terça-feira, janeiro 22, 2013

Medina foi homenageado: Santa Clara consagrado


Ambiente de festa no campo de Santo António, casa do Santa

Clara de alguns dos escalões de formação.

Tratava-se do jogo final do torneio de apuramento do campeão dos Açores, opondo o Santa Clara ao Desportivo Lajense. A tarde primaveril conduziu até àquele recinto muitas pessoas, entre as quais a maioria dos pais dos jogadores. Atletas que apresentaram-se com os cabelos pintados, com alguns com as caras também pintadas. Uma forma de comemorar os títulos da ilha de S. Miguel e dos Açores. Com as duas equipas perfiladas, o vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Furtado, entregou a taça de campeão dos Açores de juniores ao “capitão” da equipa “encarnada”, enquanto o presidente da Associação de Futebol, Auditon Moniz, o presidente do Santa Clara, Mário Batista, o antigo jogador Medina e o jornalista José Silva, entregaram as medalhas aos jogadores e ao técnicos.

Medina, natural das Lajes do Pico e jogador do Desportivo Lajense, mas que durante muitos anos representou o Santa Clara, foi homenageado pelo Santa Clara. Deu mesmo o pontapé de saída simbólico, recebendo aplausos de todos os presentes.

O jogo foi ganho pela equipa de Ponta Delgada, por 3-0, com 1-0 ao intervalo. João Garcia, por duas vezes, e Miguel Rodrigues, de grande penalidade, foram os autores dos golos.

Ao fim de 6 jogos, o Santa Clara totalizou 10 pontos (3 vitórias e 1 empate), com 14-2 em golos, seguido do Angrense com 7 (2V1E1D), com 8-5 em golos e do Desportivo de Lajense, sem pontos (0V4D) e com 2-17 em golos.

Sorteio na sexta-feira


O sorteio da fase de apuramento das equipas que irão subir à I divisão de juniores, está marcado para as 15h00 de sexta-feira próxima.

Desconhece-se em qual das duas séries o Santa Clara irá ficar integrado. Estão apuradas as equipas do Chaves, Merelinense, Vizela (3.º melhor das cinco séries e qualificado por desistência do campeão da Madeira), Feirense, Trofense, Beira Mar, Anadia, Torreense, Mafra, Oeiras e Atlético.

Jornal Correio dos Açores



Teledesporto - 20/01/2013

Clubes desesperam pelas verbas públicas: Iminentes faltas de comparência


A falta de liquidez nas finanças regionais tem afectado quase toda as áreas que dependem de verbas do Governo, que directa ou indirectamente abrangem o quotidiano destas ilhas.

O desporto, como actividade não prioritária, é uma das que mais tem sofrido. Em silêncio... público. Nas conversas e nas reuniões é um tema em destaque.

Os significativos atrasos nas transferências das verbas já contratualizadas e a falta da assinatura dos contratos programa para este ano, levam os clubes açorianos a desesperarem. Principalmente os que estão nas provas nacionais e regionais.

Numa ronda por alguns dos clubes, todos foram unânimes em demonstrarem a sua preocupação. Mas ninguém ousou em dizê-lo publicamente.

“Não me admiro se a continuarem a não disponibilizar as verbas em atraso, possa haver um clube ou outro que dê falta de comparência num jogo a realizar noutra ilha”, disse um dos dirigentes contactados, que esperava esta semana ter recebido luz verde para ter acesso ao dinheiro, como circulou entre os clubes, as associações de modalidade e as empresas. “Mas o mesmo se passa com os clubes que estão nos campeonatos nacionais, já que tenho conhecimento de situações bem mais complicadas do que a nossa para terem crédito que permita às equipas viajar quinzenalmente até ao Continente”.

Há quem fale numa situação semelhante à da Madeira, cujos clubes sentiram dificuldades tremendas, ao ponto de alguns terem acabado por serem eliminados devido às faltas de comparência.

“Não é só a questão das dívidas para com as agências de viagens, para com a Sata, são também os adiamentos nos pagamentos a fornecedores de medicamentos, de produtos para as lavandarias e para quem nos presta assistência médica e para os postos de abastecimento de combustíveis”, disse um outro director, que comunga os problemas “de outros dirigentes, com quem tenho falado”.

CIMEIRAS ADIADAS

As habituais cimeiras com as associações desportivas, que começavam no mês de Janeiro, não se têm realizado. Há associações que pretenderam marcá-las quanto antes, mas sem sucesso. A Direcção Regional do Desporto tem estado em silêncio. Até ontem. Pelo menos já há uma indicação de que serão em Fevereiro. Diz-se que enquanto não houver a certeza de qual a percentagem na redução das verbas para o desporto, não haverá reuniões.

Pela mesma razão ainda não foram assinados os contratos programa com os clubes de cada ilha, elaborados pelos Serviços de Desporto locais, destinados à formação.

A expectativa sobre o valor dos cortes para este ano é grande. “Já ouvimos falar que será numa percentagem que põe em causa toda a actividade das associações desportivas, sendo quase certo o termo das competições regionais dos vários escalões”, adiantou-nos um dirigente de uma associação de modalidade de pavilhão.

Depois da redução de 10% em 2011, de 15% em 2012, fala-se que o valor percentual “será acentuado, mas estaremos atentos porque há rubricas que deveriam sofrer cortes mais significativos e que não irão tê-los comparativamente com as “escolinhas do desporto”, por exemplo, que tem sido a primeira abordagem das crianças às mais variadas modalidades”, rematou.

“Nós percebemos que haja cortes, que a actividade seja repensada, mas serão os responsáveis governamentais, mais as estruturas ligadas à área, a nos dizerem o que pretendem para o nosso desporto face ao panorama de crise acentuada”, disse o mesmo dirigente associativo, que não esquece “todas as intenções para o desporto do presidente, Vasco Cordeiro, mas, que, infelizmente, não serão concretizadas, porque afinal ou não estava por dentro da realidade, o que me surpreende atendendo ter feito parte da estrutura dos governos anteriores, ou porque acabou por ir na onda das promessas eleitorais cujos políticos sabem não serem possíveis de concretizar”.

