elaboração de um relatório no final de cada partida que será entregue ao árbitro no final do jogo.

Contudo, e no sentido de haver uma resposta rápida em caso de desacatos, a Associação de Futebol de Ponta Delgada, cumprindo o recomendado pela federação, aconselhou os clubes a continuarem a comunicar à PSP as partidas de futebol que vão realizar-se a cada fim-de-semana para que os locais onde estão sediados os campos possam ser abrangidos pelas habituais rondas da polícia.

Nota: Vai ser uma grande barracada!! Com policiamento por vezes torna-se bastante complicado, sem ele, vai ser lindo...Batalhas campais e algo pior !!!!

Medina


Agatao tem convite de Angola



Treinador do Operário estuda a proposta para ser adjunto de Ricardo Formosinho no Recreativo Caále. Partida com o Pampilhosa poderá assinalar a despedida do técnico que está desde 2005 no comando dos fabris.



Francisco Agatão poderá deixar o comando técnico do Operário nos próximos dias. O treinador que orienta os fabris desde 2005 tem em mãos uma proposta para ser adjunto de Ricardo Formosinho no Recreativo Caále, reeditando assim a dupla que em 2004 trabalhou no Santa Clara.



O convite já foi formulado e a direção do clube lagoense está a par dos desenvolvimentos, mas Francisco Agatão ainda não tomou uma decisão. Porém, apuramos, o técnico está inclinado a aceitar a proposta que lhe foi apresentada na procura de um desafio desportivo mais aliciante e que financeiramente lhe oferece maior estabilidade.



Ao longo desta semana deverão surgir novos desenvolvimentos no que a este assunto diz respeito, havendo até a possibilidade do treinador se despedir da equipa no jogo com o Pampilhosa, agendado para o dia 25 de Novembro. Isto porque caso aceite a proposta de rumar a Angola (a próxima época do Girabola arranca em Janeiro), Francisco Agatão pretende passar algum tempo com a família.

Teledesporto 18/11/2012.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Clubes recebem verbas para treinadores: Carlos Dantas o mais bem pago.


O treinador da equipa de hóquei em patins do Candelária é, de entre os técnicos que vão ser subsidiados pela Direcção Regional do Desporto (DRD), o mais bem pago.


Carlos Dantas tem previsto receber no período de duração do contrato 48.488 euros, sendo o Candelária, que milita na I divisão, subsidiado em 18.250 euros, valor máximo que a DRD entrega aos clubes nesta temporada.

O antigo seleccionador nacional de hóquei em patins foi o único treinador que viu o seu salário aumentado. Na época passada recebeu 45.789.84 euros.

A DRD tinha nos 21.250 euros o tecto máximo de apoio aos clubes na época anterior, baixando em 3 mil euros devido aos cortes no orçamento para todas as secretarias regionais.

O segundo treinador mais bem pago, com metade do vencimento auferido por Carlos Dantas, é o do Clube Naval da Horta. Serão 24 mil euros para o técnico, com a DRD a suportar 18.250 euros.

O terceiro treinador com melhor salário é Filipe Duque. O responsável da equipa de andebol do Sporting da Horta tem previsto receber 22.800 euros. O clube faialense também recebe 18.250 euros. Na época passada, Filipe Duque tinha um vencimento/época de 24 mil euros.

No “ranking” do apoio aos técnicos que possuem cédula, qualificação e que estão a tempo inteiro nas equipas, surgem os treinadores de futsal e de futebol do Operário.

Ricardo Canavarro, da equipa de futsal, tem um contrato com duração não inferior a 10 meses estipulado em 22 mil euros. O mesmo valor é apontado a Francisco Agatão. O técnico da equipa de futebol de onze viu o seu vencimento sofrer 13 mil euros de redução em relação à temporada de 2011/12. O Operário irá receber 18.250 euros por cada um.