P.S. É uma situação agoniante para os clubes. O desporto açoriano tem que ser repensado, porque gasta-se muito dinheiro sem o tê-lo...Eu sou apologista de termos equipas nos nacionais mas com equilíbrio, pelas minhas contas, qualquer dia existe mais nos campeonatos nacionais que nos regionais...Depois, os clubes habituaram-se mal, o governo é a santa casa da misericórdia, não pode ser!


Eu gostava de saber e, se alguém souber, quantos jogadores açorianos foram valorizados com este desporto de ricos???? Quantos clubes fecharam as portas???? Desporto de ricos e enganador, porque as pessoas pensam uma coisa e, depois, quando dão por si estão bem entaladas.


Por isso mesmo, devido ao contexto actual, tem que se repensado, estudando as melhores formas ou então caminhos a seguir nestes tempos muito difíceis que por ai chegam...


Medina


sexta-feira, janeiro 18, 2013

Este domingo na freguesia de São Mateus: XXIII Corrida dos Reis da ilha do Pico conta com 1250 participantes




Contagem decrescente para a realização da 23.ª edição da Corrida dos Reis da ilha do Pico, que vai percorrer algumas artérias da freguesia de São Mateus, Concelho da Madalena, na manhã deste domingo. A azáfama é uma constante nos habitantes da ilha montanha, mais precisamente em São Mateus, no ultimar dos preparativos para receber os muitos forasteiros, que vão participar na grande Corrida, que desde há muito uma referência no panorama Nacional e Internacional, das corridas de estrada.



Os participantes começam a chegar hoje à ilha Montanha, vindo de todos os lados e o regresso está agendado para segunda-feira.

Para além do evento desportivo de domingo, a organização oferece a todos os participantes, um programa sócio cultural durante os três dias de estadia na ilha, onde podem usufruir das belas paisagens naturais das ilhas do Pico e do Faial, bem como da famosa gastronomia da ilha e das actividades culturais e musicais tradicionais da região.

À partida estão inscritos 1250 participantes, sendo duzentos de fora da região e os restantes das várias ilhas do arquipélago e tem como convidados de honra na prova, os seguintes atletas que já foram homenageados: Fernando Mamede, Manuel Matias, Rosa Mota, Aurora Cunha, Fernanda Ribeiro, Dionísio Castro, Conceição Ferreira, Domingos Castro, Carlos Lopes, António Leitão, Manuela Machado, António Pinto, Susana Feitor, Ezequiel Canário, Vanessa Fernandes e Mário Silva.

Para o director de prova António Carlos Maciel “A Corrida dos Reis que teve o seu início em 1991 e realiza-se todos os anos no corrente mês, é sem dúvida uma grande festa de promoção desportiva e nomeadamente turística, pelas características próprias que a definem e é uma prova de Grau Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo na Região Autónoma dos Açores”.

Esta prova, adianta Maciel “já tem uma dimensão nacional e internacional pela participação de atletas das várias ilhas dos Açores, Madeira, Continente e Estrangeiro, desde a Espanha, Bélgica, Quénia, Rússia, Ucrânia, França, Marrocos, Etiópia, Argentina, Polónia, Brasil e Estónia foram já os países que participaram com atletas de alto gabarito internacional”, regozija-se o conhecido dirigente picoense.

Segundo ainda António Maciel, este evento tem como objectivo “Promover desportivamente os Açores; criar o gosto pelo atletismo, proporcionando um número cada vez maior de atletas para a modalidade; possibilitar a competição das equipas e atletas dos Açores com outras do exterior; possibilitar ao público em geral a assistência ao um grande evento desportivo de qualidade elevada ao mais alto nível nacional e reforçar a actividade física e desportiva nas escolas.

Esta manifestação desportiva reveste-se de quatro aspectos muito importantes: Em primeiro lugar o incentivo à prática do atletismo que cada ano ganha novos estímulos, com a presença de grandes nomes do atletismo nacional e mundial.

Em segundo lugar o apelo à prática desportiva em que o desporto pode constituir uma via muito importante para ajudar à boa formação integral de cada um, das crianças e do cidadão futuro.

Em terceiro lugar a promoção regular da actividade física e desportiva dos adultos, contribuindo para a qualidade de vida e da saúde da população em geral.

Em quarto lugar uma grande jornada de cartaz turístico dos Açores e muito em particular da ilha do Pico onde tem o pico mais alto de Portugal”.

Para além dos participantes que vêm de fora dos Açores, existe a participação de atletas de São Miguel, Terceira, São Jorge e Faial, bem como da ilha do Pico com referência para a participação das escolas, onde a atleta olímpica Rosa Mota estará presente, acompanhada de um conjunto de atletas internacionais, que irão lutar para subir ao pódio na prova principal no próximo de domingo, onde se destacam nos masculinos, Sérgio Silva “Maratona”, Bruno Jesus e José Moreira “Benfica”, Ricardo Vale “Sporting”, Vítor Oliveira “Maia”, Jorge Pinto “Benaventense”, André Marques “Vale de Cambra”, Nuno Lopes “Seia”, entre outros e nos femininos Ercilia Machado “Sporting”, Susana Godinho “Benfica”, Andreia Santos “Joma”, Sara Carvalho e Joana Nunes Adercus, entre outras.

A prova realiza-se em São Mateus, com início do desfile pelas 09.30 horas, abrilhantado pela Filarmónicas União e Progresso Madalense, Lira de São Mateus, Lira das Sete Cidades, bem como da participação dos Reis Magos.

Depois da Cerimónia de Abertura haverá a caminhada para todos, seguindo as provas competitivas desde o desporto adaptado e culminando com a prova principal que terá o tiro de partida pelas 12h25.