Paulo Barreto, do Ribeirense do Pico, tem o contrato com 20.277.80 euros. Baixou 3.334.60. Para o clube bi-campeão nacional de voleibol feminino vai 18.250 euros.

Ainda na casa do 20 mil euros (20.100), está Carlos Luz, treinador do Judo Clube de S. Jorge. O valor destinado ao clube é de 18.090 euros.

CARLOS SILVEIRA O MAIS BAIXO

As equipas de ténis de mesa destinam aos seus técnicos verbas que variam entre os 15 mil e 600 euros (Casa do Povo da Madalena, que terá 13.950 para a época na I divisão feminina) e os 18 mil euros. Esta verba está destinada para os treinadores das equipas masculina e feminina de “Os Toledos”, ambas militantes na I divisão. 13.950 euros é quanto o clube da vila da Madalena receberá por cada técnico.

Em relação ao Desportivo do Juncal, o treinador da equipa feminina tem um contrato com um custo previsto de 18.403 euros (13.950 para o clube) e Francisco Santos, da equipa masculina, tem previsto receber 15.400 euros (13.860 euros).

Para encerrar o lote de 12 equipas, máximo previsto na portaria que determina estes apoios para treinadores qualificados, encontra-se Carlos Silveira, do Clube K. O custo é de 9.750 euros (8.775 euros para o clube). No entanto, é bem possível que receba do clube uma outra verba porque tem na equipa de voleibol a dupla função de treinador e de jogador.

O Santa Clara não é apoiado, por tratar-se de um Sociedade Anónima Desportiva (SAD).

Há clubes que os seus treinadores têm outra actividade profissional ou os clubes que representam não possuem os requisitos exigidos por lei.

Para que conste, os treinadores do Madalena e do Angrense, receberam, na época passada, 24 e 23.800 euros, respectivamente.

TODOS OS ESCALÕES DE FORMAÇÃO



Para acederem a estes apoios, os clubes candidatos apresentaram na época anterior equipas ou grupos de trabalho em todos os escalões de formação, de infantis a juniores, da mesma modalidade e sexo e com contrato programa assinado.

A nível individual, os clubes têm de possuir pelo menos 40 atletas federados.

Os contratos têm um ano de validade e de um treinador por modalidade e sexo, num total de máximo de 12 equipas.

A DRD apoia até 90% do valor do contrato, até ao montante de 18.250 euros para os desportos colectivos e de 13.950 euros para os individuais.

Além destas condições, as equipas terão de estar inseridas em campeonatos nacionais de nível competitivo superior ou em competições internacionais. A nível individual, os atletas são portadores do estatuto nacional de alto rendimento.

Outra obrigatoriedade dos clubes, é a de apresentarem um relatório da actividade desenvolvida até 10 dias após 31 de Julho de 2013, acompanhado de cópia dos documentos comprovativos das remunerações pagas/recibos com validade fiscal; com indicação dos abonos e dos descontos ou apresentação perante a Segurança Social até 20.277.78 euros do vencimento de cada treinador.


P.S. Na formação de atletas os clubes desportivos recebem uma verba para pagamento aos técnicos credenciados, dependendo do seu grau, esse valor é diferenciado. Acontece que, muitas vezes, esse valor não é entregue a esses mesmos técnicos, porque, por uma razão ou outra, é gasto em outras coisas... ficando essas pessoas penalizadas por isso mesmo.


Para acabar com essa " vergonha" essas verbas deveriam ser canalizadas para esses técnicos ou então no caso de não serem pagas o clube deveria devolver à DRD ou então ser penalizado na época seguinte.

Mas "o baile continua" e ninguêm mexe uma palha para mudar esta situação, umas vezes por medo, outras vezes porque são ameaçadas.

Clubes que recebem avultadas verbas publicas deveriam ser obrigados, por lei, a ressarcir os seus técnicos de formação.

 Os compromissos são para cumprir. 

Medina






segunda-feira, outubro 15, 2012

Em tempo de eleições: Partidos lembraram-se do desporto




O desporto, apesar de ser uma área envolvendo milhares de pessoas e de ser uma actividade social com grande impacto, não merece a atenção devida dos partidos políticos quando se preparam para eleições.

Mas algo mudou para o acto eleitoral do próximo domingo.

O jornal “Diário Insular” deu voz aos três líderes dos partidos com mais possibilidade de serem governo. Realizou um trabalho sério, importante e pouco vulgar.

Um exemplo e uma chamada de atenção para os órgãos de Comunicação Social públicos, Antena 1 e RTP-Açores, entretidos noutros enredos, ao ponto de desleixarem uma área conquistada com muito labor por meia dúzia de profissionais competentes. Desapareceram os programas televisivos “Troféu”, “Segunda Volta” e “Lançamento” e na rádio há uma quebra de qualidade, principalmente na “Tarde Desportiva”, devido à falta de pessoas. E, depois, querem que seja uma televisão e uma rádio regionais, mas com conteúdos de outras paragens. Com este processo, a televisão e a rádio públicas serão vistas por apenas alguns açorianos.

Com um questionário idêntico para PSD, PS e CDS/PP, o “Diário Insular” possibilitou aos que seguem esta área saberem as linhas mestras para o desporto açoriano nos próximos quatro anos.



PSD com orientações pertinentes



Berta Cabral já tinha dado o mote em Julho. Face aos rumores de que o desporto era secundário para o PSD, reuniu cerca de oito dezenas de agentes desportivos da ilha de S. Miguel, compilando dados importantes que pretende por em prática.

Na entrevista concedida, nota-se que estudou a lição. Sabe do que fala. Apresenta pontos determinantes para implementar e que não têm merecido a atenção nas legislaturas anteriores.

Refere um maior apoio ao escalão sénior, a passar por problemas gritantes; a criação do estatuto do dirigente; maior atenção ao desporto feminino; medicina desportiva; maior fiscalização dos dinheiros atribuídos; desporto escolar, infra-estruturas e o prosseguimento do apoio aos clubes que estão nos principais patamares dos desportos colectivos e individuais.

Mas há um aspecto que tem chamado a atenção: não alterar o que está bem. Realmente, o desporto é uma área que tem caminhado com segurança nos vários sectores.

Surpreendeu-me os conhecimentos de Berta Cabral nesta área. Se houver mudança de governação, o desporto irá continuar a trilhar pelo mesmo caminho do progresso, dentro das limitações orçamentais e de uma série de modalidades e de clubes dispersos por 8 ilhas.



PS quer preservar o modelo



Vasco Cordeiro está numa posição privilegiada. Isso mesmo se conclui quando afirma que pretende “preservar o modelo que produziu efeitos positivos”. Outra coisa não seria de esperar. Até mesmo Berta Cabral percebeu.

A Direcção Regional do Desporto tem sido ao longo dos anos um modelo de rigor e de cumprimento, quer nos apoios aos clubes e às organizações, quer no desenvolvimento do desporto, abrangendo todas as modalidades. Esta política aprovada pelo nosso Parlamento faz com que as nossas equipas e clubes vão competindo sem passarem pelas restrições de quem deu muito sem rigor e sem lei. Refiro-me ao desporto madeirense.

Interessante Vasco Cordeiro pretender também dar uma maior atenção ao desporto feminino.

Atentos ficaremos à assunção de ter chegado “a hora de uma forte aposta na qualidade e na excelência do sistema desportivo açoriano”. Também achamos. Resta ver como e se será implementada caso o candidato do PS seja chefe do Governo. Não é fácil, depois dos hábitos adquiridos. Mas é o caminho certo após todos estes anos de apoios gerais.