Para além da presença da nossa embaixadora Rosa Mota, o convidado de honra será o atleta Paulo Guerra, onde é de realçar a sua carreira como atleta do Sporting e do Maratona, onde conquistou individualmente 5 campeonatos nacionais e 4 campeonatos europeus de corta mato, colectivamente 2 medalhas de ouro, 3 de prata e 3 de bronze, assim como 5 taças dos campeões europeus, competição que individualmente venceu 4 vezes.

Foi ainda Galardoado com a Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1999.



Autor: João Patrício



sexta-feira, janeiro 11, 2013

Final da primeira volta da Segunda Liga: “Grande sarilho em que se meteram....”


Em Julho do ano passado o presidente do Desportivo das Aves disse que os clubes da II Liga estavam “metidos num grande sarilho”.

Armando Silva referia-se ao aumento do campeonato da II Liga de 16 para 22 clubes, numa época de fracos recursos das colectividades, sem patrocinadores e sem os apoios que a Liga havia definido no mandato de Fernando Gomes.

São 21 jogos em casa, contra 15 do passado recente; descem 3 equipas ao novo campeonato nacional - por troca com os vencedores de cada uma das zonas da actual II divisão -, sendo o esforço competitivo muito maior, devido aos jogos realizados a meio da semana.

Realmente é um grande sarilho, cujas consequências poderão trazer danos irreparáveis para alguns clubes e para algumas equipas.

As despesas são elevadas com o aumento de 12 jogos, repartidos, essencialmente, pelas organizações e pelas deslocações. Mais penalizados são os três clubes insulares. O Santa Clara tem um acréscimo no orçamento na ordem do 60 mil euros e o valor que recebeu não atingiu aquele montante. São mais 6 viagens e as receitas de bilheteira pouco aumentarão.



MAIS GENTE SÓ

NOS “GRANDES”



Cumprida que está a primeira volta do campeonato, a presença de seis equipas “B” dos principais clubes portugueses tem sido, como se esperava, atraente para quem as defronta, para as equipas visitadas e para... pouco público.

O número de espectadores não subiu como era expectável com as visitas de clubes como o Benfica, o Sporting, o F. C. Porto, o Sporting de Braga e o Guimarães.

Ao fim da 1.ª volta, o jogo de 4.ª feira, entre o Belenenses e o Sporting “B” (2-1), foi o que teve mais pessoas (1.858), ocupando o 11º lugar. Ou seja, até aquela posição têm tido mais público os jogos em casa das equipas “B”.

Entre os 20 jogos com maior assistência na 1.ª volta, somente o Portimonense-Benfica “B” surge na tabela (14.ª posição), com 1.812 espectadores.

Quatro daqueles clubes têm registado maior adesão aos seus jogos. O Guimarães já teve 22.540 espectadores no “Afonso Henriques”, seguido do Benfica com 18.006 na “Luz”, do Porto com 14.996 em Gaia, surgindo o Braga na 5.ª posição com 11.692 no seu campo. O Sporting, por estar a jogar em Rio Maior, dificultando a deslocação das pessoas, ocupa a 20.ª posição no “ranking” de espectadores, com 4.944 em 11 jogos. O Santa Clara está no 11.º lugar, com 8.430 pessoas contabilizadas nos torniquetes de entrada do estádio de S. Miguel, também em 11 jogos.

A presença das equipas “B” nesta divisão não acontece em todos os países. Apenas Espanha tem um modelo semelhante. Em França estas equipa militam na 4ª divisão e na Alemanha na 3ª divisão. Em Inglaterra, Holanda e Itália há campeonatos dirigidos apenas para as equipas “B”.

Em Portugal, devem todos (jogadores e treinadores incluídos) sentarem-se e fazerem um balanço se, se justifica continuar com este campeonato/maratona, apesar de haver um contrato para nos próximos 6 anos se manter este figurino.



PLANTÉIS FORA DA REALIDADE



Os parcos recursos impediram a maioria dos clubes de terem plantéis com o número de atletas apropriado para uma competição com 42 jogos. Claro que irão pagar caro, porque surgem lesões mais prolongadas e castigos mais frequentes. Quem fizer a melhor gestão será premiado tanto para a subida como para evitar a descida.

Num estudo feito por Manuel Marques, da equipa técnica do Desportivo das Aves, são necessários 28 jogadores (4 guarda-redes; 9 defesas, 8 médios e 7 avançados) para fazer face a uma prova com 42 jornadas.

À base de 23 futebolistas (incluindo 3 guarda-redes), os treinadores terão de juntar 5 juniores treinando diariamente com a equipa principal.

Para atingir o perfil ideal do jogador de II Liga, competindo numa prova com este número de jogos, é necessário que seja extremamente regular nos anos anteriores, mentalmente forte, com um registo de lesões musculares diminuto, com cadastro disciplinar regular e que tenha uma boa relação humana.



77 PONTOS PARA SUBIR



A média de pontos para subir de divisão deve rondar os 77 pontos e para não descer os 42 pontos. Esta média foi retirada do que conseguiram as equipas nos campeonatos de Espanha e de Itália com o mesmo número de clubes e durante seis épocas.

Contudo, em Espanha, houve temporadas em que foi necessário as equipas primeiro classificadas atingirem 81 pontos (08/09), 80 pontos (06/07) e 79 pontos (10/11), como noutras épocas com 71 (09/10) e 72 pontos (07/08) foi suficiente para terminar na primeira posição.

Por exemplo, para a evitar a descida em Espanha no campeonato da II Liga, houve épocas em que a primeira equipa acima dos lugares da despromoção teve de conquistar 50 pontos (09/10) e 49 pontos (07/08), como com 35 (08/09), 37 (05/06) e 38 pontos (10/11) chegaram para a permanência.

Já em Itália, em 2007/08 quem ficou em primeiro teve de somar 84 pontos, e para não descer foram precisos 48 pontos nas temporadas de 08/09 e 09/10, mas com 35 pontos “safaram-se” em 07/08.