CDS/PP com visão regional



Artur Lima apresenta uma visão que não abona a participação de excelência que apenas abrange 12 equipas de 9 clubes. É do tipo “vá lá fora mas cá dentro”, retrógrada do que se pretende para a expansão e afirmação dos nossos clubes a nível nacional e internacional.

O líder regional do CDS/PP diz ao “Diário Insular” que os apoios recebidos pelos clubes que estão nas principais divisões para promover a Região devem incidir nas “equipas que promovam efectivamente o atleta açoriano”. Elas promovem, cativam jovens, mas a nossa falta de competição interna nos escalões de formação (que são bem apoiados, ao contrário dos seniores, que são alvo, e muito bem, do PSD), obriga-las, como todos os clubes de todas as regiões, a recrutarem elementos de fora do arquipélago. Se assim não fosse, a Fonte do Bastardo, o Ribeirense, “Os Toledos”, o Santa Clara, o Boa Viagem, o Sporting da Horta, o Candelária, o Lusitânia e o Ricardo Moura nunca seriam campeões nacionais, ou conquistariam troféus de referência, ou estariam em provas internacionais. Temos de ser coerentes. O nome dos Açores é mais focado quando há êxitos.

Artur Lima olha somente para os números das verbas despendidas. É um mal que assola muita gente.

Até parece que nesta Região só o desporto é subsidiado. Basta ler o Jornal Oficial e ver as verbas que são entregues em muitos sectores. Alguns deixam dúvidas quanto à reciprocidade e o seu destino. Quase tudo recebe dinheiro do Governo. E a maioria sem a publicidade que é dada aos dinheiros do desporto, porque são muito poucos os que lêem o Jornal Oficial. No desporto há transparência, há o cuidado de informar a população do que é atribuído aos clubes, aos atletas, às associações, aos eventos. Não são verbas “encapotadas para financiar os clubes”. São verbas para que os clubes possam fazer boa figura nas competições em que estão envolvidos.

O candidato do CDS/PP quer mandar executar “complexos desportivos que reúnem todas as condições necessárias”, em vez de se edificarem “pavilhões em todas as freguesias ou de se meter sintéticos em todos os lados para se ganharem eleições”.

O dinheiro investido para a concretização de competições nacionais e internacionais é muito superior ao que fica na Região. Atente-se nos 120 mil euros doados pela secretaria da Economia para os nossos campos de golfe receberem dois torneios organizados por empresas privadas (Mário Carvalhosa e Descoberta Azul - Associação). Tem justificação entregar a uma senhora Ana Cabral a quantia de 75 mil euros para a realização de um torneio internacional de bridge, modalidade com um relevo enorme? Paga-se para os jogadores virem até Ponta Delgada? O que realmente fica nos Açores?

Já temos complexos desportivos com “as condições necessárias”. Para quê construir novos recintos de grande envergadura se apenas uma vez por outra poderemos ter finais internacionais ou nacionais? O retorno financeiro e económico só se repercute caso as provas tenham uma duração superior a 4/5 dias.

Precisamos é de pavilhões cobertos, de custos baixos como os que estão sendo edificados, para que a população possa praticar actividade desportiva e os nossos atletas possam melhorar o seu índice competitivo e de campos de futebol com condições.

Quem defende “a descentralização da actividade física e desportiva para as localidades mais carenciadas e mais distantes dos principais centros urbanos, quer para o incremento do estímulo à criação de colectividades/equipas de freguesia, quer para a facilitação da actividade desportiva de competição, quer ainda para a dinamização da prática desportiva regular por faixas mais débeis da nossa sociedade, particularmente crianças, jovens e idosos”, e não quer recintos localizados, mas pavilhões grandiosos, não haverá um grande contra senso? Vão para o adro das igrejas, quando não chover...

Por fim, “a politica desportiva regional é hoje feita pelos clubes”, diz Artur Lima. Que grande desconhecimento. A política desportiva regional foi aprovada pelos senhores deputados na “casa da nossa democracia”, situada na Horta. Como na altura não estava lá...