“MARATONA” A REVER



A rever estará a “maratona” de jogos, incomportável com a realidade portuguesa.

Esta primeira edição da II Liga portuguesa começou a 12 de Agosto e termina a 19 de Maio. Oito das 42 jornadas são a meio da semana. Se contabilzarmos os jogos da Taça da Liga, o Santa Clara, por exemplo, fará 10 jogos às 4.ªs feiras.

Em Espanha, com o mesmo número de jornadas, o campeonato secundário começou a 19 de Agosto e termina a 9 de Junho, seguindo-se jogos do “play-off”. Na época passada o início foi a 26 de Agosto, com a conclusão da 1.ª fase a 16 de Junho.

Já a série “B” italiana tem um calendário parecido com o nosso. Esta temporada começou a 25 de Agosto e fica concluído a 18 de Maio, e na época anterior arrancou a 25 de Agosto e fechou a 26 de Maio. Seguiram-se os jogos do “play-off”.



Autor: José Azevedo



quarta-feira, dezembro 19, 2012

Selecção de Juvenis da AFHORTA.



Torneio realizado em São Miguel, contra a selecção da Ribeira Grande, acho eu?
O Dr. Mota Amaral estava a colocar-me uma medalha ao peito!!!

Campeonato Séniores Pico / Faial - AFH 2012 / 2013



Posição    Equipas      Jogos   Vitórias    Empates   Derrotas    GM-GS    Pts

   1º         Lajense         4           2              2               0             6 - 2       8

   2º        Cedrense       3           1              2               0             5 - 4       5

   3º        Salão             3           0              3               0             3 - 3       3

   4º        FC Madalena 3          1              0                2             3 - 5      3

   5º        Fayal SC       3           0              1                2             2 - 5      1



2ª Volta - 17/12/2012

Teledesporto - 16/12/2012

sexta-feira, dezembro 07, 2012

Mais um jogo que termina com violência: Árbitro agredido em pleno relvado


Aconteceram novamente no passado sábado, num campo de futebol da nossa ilha, cenas que tardam em serem banidas de uma vez por todas dos recintos desportivos.

Depois das agressões gratuitas feitas ao árbitro Vasco Almeida na Lagoa num confronto de competição juvenil, as quais a seu tempo, foram devidamente aludidas, desta vez a violência subiu de tom e a gravidade dos factos foi bem pior.

Não interessa referenciar o nome dos jogadores agressores, nem tão pouco divulgar a instituição que os mesmos representam. Importa, isso sim, alertar as pessoas para tão complexa fúria ocorrida num campo de futebol e que poderia causar mazelas confrangedores ao árbitro, cujos efeitos arriscariam realmente serem bem piores.

O jovem juiz de campo César Andrade, que dirigiu o jogo de Juniores em Água de Pau entre o Santiago e o D. S. Roque, nunca imaginaria que em seis anos de carreira, fosse tão maltratado, logo após a marcação de uma grande penalidade assinalada contra o conjunto “canarinho” já no tempo de compensação (90’+3) e convertida para a equipa da casa, o que transformaria um resultado de 2-3 em 3-3 e colocaria uma das equipas participativas no jogo fora do ambicionado título. Convém realçar que o conjunto visitante chegou com relativa facilidade aos três a zero, vindo depois a desmoronar-se e a consentir um desfecho imprevisível, uma vez que foi o primeiro e único ponto conquistado pelo Santiago nesta 2.ª fase.

Mal sabia o árbitro, que num embate aparentemente descontraído e fácil de dirigir, pudessem acontecer situações lastimáveis e pesarosas, com reacções instantâneas dos agressores. Diremos que tudo surgiu, devido a um total desespero de causas dos infractores, os quais pretendiam, logo após o apito final fazerem a festa com o rótulo de campeões. Todavia o sonho tornou-se repentinamente numa frustração e vai daí a reação brutal dos ofensores perante o jovem árbitro César Andrade, que mesmo inconsciente e prostrado no solo continuou a ser vítima de brutais agressões com pontapés.

César Andrade teve de receber tratamento hospitalar e recupera agora em casa. De realçar ainda, que em termos desportivos, o empate surpreendente do D. S. Roque permitiu ao Clube Desportivo Santa Clara conquistar o título de campeão de São Miguel de juniores, após bater fora o D. R. Peixe por 2-1.

José Luís Tavares

P.S. Lamento profundamente o que está a acontecer com os arbitros nesta Associação de Futebol de Ponta Delgada. Estas situações são inteiramente da responsabilidade dos responsavêis que dirigem esses jovens jogadores. O querer ganhar a todo custo tem esses resultados tristes para o futebol. Eu, em quase vinte anos de treinador de formação nunca admiti que jogador meu chegasse a esses factos, nem pensar!!!
Mas como diz Mourinho, existe bons e maus....Que tristeza! Ao ponto que chegou o futebol? De uma escola de virtudes a um ringue de combate!! E numa altura que existe tanta modalidade de combate...

Medina



quarta-feira, novembro 21, 2012

Três membros da direcção da Associação de Futebol de Ponta Delgada apresentaram a demissão ao presidente da Assembleia Geral.

Em causa o Operário - Caldas para a Taça de Portugal: Demissões na Associação de futebol de Ponta Delgada


O presidente da direcção, contactado pelo nosso jornal, começou por não confirmar, nem desmentir, mas, a seguir, justificou que os vice-presidentes João Pedro Costa, José Ponte e Ricardo Sampaio “estão a ponderar demitirem-se, uma vez que estão em causa razões particulares e de saúde”.

Auditon Moniz admitiu estar a “analisar a situação”, mas nunca referiu que a causa relaciona-se com o erro do Gabinete Técnico da Associação em ter indicado ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol o dia 23 de Agosto como a data do jogo da Taça Amizade entre o Santiago e o Operário, quando aquela partida foi a 18 do mesmo mês.

O Conselho de Disciplina acabou por dar razão ao Operário, alegando que a Taça Amizade era uma prova oficial da AFPD e que, por isso, o guarda-redes João Botelho pôde cumprir naquela partida 1 dos 3 jogos de castigo com que fora punido pela expulsão no desafio final do campeonato da época passada.

O Caldas recorreu para o Conselho de Justiça, alegando que no jogo que disputou na Lagoa, perdendo por 3-1 e ficando fora da Taça de Portugal à 2.ª eliminatória, João Botelho alinhou irregularmente.

É neste processo que a AFPD descobre o erro inicial e indica de imediato tratar-se de um lapso de datas, até porque João Botelho foi inscrito pelo Operário a 22 de Agosto, 4 dias depois da realização do encontro.

Os dirigentes não gostaram deste erro e acharam por bem demitirem-se.

Auditon Moniz, que há cerca de um ano viu o vice-presidente José Araújo Lopes deixar o elenco a que preside, está a encetar contactos para recompor o quadro de cinco elementos.

Nesse sentido, um dos nomes falados é o de Roberto Câmara, antigo presidente do Capelense. Auditon Moniz adianta tratar-se de “uma pessoa de grande mérito e que conheço bem, por quem tenho grande estima e admiração e, caso venha integrar esta direcção, é, sem dúvida alguma, uma mais-valia ”.

Virando as agulhas para o já estafado “caso” João Botelho, dando o Conselho de Justiça da FPF razão ao Caldas, face aos novos dados, o presidente da AFPD reconheceu o erro e adiantou não estar “desiludido”, porque “houve apenas uma troca de datas, em que quando houve o jogo o atleta não estava inscrito e, perante isto, temos de reconhecer o erro”, para logo acrescentar que “mantenho a confiança no nosso Gabinete Técnico”, reitera.

Auditon Moniz salvaguardou que, como presidente da direcção, “o erro também foi meu e tenho de reconhecer as responsabilidades”.

O processo baixou de novo ao Conselho de Disciplina, que elaborará um novo acórdão, onde, para além da derrota por 3-0, o Operário arrisca a ser multado até 2500 euros e João Botelho a ser suspenso entre 1 e 3 meses.

O site do Caldas divulgou no fim-de-semana uma nota, que a seguir transcrevemos:

“O Conselho de Justiça da FPF, por acordão proferido em 13-11-2012, anulou a decisão recorrida do Conselho de Disciplina que tinha excluído o Caldas SC da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal.

Contudo o CJ em vez de proferir decisão que substitua a anterior, ordenou a baixa do processo à 1.ª instância (CD) para que seja o Conselho de Disciplina a proferir nova decisão tendo em conta que a própria Associação de Futebol de Ponta Delgada já admitiu, na pendência do recurso, que ocorreu um lapso do seu gabinete técnico responsável pela marcação de jogos (o jogo Santiago vs Operário afinal não foi a 23.08.2012 mas sim a 18.08.2012) pelo que entende agora a própria AFPD que o atleta João Botelho não cumpriu qualquer jogo organizado pela AFPD, uma vez que só foi inscrito a 22.08.2012.

Pelo que tudo aponta para que, definitivamente, o CSC possa marcar presença na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, ficando agora, apenas, a aguardar nova decisão do Conselho de Disciplina”.

Nota: Acho muito estranho este caso. O Conselho de Disciplina acabou por dar razão ao Operário, a seguir, o conselho de justiça anula esta decisão. Que bela justiça temos em Portugal, contradizem-se nas suas decisões...

Medina

2ª Volta de 19/11/2012

segunda-feira, novembro 19, 2012

Classificação final - AFH Taça 2012/2013



P J V E D GM GS J V E D GM GS J V E D GM GS

1 Salão 15 8 5 0 3 13 10 4 3 0 1 9 3 4 2 0 2 4 7 Jogos

2 Fayal 14 8 4 2 2 11 8 4 3 0 1 8 5 4 1 2 1 3 3 Jogos

3 Cedrense 13 8 4 1 3 9 13 4 2 1 1 5 4 4 2 0 2 4 9 Jogos

4 Madalena 9 8 3 0 5 11 11 4 2 0 2 8 4 4 1 0 3 3 7 Jogos

5 CD Lajense 7 8 2 1 5 13 15 4 1 1 2 6 5 4 1 0 3 7 10 Jogos

Vencedor Salão







Equipas Estatística Líder - AF Horta Taça 2012/13



Melhor Ataque CD Lajense 13 Golos mais >

Pior Ataque Cedrense 9 Golos mais >

Melhor Defesa Fayal 8 Golos sofridos mais >

Pior Defesa CD Lajense 15 Golos sofridos mais >

Mais Goleadas Salão 2 Goleadas mais >

Mais Vitórias Salão 5 Vitórias mais >

Menos Vitórias CD Lajense 2 Vitórias mais >

Mais Empates Fayal 2 Empates mais >

Menos Empates Salão 0 Empates mais >

Mais Derrotas CD Lajense 5 Derrotas mais >

Menos Derrotas Fayal 2 Derrotas mais >

Max. Jogos sem Perder Salão 5 Jogos mais >

Futebol sem policiamento




Decreto-lei 216/2012 entra em vigor nesta sexta-feira, dia 9, a autorizar a realização de espectáculos desportivos sem policiamento. Jogos de juvenis e iniciados estarão incluídos nas rondas que as patrulhas da PSP habitualmente efectuam.

A partir desta sexta-feira, dia 9 de Novembro, entra em vigor o decreto-lei 216/2012 que coloca um ponto final na obrigatoriedade dos jogos de futebol nos escalões de juvenis e iniciados só se disputarem com a presença de efectivos policiais. É mais uma medida de contenção de custos em tempo de crise que há menos de 24 horas levou a Associação de Futebol de Ponta Delgada (AFPD) a suspender a actividade prevista para o fim-de-semana.