O candidato do CDS/PP tem aspectos positivos. Ainda bem. Desporto escolar; actividade física dinamizada; dirigentes com incentivos e com conhecimentos de gestão; e desporto e turismo de mãos dadas, mas não da forma como tem acontecido. Exige-se mais e melhor critério na doação de verbas para eventos. A Associação de Futebol de Ponta Delgada deu o exemplo que, com poucos recursos financeiros próprios e numa organização própria, sem empresas ou forasteiros, cativou o investimento para que todo o dinheiro ficasse nos Açores.



quinta-feira, outubro 04, 2012

AF Horta - Taça 2012/13



EstatísticasMelhor Ataque Madalena 7 Golos

Pior Ataque Fayal 2 Golos

Melhor Defesa Fayal 2 Golos sofridos

Pior Defesa CD Lajense 8 Golos sofridos

Mais Goleadas Madalena 1 Goleadas

Mais Vitórias Salão 2 Vitórias

Menos Vitórias CD Lajense 0 Vitórias

Mais Empates Fayal 0 Empates

Mais Derrotas CD Lajense 3 Derrotas

Menos Derrotas Salão 0 Derrotas

Max. Jogos sem Perder Salão 2 Jogos


JORNADA 3 2012-09-30

Visitado Visitante TV

Salão 4-1 CD Lajense

Madalena 5-0 Cedrense


JORNADA 4 2012-10-07

Visitado Visitante TV

CD Lajense 07/10 Fayal h2h

Cedrense 07/10 Salão h2h



Pos. Equipa P J V E D GM GS DG

1 Madalena 6 3 2 0 1 7 2 +5 Jogos

2 Salão 6 2 2 0 0 6 2 +4 Jogos

3 Fayal 3 2 1 0 1 2 2 0 Jogos

4 Cedrense 3 2 1 0 1 2 6 -4 Jogos

5 CD Lajense 0 3 0 0 3 3 8 -5 Jogos







Teledesporto de 30 de setembro

quinta-feira, agosto 09, 2012

Procissão do Bom Jesus de São Mateus do Pico.



P.S. Homenagem que faço à minha mãe, que sendo natural da freguesia de São Mateus, era uma grande devota deste Santo Milagreiro.

Medina

segunda-feira, julho 16, 2012

Direção não garante futebol - Boavista de São Mateus.



Depois de algumas semanas de indefinições está confirmada a reeleição de Luís Machado para o cargo de presidente do Boavista de São Mateus (Pico), dirigente que rendeu Manuel Furtado quando este abandonou o cargo já com a época 2011/12 a decorrer.

No entanto, a continuidade do elenco diretivo presidido por Luís Machado não garante, no imediato, a salvaguarda da equipa de futebol sénior, cujo futuro continua envolto em dúvidas. Os sócios foram chamados a pronunciar-se sobre o assunto mas, pelo facto de somente três associados terem respondido à chamada, os responsáveis optaram por adiar qualquer decisão.

Com os prazos a esgotarem-se para a direção dos axadrezados proceder à inscrição da equipa na próxima edição da Série Açores, a dúvida reside em saber se os sócios serão novamente convocados para uma reunião com o único propósito de votar a continuidade do futebol sénior ou se o escalão será extinto, ou, então, se os dirigentes chamarão a si essa responsabilidade e decidirão em sede diretiva sobre o rumo a tomar.

Seja como for, uma coisa é certa: o plantel que vier a ser constituído terá de ser composto por jogadores que queiram jogar por amor à camisola, pois o Boavista não tem dinheiro para pagar aos atletas. A verba disponível será direcionada para o saneamento financeiro.





F. C. Madalena abandona Série Açores.



Sócios reelegem Luís Silveira

À quarta foi de vez! Luís Silveira  é o presidente do F. C. da Madalena para o biénio 2012/2014.