A decisão prévia foi tomada porque não haviam sido emanadas pela Federação Portuguesa de Futebol quaisquer instruções sobre como as associações regionais deveriam agir, mas tendo as indicações surgido ao final do dia a Direcção da AFPD, liderada por Auditon Moniz, decidiu repor a normalidade competitiva.

E a partir de agora os jogos de juvenis e iniciados carecem de policiamento e a segurança estará a cargo de um elemento da equipa visitada que actuará em estreita colaboração com as equipas de arbitragem. Será esse elemento o responsável pela elaboração de um relatório no final de cada partida que será entregue ao árbitro no final do jogo.

Contudo, e no sentido de haver uma resposta rápida em caso de desacatos, a Associação de Futebol de Ponta Delgada, cumprindo o recomendado pela federação, aconselhou os clubes a continuarem a comunicar à PSP as partidas de futebol que vão realizar-se a cada fim-de-semana para que os locais onde estão sediados os campos possam ser abrangidos pelas habituais rondas da polícia.

Nota: Vai ser uma grande barracada!! Com policiamento por vezes torna-se bastante complicado, sem ele, vai ser lindo...Batalhas campais e algo pior !!!!

Medina


Agatao tem convite de Angola



Treinador do Operário estuda a proposta para ser adjunto de Ricardo Formosinho no Recreativo Caále. Partida com o Pampilhosa poderá assinalar a despedida do técnico que está desde 2005 no comando dos fabris.



Francisco Agatão poderá deixar o comando técnico do Operário nos próximos dias. O treinador que orienta os fabris desde 2005 tem em mãos uma proposta para ser adjunto de Ricardo Formosinho no Recreativo Caále, reeditando assim a dupla que em 2004 trabalhou no Santa Clara.



O convite já foi formulado e a direção do clube lagoense está a par dos desenvolvimentos, mas Francisco Agatão ainda não tomou uma decisão. Porém, apuramos, o técnico está inclinado a aceitar a proposta que lhe foi apresentada na procura de um desafio desportivo mais aliciante e que financeiramente lhe oferece maior estabilidade.



Ao longo desta semana deverão surgir novos desenvolvimentos no que a este assunto diz respeito, havendo até a possibilidade do treinador se despedir da equipa no jogo com o Pampilhosa, agendado para o dia 25 de Novembro. Isto porque caso aceite a proposta de rumar a Angola (a próxima época do Girabola arranca em Janeiro), Francisco Agatão pretende passar algum tempo com a família.

Teledesporto 18/11/2012.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Clubes recebem verbas para treinadores: Carlos Dantas o mais bem pago.


O treinador da equipa de hóquei em patins do Candelária é, de entre os técnicos que vão ser subsidiados pela Direcção Regional do Desporto (DRD), o mais bem pago.


Carlos Dantas tem previsto receber no período de duração do contrato 48.488 euros, sendo o Candelária, que milita na I divisão, subsidiado em 18.250 euros, valor máximo que a DRD entrega aos clubes nesta temporada.

O antigo seleccionador nacional de hóquei em patins foi o único treinador que viu o seu salário aumentado. Na época passada recebeu 45.789.84 euros.

A DRD tinha nos 21.250 euros o tecto máximo de apoio aos clubes na época anterior, baixando em 3 mil euros devido aos cortes no orçamento para todas as secretarias regionais.

O segundo treinador mais bem pago, com metade do vencimento auferido por Carlos Dantas, é o do Clube Naval da Horta. Serão 24 mil euros para o técnico, com a DRD a suportar 18.250 euros.

O terceiro treinador com melhor salário é Filipe Duque. O responsável da equipa de andebol do Sporting da Horta tem previsto receber 22.800 euros. O clube faialense também recebe 18.250 euros. Na época passada, Filipe Duque tinha um vencimento/época de 24 mil euros.

No “ranking” do apoio aos técnicos que possuem cédula, qualificação e que estão a tempo inteiro nas equipas, surgem os treinadores de futsal e de futebol do Operário.

Ricardo Canavarro, da equipa de futsal, tem um contrato com duração não inferior a 10 meses estipulado em 22 mil euros. O mesmo valor é apontado a Francisco Agatão. O técnico da equipa de futebol de onze viu o seu vencimento sofrer 13 mil euros de redução em relação à temporada de 2011/12. O Operário irá receber 18.250 euros por cada um.

Paulo Barreto, do Ribeirense do Pico, tem o contrato com 20.277.80 euros. Baixou 3.334.60. Para o clube bi-campeão nacional de voleibol feminino vai 18.250 euros.

Ainda na casa do 20 mil euros (20.100), está Carlos Luz, treinador do Judo Clube de S. Jorge. O valor destinado ao clube é de 18.090 euros.

CARLOS SILVEIRA O MAIS BAIXO

As equipas de ténis de mesa destinam aos seus técnicos verbas que variam entre os 15 mil e 600 euros (Casa do Povo da Madalena, que terá 13.950 para a época na I divisão feminina) e os 18 mil euros. Esta verba está destinada para os treinadores das equipas masculina e feminina de “Os Toledos”, ambas militantes na I divisão. 13.950 euros é quanto o clube da vila da Madalena receberá por cada técnico.

Em relação ao Desportivo do Juncal, o treinador da equipa feminina tem um contrato com um custo previsto de 18.403 euros (13.950 para o clube) e Francisco Santos, da equipa masculina, tem previsto receber 15.400 euros (13.860 euros).

Para encerrar o lote de 12 equipas, máximo previsto na portaria que determina estes apoios para treinadores qualificados, encontra-se Carlos Silveira, do Clube K. O custo é de 9.750 euros (8.775 euros para o clube). No entanto, é bem possível que receba do clube uma outra verba porque tem na equipa de voleibol a dupla função de treinador e de jogador.

O Santa Clara não é apoiado, por tratar-se de um Sociedade Anónima Desportiva (SAD).

Há clubes que os seus treinadores têm outra actividade profissional ou os clubes que representam não possuem os requisitos exigidos por lei.

Para que conste, os treinadores do Madalena e do Angrense, receberam, na época passada, 24 e 23.800 euros, respectivamente.

TODOS OS ESCALÕES DE FORMAÇÃO



Para acederem a estes apoios, os clubes candidatos apresentaram na época anterior equipas ou grupos de trabalho em todos os escalões de formação, de infantis a juniores, da mesma modalidade e sexo e com contrato programa assinado.

A nível individual, os clubes têm de possuir pelo menos 40 atletas federados.

Os contratos têm um ano de validade e de um treinador por modalidade e sexo, num total de máximo de 12 equipas.

A DRD apoia até 90% do valor do contrato, até ao montante de 18.250 euros para os desportos colectivos e de 13.950 euros para os individuais.

Além destas condições, as equipas terão de estar inseridas em campeonatos nacionais de nível competitivo superior ou em competições internacionais. A nível individual, os atletas são portadores do estatuto nacional de alto rendimento.

Outra obrigatoriedade dos clubes, é a de apresentarem um relatório da actividade desenvolvida até 10 dias após 31 de Julho de 2013, acompanhado de cópia dos documentos comprovativos das remunerações pagas/recibos com validade fiscal; com indicação dos abonos e dos descontos ou apresentação perante a Segurança Social até 20.277.78 euros do vencimento de cada treinador.


P.S. Na formação de atletas os clubes desportivos recebem uma verba para pagamento aos técnicos credenciados, dependendo do seu grau, esse valor é diferenciado. Acontece que, muitas vezes, esse valor não é entregue a esses mesmos técnicos, porque, por uma razão ou outra, é gasto em outras coisas... ficando essas pessoas penalizadas por isso mesmo.


Para acabar com essa " vergonha" essas verbas deveriam ser canalizadas para esses técnicos ou então no caso de não serem pagas o clube deveria devolver à DRD ou então ser penalizado na época seguinte.

Mas "o baile continua" e ninguêm mexe uma palha para mudar esta situação, umas vezes por medo, outras vezes porque são ameaçadas.

Clubes que recebem avultadas verbas publicas deveriam ser obrigados, por lei, a ressarcir os seus técnicos de formação.

 Os compromissos são para cumprir. 

Medina






segunda-feira, outubro 15, 2012

Em tempo de eleições: Partidos lembraram-se do desporto




O desporto, apesar de ser uma área envolvendo milhares de pessoas e de ser uma actividade social com grande impacto, não merece a atenção devida dos partidos políticos quando se preparam para eleições.

Mas algo mudou para o acto eleitoral do próximo domingo.

O jornal “Diário Insular” deu voz aos três líderes dos partidos com mais possibilidade de serem governo. Realizou um trabalho sério, importante e pouco vulgar.

Um exemplo e uma chamada de atenção para os órgãos de Comunicação Social públicos, Antena 1 e RTP-Açores, entretidos noutros enredos, ao ponto de desleixarem uma área conquistada com muito labor por meia dúzia de profissionais competentes. Desapareceram os programas televisivos “Troféu”, “Segunda Volta” e “Lançamento” e na rádio há uma quebra de qualidade, principalmente na “Tarde Desportiva”, devido à falta de pessoas. E, depois, querem que seja uma televisão e uma rádio regionais, mas com conteúdos de outras paragens. Com este processo, a televisão e a rádio públicas serão vistas por apenas alguns açorianos.

Com um questionário idêntico para PSD, PS e CDS/PP, o “Diário Insular” possibilitou aos que seguem esta área saberem as linhas mestras para o desporto açoriano nos próximos quatro anos.



PSD com orientações pertinentes



Berta Cabral já tinha dado o mote em Julho. Face aos rumores de que o desporto era secundário para o PSD, reuniu cerca de oito dezenas de agentes desportivos da ilha de S. Miguel, compilando dados importantes que pretende por em prática.

Na entrevista concedida, nota-se que estudou a lição. Sabe do que fala. Apresenta pontos determinantes para implementar e que não têm merecido a atenção nas legislaturas anteriores.

Refere um maior apoio ao escalão sénior, a passar por problemas gritantes; a criação do estatuto do dirigente; maior atenção ao desporto feminino; medicina desportiva; maior fiscalização dos dinheiros atribuídos; desporto escolar, infra-estruturas e o prosseguimento do apoio aos clubes que estão nos principais patamares dos desportos colectivos e individuais.

Mas há um aspecto que tem chamado a atenção: não alterar o que está bem. Realmente, o desporto é uma área que tem caminhado com segurança nos vários sectores.

Surpreendeu-me os conhecimentos de Berta Cabral nesta área. Se houver mudança de governação, o desporto irá continuar a trilhar pelo mesmo caminho do progresso, dentro das limitações orçamentais e de uma série de modalidades e de clubes dispersos por 8 ilhas.



PS quer preservar o modelo



Vasco Cordeiro está numa posição privilegiada. Isso mesmo se conclui quando afirma que pretende “preservar o modelo que produziu efeitos positivos”. Outra coisa não seria de esperar. Até mesmo Berta Cabral percebeu.

A Direcção Regional do Desporto tem sido ao longo dos anos um modelo de rigor e de cumprimento, quer nos apoios aos clubes e às organizações, quer no desenvolvimento do desporto, abrangendo todas as modalidades. Esta política aprovada pelo nosso Parlamento faz com que as nossas equipas e clubes vão competindo sem passarem pelas restrições de quem deu muito sem rigor e sem lei. Refiro-me ao desporto madeirense.

Interessante Vasco Cordeiro pretender também dar uma maior atenção ao desporto feminino.

Atentos ficaremos à assunção de ter chegado “a hora de uma forte aposta na qualidade e na excelência do sistema desportivo açoriano”. Também achamos. Resta ver como e se será implementada caso o candidato do PS seja chefe do Governo. Não é fácil, depois dos hábitos adquiridos. Mas é o caminho certo após todos estes anos de apoios gerais.