Os sócios do F. C. Madalena reuniram-se ontem, numa assembleia geral que durou cerca de três horas, para eleger os órgãos sociais e definir o futuro do Clube.

A lista, composta por 80% dos membros directivos da anterior direcção, tem como vice-presidente Nogueira de Castro e presidente da Assembleia Ernesto Ferreira. O presidente do Clube mostrou-se confiante com o grupo de trabalho e garantiu que o Madalena não vai participar na Série Açores, optando pelos distritais.

Luís Silveira avançou ainda que o Clube vai apostar nos escalões de formação, passando assim a jogar no Municipal da Madalena.

Fábio Pires faleceu em campo



Jogador do Santiago perdeu a vida aos 29 anos num torneio de futebol de sete. Morte súbita reclama mais uma atleta. Autópsia deverá ser realizada esta sexta-feira, em Ponta Delgada.

Fábio Pires faleceu na noite de quinta-feira, dia 12 de Julho, vítima de morte súbita quando participava num jogo de futebol de sete realizado na Ponta Graça, freguesia do concelho de Vila Franca do Campo. O jogador do Santiago tinha acabado de ajeitar as meias quando caiu de costas.

Inanimado no recinto desportivo, Fábio Pires ainda foi assistido no local mas chegou cadáver ao centro de saúde de Vila Franca do Campo. Foi, posteriormente, transferido para o hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, onde deverá ser autopsiado durante o dia de hoje, sexta-feira.

Aos 29 anos desapareceu um dos jogadores com mais qualidade técnica do futebol açoriano na atualidade. Fabinho, como era conhecido, formou-se no Operário onde jogou até há três anos, altura em que se transferiu para o Santiago, clube onde iria iniciar a quarta época consecutiva. No seu registo médico não constam problemas de saúde que fizessem prever este desfecho.



Governo exige ao Toledos devolução de verba desviada para obra do pavilhão.




O Toledos do Pico utilizou na construção de um pavilhão os 130 mil euros destinados à aquisição de equipamento para lavandaria e cozinha.

A verba foi concedida pelo Governo Regional que insatisfeito com a atitude do Toledos exige agora a devolução dos 130 mil euros.

José Edurdo Pereira, presidente do Grupo Desportivo e Recreativo dos Toledos, diz que não tem o dinheiro para devolver e que o pavilhão ficou dotado com duas valências sociais: Atelier de Tempos Livres e centro para idosos.

quinta-feira, maio 10, 2012

quarta-feira, maio 09, 2012

Angrense pondera cortar relações com Santa Clara



O Angrense está "a ponderar seriamente" a possibilidade de cortar relações com o Santa Clara, atendendo a comportamentos que o emblema da rua de São João considera sustentados em "falta de ética desportiva" por parte do representante açoriano no futebol profissional - apurou o DI junto de fonte próxima do processo.

Embora ninguém ligado ao Angrense o confirme, o nosso jornal sabe que está em causa o alegado assédio do Santa Clara a vários atletas dos escalões de formação do grémio da cidade açoriana Património Mundial, situação que desagrada sobremaneira à direção presidida por Avelino Luís Gonçalves que, inclusive, não descarta a eventualidade de tomar uma posição pública sobre a matéria.



SENIORES

Por outro lado, o Angrense garantiu a continuidade da totalidade do plantel que representou o clube na presente época no Campeonato Nacional da Segunda Divisão, com exceção dos dispensados Rui Fernando e Flávio Gomes que, entretanto, já chegaram a acordo com o Praiense. Quanto a reforços, devem ser conhecidas novidades nos próximos dias.

Assegurada está, igualmente, a permanência da equipa técnica liderada por João Eduardo Alves. O Angrense regressa ao trabalho no mês de agosto, tendo em vista a participação na Série Açores. Conforme já foi admitido pelos seus responsáveis, o desiderato traçado passa pelo retorno imediato ao escalão superior.