CDS/PP com visão regional



Artur Lima apresenta uma visão que não abona a participação de excelência que apenas abrange 12 equipas de 9 clubes. É do tipo “vá lá fora mas cá dentro”, retrógrada do que se pretende para a expansão e afirmação dos nossos clubes a nível nacional e internacional.

O líder regional do CDS/PP diz ao “Diário Insular” que os apoios recebidos pelos clubes que estão nas principais divisões para promover a Região devem incidir nas “equipas que promovam efectivamente o atleta açoriano”. Elas promovem, cativam jovens, mas a nossa falta de competição interna nos escalões de formação (que são bem apoiados, ao contrário dos seniores, que são alvo, e muito bem, do PSD), obriga-las, como todos os clubes de todas as regiões, a recrutarem elementos de fora do arquipélago. Se assim não fosse, a Fonte do Bastardo, o Ribeirense, “Os Toledos”, o Santa Clara, o Boa Viagem, o Sporting da Horta, o Candelária, o Lusitânia e o Ricardo Moura nunca seriam campeões nacionais, ou conquistariam troféus de referência, ou estariam em provas internacionais. Temos de ser coerentes. O nome dos Açores é mais focado quando há êxitos.

Artur Lima olha somente para os números das verbas despendidas. É um mal que assola muita gente.

Até parece que nesta Região só o desporto é subsidiado. Basta ler o Jornal Oficial e ver as verbas que são entregues em muitos sectores. Alguns deixam dúvidas quanto à reciprocidade e o seu destino. Quase tudo recebe dinheiro do Governo. E a maioria sem a publicidade que é dada aos dinheiros do desporto, porque são muito poucos os que lêem o Jornal Oficial. No desporto há transparência, há o cuidado de informar a população do que é atribuído aos clubes, aos atletas, às associações, aos eventos. Não são verbas “encapotadas para financiar os clubes”. São verbas para que os clubes possam fazer boa figura nas competições em que estão envolvidos.

O candidato do CDS/PP quer mandar executar “complexos desportivos que reúnem todas as condições necessárias”, em vez de se edificarem “pavilhões em todas as freguesias ou de se meter sintéticos em todos os lados para se ganharem eleições”.

O dinheiro investido para a concretização de competições nacionais e internacionais é muito superior ao que fica na Região. Atente-se nos 120 mil euros doados pela secretaria da Economia para os nossos campos de golfe receberem dois torneios organizados por empresas privadas (Mário Carvalhosa e Descoberta Azul - Associação). Tem justificação entregar a uma senhora Ana Cabral a quantia de 75 mil euros para a realização de um torneio internacional de bridge, modalidade com um relevo enorme? Paga-se para os jogadores virem até Ponta Delgada? O que realmente fica nos Açores?

Já temos complexos desportivos com “as condições necessárias”. Para quê construir novos recintos de grande envergadura se apenas uma vez por outra poderemos ter finais internacionais ou nacionais? O retorno financeiro e económico só se repercute caso as provas tenham uma duração superior a 4/5 dias.

Precisamos é de pavilhões cobertos, de custos baixos como os que estão sendo edificados, para que a população possa praticar actividade desportiva e os nossos atletas possam melhorar o seu índice competitivo e de campos de futebol com condições.

Quem defende “a descentralização da actividade física e desportiva para as localidades mais carenciadas e mais distantes dos principais centros urbanos, quer para o incremento do estímulo à criação de colectividades/equipas de freguesia, quer para a facilitação da actividade desportiva de competição, quer ainda para a dinamização da prática desportiva regular por faixas mais débeis da nossa sociedade, particularmente crianças, jovens e idosos”, e não quer recintos localizados, mas pavilhões grandiosos, não haverá um grande contra senso? Vão para o adro das igrejas, quando não chover...

Por fim, “a politica desportiva regional é hoje feita pelos clubes”, diz Artur Lima. Que grande desconhecimento. A política desportiva regional foi aprovada pelos senhores deputados na “casa da nossa democracia”, situada na Horta. Como na altura não estava lá...

O candidato do CDS/PP tem aspectos positivos. Ainda bem. Desporto escolar; actividade física dinamizada; dirigentes com incentivos e com conhecimentos de gestão; e desporto e turismo de mãos dadas, mas não da forma como tem acontecido. Exige-se mais e melhor critério na doação de verbas para eventos. A Associação de Futebol de Ponta Delgada deu o exemplo que, com poucos recursos financeiros próprios e numa organização própria, sem empresas ou forasteiros, cativou o investimento para que todo o dinheiro ficasse nos Açores.



quinta-feira, outubro 04, 2012

AF Horta - Taça 2012/13



EstatísticasMelhor Ataque Madalena 7 Golos

Pior Ataque Fayal 2 Golos

Melhor Defesa Fayal 2 Golos sofridos

Pior Defesa CD Lajense 8 Golos sofridos

Mais Goleadas Madalena 1 Goleadas

Mais Vitórias Salão 2 Vitórias

Menos Vitórias CD Lajense 0 Vitórias

Mais Empates Fayal 0 Empates

Mais Derrotas CD Lajense 3 Derrotas

Menos Derrotas Salão 0 Derrotas

Max. Jogos sem Perder Salão 2 Jogos


JORNADA 3 2012-09-30

Visitado Visitante TV

Salão 4-1 CD Lajense

Madalena 5-0 Cedrense


JORNADA 4 2012-10-07

Visitado Visitante TV

CD Lajense 07/10 Fayal h2h

Cedrense 07/10 Salão h2h



Pos. Equipa P J V E D GM GS DG

1 Madalena 6 3 2 0 1 7 2 +5 Jogos

2 Salão 6 2 2 0 0 6 2 +4 Jogos

3 Fayal 3 2 1 0 1 2 2 0 Jogos

4 Cedrense 3 2 1 0 1 2 6 -4 Jogos

5 CD Lajense 0 3 0 0 3 3 8 -5 Jogos